segunda-feira, 24 de julho de 2017

A verdade sobre a origem da mezuzá

A Verdade sobre a Mezuzá I - Introdução " Após termos estudado o Shemá e o tefilin à luz das Escrituras, descobrindo as práticas originais e separando-as de mitos e sincretismos rabínicos, muitos se indagavam a respeito da mezuzá. " A seguir, apresentamos um estudo bastante detalhado da questão da mezuzá. Todavia, para não se tornar excessivamente extenso por repetição, este artigo parte da importante premissa de que o leitor já está familiarizado com os estudos supracitados, e os referencia como assuntos já esclarecidos. A quem ainda não o tenha feito, sugere-se que leia a ambos (nessa ordem) antes de dar sequência neste estudo. II - Análise das Escrituras " A mitsvá (mandamento) da mezuzá é derivada de duas passagens bíblicas. Todavia, antes de analisá-las, é importante que já se tenha lido o nosso artigo sobre o Shemá original, onde demonstramos que as “palavras” a que o texto de Devarim/Deuteronômio 6 se referem nada mais são do que as palavras dos Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos.”) No artigo, demonstramos inclusive que esse era o entendimento do Judaísmo na antiguidade, conforme atestado por achados arqueológicos e pelas próprias fontes da literatura judaica. II.2 - Devarim/Deuteronômio 6 " Tendo isso em mente, analisemos a primeira passagem: “Ouve, Israel, YHWH nosso Elohim, YHWH é um. Amarás, pois, a YHWH teu Elohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” (Devarim/Deuteronômio 6:4-9) " Em nosso estudo sobre tefilin, vimos como a própria Torá nos demonstra que “atar na mão e colocar por frontal entre os olhos” são expressões simbólicas. Mas, fica a dúvida: Será que o texto referente à mezuzá é alegórico? " Por este trecho, pura e simplesmente, não é possível concluir que o texto seja alegórico. Vejamos o que nos revela o outro texto referente à mezuzá. II.3 - Devarim/Deuteronômio 11 “Ponde, pois, estas minhas palavras [et hadevarai] no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos. E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; E escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” (Devarim/ Deuteronômio 11:18-20) Primeiramente, é preciso compreender a que “palavras” o texto está se referindo. Para isso, voltemos um pouco no contexto. Lembremos que Moshe (Moisés) está recontando a trajetória do povo de Israel. Ele narra uma série de dados sobre a viagem de Israel, e faz uma série de recomendações, mas uma delas nos chama a atenção: “Naquele mesmo tempo me disse YHWH: Alisa duas tábuas de pedra, como as primeiras, e sobe a mim ao monte, e faze-te uma arca de madeira; E naquelas tábuas escreverei as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste, e as porás na arca. Assim, fiz uma arca de madeira de acácia, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão. Então escreveu nas tábuas, conforme à primeira escritura, os dez ditos [asseret hadevarim], que YHWH vos falara no dia da assembléia, no monte, do meio do fogo; e YHWH mas deu a mim; E virei-me, e desci do monte, e pus as tábuas na arca que fizera; e ali estão, como YHWH me ordenou.” (Devarim/Deuteronômio 10:1-5) " É possível perceber que o contexto é muito semelhante ao de Devarim/ Deuteronômio 6, e que portanto essas “palavras”, a exemplo do que ocorre no primeiro, refere-se aos Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”). " Aqui temos um claro indicativo de alegoria no primeiro passuk (versículo), que fala sobre colocar as palavras na alma, no coração, na mão e entre os olhos. O termo aqui traduzido como “alma” refere-se à vida. O coração era o centro dos pensamentos, na cultura israelita. A mão indicava as ações. E os olhos indicavam o objetivo avistado, pois na cultura israelita os olhos serviam para enxergar o caminho. Sendo assim, a Torá deveria estar no dia-adia, no pensamento, nas ações e nos objetivos de todo israelita. " Logo depois, todavia, a Torá começa a falar de forma mais literal, ao dizer, por exemplo, que aquelas palavras deveriam ser ensinadas aos filhos. Mais uma vez, o contexto puro e simples da passagem torna difícil determinar se a orientação de escrever as palavras é alegórica ou literal. III - Outros Exemplos na Bíblia " Como podemos fazer para compreender se a passagem é alegórica ou literal? A resposta é bastante simples: Temos que nos fazer três perguntas básicas. 1) Existe algum exemplo de simbologia que possa ser analisado? 2) Existe algum exemplo de uso literal semelhante? 3) Caso a mitsvá (mandamento) seja literal, existe um objetivo claro? " A própria Bíblia interpreta a Bíblia. As respostas a essas perguntas nos definirão se a mezuzá é alegórica ou literal. III.1 Existem exemplos de uso simbólico? " O termo “mezuzá” (ou derivativo) aparece dezenove vezes no Tanach (Primeiro Testamento.) Praticamente todas as instâncias em que aparece são literais. Por razões de brevidade, apresentaremos apenas a lista de pʼssukim (versículos): Ex. 12:7,22,23, 21:6; Jz. 16:3; 1 Sm. 1:9; 1 Re. 6:31, 6:33, 7:5; Is. 57:8; Ez. 41:21, 43:8, 45:19, 46:2. " Em uma passagem apenas, o termo aparece de forma alegórica, em Mishlei/Provérbios 8:34, em que a sabedoria personificada descrita pro Shlomo (Salomão) diz: “Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras [mezuzot] da minha entrada. Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor de YHWH.” (Mishlei/Provérbios 8:34-35) " Qual o sentido aqui observado? Que bendito é o homem que busca a sabedoria incessantemente. O “esperar às portas” nos remete à imagem de uma pessoa esperando ansiosamente para que a outra saia de casa, de modo a encontrá-la logo. Porém, repare que mesmo dentro da alegoria, o sentido dado à palavra “mezuzá” (umbral) é literal. A palavra é usada para construir a imagem de alguém esperando à porta, e não para simbolizar algo que não seja propriamente um umbral. " Ou seja, não temos nenhum uso puramente simbólico do termo “mezuzá” nas Escrituras. III.2 Existem exemplos de uso literal semelhante? " Por outro lado, a resposta é afirmativa para o outro caso. Temos um exemplo de uso literal do termo mezuzá (umbral) para fins rituais. Vejamos o relato abaixo: “E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras [mezuzot], e na verga da porta, nas casas em que o comerem... Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras [mezuzot], do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã. Porque YHWH passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras [mezuzot], YHWH passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir.” (Shemot/Êxodo 12:7,22-23) " A instrução supracitada era literal. Após sacrificarem o cordeiro, na ocasião da saída do Egito, o povo deveria passar o sangue do cordeiro sobre os umbrais (mezuzot) das suas casas, a fim de que Elohim os poupasse, quando da ocasião das pragas do Egito. " Ou seja, temos um precedente bíblico de uma instrução literal acerca dos umbrais das portas. III.3 Existiria um propósito para uma mitsvá (mandamento) literal? " O fato de termos na Torá um uso ritualístico literal, e não termos nas Escrituras nenhum uso simbólico já seriam praticamente razão suficiente para entendermos essa mitsvá (mandamento) como sendo literal. Todavia, é possível ir além e buscar confirmação no propósito da mitsvá (mandamento). " Por que o Eterno iria pedir aos israelitas que escrevessem os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) nos umbrais das portas? " Para entendermos isso, é preciso dar um passo anterior e compreender qual foi o propósito do Eterno ao destacar os Asseret HaDibrot, dando-os na forma das chamadas tábuas da lei. " Lembremos que o povo nos tempos primitivos não tinham acesso fácil às Escrituras. Rolos de escritura eram caríssimos, feitos de pele de animais, e copiados à mão num processo que poderia levar anos. Para se ter uma idéia, nos dias de hoje, um bom rolo de Torá custa o preço de um carro popular. E isso considerando-se todas as facilidades do mundo moderno para obtenção da matéria prima. Imagine, portanto, como seria naquela época. " Portanto, o povo não tinha acesso fácil aos ensinamentos da Torá. Na realidade, o povo ouvia as palavras da Torá somente uma vez a cada sete anos (!), quando da ocasião da festa de Sukot (Tabernáculos): “E ordenou-lhes Moshe, dizendo: Ao fim de cada sete anos, no tempo determinado do ano da remissão, na festa dos Sukot, quando todo o Israel vier a comparecer perante YHWH teu Elohim, no lugar que ele escolher, lerás esta lei diante de todo o Israel aos seus ouvidos. Ajunta o povo, os homens e as mulheres, os meninos e os estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam e aprendam e temam a YHWH vosso Elohim, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta Torá.” (Devarim/Deuteronômio 31:10-12) " Qual era, portanto, a função dos Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”)? Eles funcionavam como uma espécie de resumo, ou compêndio, dos principais aspectos da Torá. Eles ajudariam o povo a viverem de acordo com a vontade de Elohim no seu dia-a-dia, bem como a compreenderem o propósito da Torá quando a ouvissem ao final de cada sete anos. " E se o povo não tinha acesso às Escrituras, faz sentido que escrevessem esse compêndio da Torá nos umbrais das portas, talhando-as na madeira ou na pedra, ou talvez fazendo selos de argila, como era costume na região da mesopotâmia. Essas palavras eram a única forma de contato mais direto das pessoas com as Escrituras! Portanto, além da confirmação contextual das Escrituras, trata-se de algo que tem um propósito bastante importante. " Mesmo para nós, que temos acesso fácil às Escrituras, o propósito da Torá permanece, uma vez que todos aqueles que passarem por nossas portas irão tomar contato com o testemunho e a mensagem da Palavra de Elohim. Além disso, todas as vezes que entramos ou saímos de nossos lares, lá estão as palavras do Altíssimo nos lembrando de como deve ser a nossa conduta. " O propósito, portanto, é semelhante ao da recitação do Shemá (vide artigo sobre o Shemá original), que era outra forma do povo memorizar o cerne da vontade de Elohim para nossa conduta. " Infelizmente, esse propósito do escrever os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) nos umbrais (mezuzot) se perdeu quando a mitsvá (mandamento) foi reduzida à confecção de um amuleto, conforme veremos mais adiante. IV - Mudanças no Mandamento " Os próprios pʼrushim (fariseus) admitem que a mitsvá (mandamento bíblico) em dado momento sofreu modificações. Já vimos, conforme dito anteriormente, que a modificação textual tem relação com o banimento da proclamação dos Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”.) Houve também uma modificação na forma, conforme afirma o rabino Steven M. Glazer: ! "As escrituras nos recomendam… escrever estas palavras nos umbrais de nossas casas e sobre os nossos portões. Eu não tenho dúvidas de que nos tempos antigos esse era literalmente o local [onde escreviam] mas em algum ponto na antiguidade, desconhecido a nós, compartimentos passaram a ser amplamente usados, ao invés de escrever as palavras diretamente nos umbrais." (Rabino Steven M. Glazer, The Mezuza - Série em vídeo) " Porém, o que aconteceu que levou essa mitsvá (mandamento) a passar de escrita nos próprios umbrais (mezuzot) da porta, a transformar-se numa caixinha afixada no umbral, ou ocultada numa fresta do mesmo? De onde surgiu esse costume? V - O Costume Babilônio ! É importante compreender que os babilônios viviam assombrados pela idéia de perseguição constante de espíritos malignos (não muito diferente de algumas seitas modernas.) Sobre isso, o acadêmico James Hastings escreve: ! "Mas uma porta fechada não é suficiente para afastar fantasmas e demónios, uma vez que na Babilônia eles passavam por frestas, umbrais e soquetes… por isso o valor dos amuletos para prevenirem isso." (James Hastings, "Encyclopedia of Religion and Ethics.") ! Esta era a razão pela qual os babilônios estavam constantemente cercados por encantamentos e amuletos. O temor era grande de que, sem tais elementos, eles seriam destruídos por esses espíritos malignos, ou ofenderiam aos deuses de seu panteão. " Em nosso material sobre “tefilin” citamos um texto de E. A. Wallis Budge acerca do costume babilônio do uso de amuletos. Porém, propositadamente deixamos para citar a passagem completa neste material , uma vez que a continuação tem justamente relação com o tema aqui estudado. Abaixo, a citação completa, com o texto complementar, em negrito: "Os sumérios inventaram e desenvolveram um sistema de escrita, e as inscrições que eles gravaram em tábuas de argila e pedra sugerem que eles viviam vidas ansiosas e tinham um medo perpétuo do ataque do exército de espíritos hostis e malignos que não perdiam a oportunidade de lhes fazer o mal. Para se protegerem contra esses, empregavam encantamentos e magias e feitiços, e para destruir as operações do olho mal, eles usavam amuletos de diversos tipos. E para proteger suas casas, eles enterravam pequenas figuras de argila nas fundações, e as inseriam nas paredes." VI - Análise da Literatura Farisaica " Esse tipo de costume também foi herdado pelos israelitas na diáspora babilônia, e legitimado pelos pʼrushim (fariseus), conforme veremos a seguir: 1) Magia à Porta " Os pʼrushim (fariseus) adotaram dos babilônios esse hábito de colocar amuletos e realizar encantamentos à porta das casas. Podemos ver alguns exemplos disso abaixo, com alguns dos rituais recomendados pelo Talmud: "Para cegueira noturna, ele deve tomar um cordão feito de fio de cabelo branco e com ele amarrar uma de suas próprias pernas à perna de um cão, e crianças devem fazer barulhos com cacos de cerâmica atrás dele dizendo: 'Cão velho, galo estúpido.' Ele deve também tomar sete pedaços de carne crua de sete casas e colocá-los no umbral, e [deixar o cão] comê-los no cinzeiro da cidade. Depois disso, ele deve desamarrar a corda e dizer: 'Cegueira de A, filho da mulher B, deixe A, filho da mulher B,' e eles devem soprar no olho do cão." (b. Guitin 69a) "Para enxaqueca, deve-se tomar um pica-pau e cortar sua garganta com uma moeda branca de prata sobre o lugar da cabeça onde ele tem dor, cuidando para que o sangue não o cegue, e deve pendurar o pássaro no seu umbral para que possa esfregar-se nele quando entrar e quando sair." (b. Guitin 68b) 2) Surge um Amuleto " " Não demorou para que a mitsvá (mandamento) do Eterno para que as suas leis fossem escritas nas portas – de modo a que todos pudessem lê-las e meditar sobre elas – fosse transformado em um amuleto. Em nosso estudo sobre “tefilin” demonstramos que os pʼrushim tinham por hábito fazerem amuletos a partir de textos bíblicos, costume importado dos babilônios que tinham por hábito fazerem amuletos com encantamentos. Assim sendo, ao invés da escrita à porta supracitada, os pʼrushim (fariseus) transformaram a mitsvá (mandamento) numa fabricação de um amuleto encapsulado – ao estilo dos demais que eles produziam – e que deveria ser afixado ou ocultado em receptáculo à porta. Exatamente como faziam os babilônios. Não é surpresa que o mesmo hábito babilônio relatado acima é encontrado na literatura farisaica. O rabino Geoffrey W. Dennis, por exemplo, afirma: "O Talmud Bavli distingue entre amuletos escritos e amuletos populares… Muitos amuletos escritos eram enrolados e inseridos em tubos de metal, de forma paralela à maneira como uma mezuzá é protegida e exibida. Amuletos eram considerados uma parte regular da resposta médica à enfermidade e os sábios falam de experientes fazedores de kamea que tinham um histórico provado de fazerem amuletos eficazes. Eles também discutem os critérios para julgarem um bom amuleto médico (Shabat 61b; Yomá 84a.) Das amostras de amuletos da antiguidade que foram encontrados, os mais interessantes são bacias de demônios, vasos de artesanato pintados com encantamentos e enterrados sob o umbral de uma porta para aprisionar os espíritos das profundezas que tentassem entrar." (Rabino Geoffrey W. Dennis, "Encyclopedia Mythica: Amulet.") 3) Superstição sobre um Poder Sobrenatural " A exemplo dos babilônios, os pʼrushim (fariseus) também atribuíram ao seu amuleto uma superstição de poder sobrenatural, capaz de afastar agouros e espíritos malignos. Sobre isso, o rabino Michael Leo Samuel afirma: "Os antigos criam que um amuleto é supostamente investido de poder mágico que pode afastar contratempo, doença, ou ataques de seres malignos - quer demoníacos ou humanos. Um talismã é um objeto similarmente usado para aumentar as potencialidades e sortes de uma pessoa. Amuletos e talismãs são dois lados de uma mesma moeda. Os primeiros são feitos para repelir o mal; os últimos, para atrair bênção e prosperidade. Historicamente, a mezuzá combina ambas as características no folclore e literatura rabínica. Desde a antiguidade remota, nossos ancestrais criam na habilidade da mezuzá de proteger sobrenaturalmente um judeu não importando onde ele ou ela estivesse. A mezuzá combina ambos os aspectos de um amuleto e de um talismã, como mencionamos acima. Em uma conhecida passagem talmúdica [b. Shabat 32a], descobrimos que alguns dos sábios criam que a promessa bíblica de uma vida longa depende da observância da mezuzá." (Rabino Michael Leo Samuel, "Is the Mezuzah an Amulet?") Vemos evidências disso no próprio Talmud: "Nenhuma cidade contendo mesmo uma única mezuzá pode ser condenada… porque está escrito, [e destruirás os nomes deles - isto é, dos ídolos - ] mas não farás isso a YHWH teu Elohim." (b. Sanhedrin 71a) ! "Rabá disse, a performance apropriada do preceito é afixar [a mezuzá] na distância de uma mão mais próxima da cidade. Por que? - Os rabinos dizem, para que alguém possa encontrar um preceito imediatamente [quando retorna para casa]; R. Hanina de Sura diz, para que proteja toda a casa." (b. Menachot 33b) 4) Uso Portátil do Amuleto Rabínico " A “mezuzá farisaica” (chamemos assim para diferenciar da mitsvá/ mandamento bíblico) não era usada exclusivamente para as casas. Os pʼrushim (fariseus) também tinham por hábito colocá-la em cajados, para que os protegesse durante o caminho. Sobre isso, a Mishná diz: " "Um cajado que tenha um receptáculo para dinheiro, uma bengala de um pedinte que tenha um receptáculo para água, e uma vara que tenha um receptáculo para uma mezuzá e para pérolas são susceptíveis à imundícia." (m. Kelim 17:101) " O Tosfot Yom Tov, comentário rabínico da Mishná, ao elaborar acerca da passagem acima, confirma que a intenção dos pʼrushim ao colocar esse amuleto no cajado era de fato a proteção pessoal, a exemplo da proteção que o amuleto oferecia aos lares. " Até os dias de hoje, os pʼrushim (fariseus) mantêm essa prática. O rabino Eli J. Mansour afirma: "É permitido colocar uma mezuzá em uma corrente e usá-la? Algumas pessoas desejam usar uma mezuzá para proteção como um amuleto, ou para proteger do Ayin Hará (olho mau.) Isso é permitido? Chacham Ovadia Yoseph faz essa pergunta em Halichot Olam, Helek 8, página 216, e Rav. Moshe Feinstein também fez essa pergunta em Igrot Moshe, Y"D, Helek Bet, Siman 141. Ambos saíram dizendo que é permitido colocar uma mezuzá em uma corrente e usá-la. É claro, ela deve estar contida em um compartimento. Novamente, eles legislaram que era permitido." (Rabino Eli J. Mansour, “Mezuzah- Is It Permissible To Wear A Mezuzah or Put A Mezuzah In A Car”) 5) O Misticismo do Judaísmo Moderno " Até hoje, a mezuzá-amuleto farisaica é objeto de grande misticismo. Talvez até mais do que nos tempos antigos. " Com o passar do tempo, a tinta do pergaminho da mezuzá rabínica pode apagar, ou borrar, e por isso os pʼrushim (fariseus) têm por hábito verificá-la em determinados intervalos de tempo. Todavia, acredita-se que uma mezuzá que esteja com problemas no texto - e que portanto não esteja “kasher” - pode trazer infortuito até mesmo doenças sobre as pessoas que vivem na casa. " No Judaísmo Rabínico, considera-se, semelhantemente, que o ajuste da mezuzá pode restaurar o equilíbrio ou a saúde de uma casa. Sobre isso, Alexander Poltorak afirma: “Os tefilin e mezuzot, as propriedades mais preciosas do homem, podem ser afetadas por perturbações na alma do seu dono. Uma inspeção cuidadosa desses objetos, e a devida correção de quaisquer defeitos, se encontrados, pode curar a alma, restaurando o equilíbrio e prevenindo aflições adicionais à pessoa.” (Alexander Poltorak, “Mezuzah: a Reflection of the Soul”) 6) Invocações no Pergaminho """"""""""A mezuzá ashkenazi moderna também traz uma invocação cabalista nas costas do pergaminho. Nela, conforme pode ser visto ao lado, encontramos escrita de cabeça para baixo a expressão Kuzu Bmuksz Kuzu” (“ (”כוזו במוכסז כוזו " Essa invocação cabalista é uma permutação de letras feita sobre o Nome do Eterno, baseada nos segredos místicos da Maʼasseh Merkavah (vide nosso artigo sobre Cabalá.) " Sobre ela, o rabino Moshe Idel afirma: ! “Em muitos manuscritos encontramos uma passagem que contém um pentagrama, e ao lado dele está escirto: Esta é a Maʼassei Merkavah Kuzu Bmuksz Kuzu, e sob essas letras está escrito: YHVH ELHYNU YHVH.” (Moshe Idel, “Language, Torah and Hermeneutics in Abraham Abulafia”) " Ou seja, trata-se de uma invocação mística diabólica, para dizer o mínimo. Alexander Poltorak afirma ainda que essa invocação é realizada para proteger contra demônios, e tem conexão com a astrologia: ! “Podemos sugerir que o fato das letras KUZU BMUKSZ KUZU estão escritas de cabeça para baixo pode ser interpretado como uma maneira de defletir influências malignas, espantando os maus tempos - como se mudasse a corrente. Assim pode-se dizer que a mezuzá cumpre o papel de ʻescudoʼ astrológico.” (Alexander Poltorak, “Mezuzah and Astrology”) " Mais uma vez, percebemos que para os pʼrushim (fariseus) de nada adiantou a proibição do Tanach (Primeiro Testamento) contra magia, encantamentos, e envolvimento com astrologia. 7) A Versão Rabínica não era Unanimidade " Essa versão-amuleto da mitsvá (mandamento) da mezuzá feita pelos pʼrushim (fariseus) não era unanimidade nos tempos antigos. O próprio Talmud afirma que ela não era utilizada em todas as sinagogas: ! "Se é assim, no caso de uma sinagoga e beit hamidrash onde também não há mezuzá, não damos prioridade? O que dizes deve ser, numa passagem de porta que é adequada para uma mezuzá." (b. Berachot 47a) " Certamente que a razão do Talmud afirmar tal coisa está no fato de que a mitsvá (mandamento) era interpretada de forma diferente por outros grupos. De fato, nem mesmo o Beit HaMikdash (Templo) possuía mezuzot rabínicas, exceto nas alas frequentadas pelos próprios pʼrushim (fariseus), conforme atesta o Talmud: "Nossos rabinos ensinavam: Todas as câmaras no Santuário não tinham mezuzá, com a exceção da câmara dos conselheiros, pois nela era a residência do sumo sacerdote. Acaso não havia um número de câmaras no Santuário que tinham compartimento para residência e não tinham mezuzá?" (b. Yomá 10a) VII - A Mitsvá e Outros Grupos Israelitas " Sempre é importante compreender que não se deve reinventar a roda. Tudo o que é feito precisa encontrar respaldo histórico. Se, conforme concluímos através da leitura, a prática bíblica era a de se escrever os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) nos umbrais das portas, então algum resquício dessa prática deve ser encontrado - quer preservado na prática de algum grupo israelita atual, quer através de evidências e achados arquelógicos. " E a resposta é afirmativa: Temos sim evidências disso. Começaremos com os grupos atuais, e em seguida falaremos acerca dos grupos históricos 1) Os Samaritanos " Os samaritanos preservaram essa prática, e até hoje a chamada “mezuzá samaritana” pode ser vista nos seus lares em Israel. Sobre essa prática, o acadêmico judeu Dr. Alexander Poltorak afirma: ! "Os samaritanos, que não aceitam a tradição oral, não requerem que uma mezuzá seja afixada ao umbral. Às vezes eles afixam uma pedra com os Dez Mandamentos ou Dez Ditos… sobre a verga da entrada principal de sua casa, ou a colocam próxima às entradas." (Dr. Alexander Poltorak, "A Light unto My Path -- A Mezuzah Anthology) " " A prática samaritana pode ser vista na foto ao lado. Os escritos são postos na parte superior dos umbrais da casa. " Todavia, o fato único dos samaritanos adotarem tal prática não nos é suficiente em termos de comprovação. Mas, as confirmações não param por aí. 2) Os Caraítas " Os caraítas são divididos no quesito da mezuzá. Alguns acreditam que, como o texto sobre tefilin é claramente alegórico e simbólico, então a mezuzá também deve ser. Vimos que essa leitura não procede, dada a ausência de uso do termo “mezuzá” de forma simbólica nas Escrituras, e dada o uso anterior da mezuzá (umbral) para o rito do cordeiro do Pessach. " Alguns grupos caraítas, especialmente no Oriente Médio, todavia, também compreendem a mitsvá (mandamento) como sendo literal, e também afixam os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) nos umbrais. " Sobre esse hábito, o historiador Mikhail Kizilov escreve: ! "Os recém-modernos caraítas da Criméia e da Lituânia do século dezenove não seguiam a mitsvá de afixarem a mezuzá em absoluto. No Leste próximo, os caraítas locais afixavam em seus umbrais uma versão breve dos Dez Mandamentos." (Mikhail Kizilov, "The Karaites of Galicia: An Ethoreligious Minority among the Ashkenazim") ! Uma obra que relata a etnografia da região do Oriente Médio também observou o costume caraíta. Embora tenha-o classificado como “forma modificada”, tendo em vista o costume judaico tradicional. O importante, para nós, é a confirmação da prática: "Em Israel, contudo, os caraítas desenvolveram uma forma modificada (sic) de mezuzá na forma dos Dez Mandamentos." (Encyclopaedic Ethnography of Middle- East and Central Asia: A-I, Volume 1) Ao lado, uma imagem ilustra o exemplo da mezuzá caraí ta, de uma sinagoga em Yerushalayim (Jerusalém), extraída da obra “Jewish History and You”, de Sol Scharfstein. 3) Na Antiguidade: Os Judeus de Alexandria " Os judeus de Alexandria também mantiveram a prática de inscrever os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) nos umbrais de suas casas. Para eles, a prática de anexar um amuleto com pergaminho ao umbral também era desconhecida. Podemos ver isso pelo testemunho de Filon: " “Isto deve ser suficiente de dizer, sendo de fato tudo o que sou capaz de avançar, acerca das leis que sustentam no apetite e desejo para suprirem todo o corpo dos Dez Mandamentos, e das injunções subordinadas neles contidas... Além disso, ele ordena que aqueles que escreveram tais coisas devem posteriormente afixá-las a cada casa pertencente a um amigo, e aos portões que estão dentro de suas muralhas; para que todo o povo, quer entrando ou saindo, quer cidadãos ou estrangeiros, lendo a escritura assim afixada nos pilares perante os portões, possa ter uma incessante lembrança de tudo o que deve ser dito, ou que deve ser feito; e que cada um deve cuidar para que não cometa nem sofra injúria; e que todas as pessoas, quer adentrando suas casas ou delas saindo, homens e mulheres, crianças e servos, possam fazer tudo o que apropriado e adequado uns para com os outros, e a si próprios." (Filon, As Leis Especiais 4:25:132-4:26:142) " O texto inicial (antes dos três pontos) é apenas para ilustrar o contexto do que Filon estava dizendo. Exatamente como nós concluímos, Filon afirma que os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) eram uma espécie de compêndio da Torá, e que o restante da Torá dependia diretamente dessas categorias estabelecidas. " Pela narrativa de Filon, fica claro não apenas que o conteúdo eram os Asseret HaDibrot, como também é possível perceber que o objetivo da mitsvá (mandamento) era que as leis fossem lidas por aqueles que se achegassem ao local. Tanto que Filon afirma que elas seriam uma lembrança de “tudo o que deve ser dito” e de “tudo o que deve ser feito.” Algo que pressupõe um conteúdo de leis (o que diverge da prática farisaica) - e que o contexto deixa claro serem os Asseret HaDibrot. E algo que pressupõe que as pessoas fosse capazes de ler. " Podemos, portanto, concluir - como de fato concluem os acadêmicos que avaliam o texto de Filon - que os judeus de Alexandria observavam a mitsvá (mandamento) exatamente como uma leitura simples e objetiva da Torá indica. 4) Na Antiguidade: Os Israelitas da Diáspora " Nem todos sabem, mas existem indícios de presença israelita no continente americano, muito anterior à sua “descoberta oficial.” Tal fato, que era conhecido por judeus desde tempos bastante remotos, é parte da profecia de que Israel seria disperso pelos quatro cantos do mundo. " Menos conhecido ainda é o fato de que alguns remanescentes arqueológicos se encontram nas Américas. Um dos mais importantes deles é a chamada pedra de Los Lunas. Ao lado, uma imagem da pedra de Los Lunas, no México. " Escrita em paleohebraico, a pedra de Los Lunas contém justamente os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) escritos de forma ligeiramente abreviada. " Estudada por um acadêmico de culturas e línguas antigas, o judeu Cyrus Herzl Gordon, a conclusão é de que se tratava de uma mezuzá. Sobre isso, William Marder escreve: " "Em 1995 Cyrus Gordon propôs que o decálogo de los Lunas é, na realidade, uma mezuzá samaritana. (sic) A mezuzá judaica familiar é um pequeno pergaminho que é colocado em um pequeno compartimento montado na entrada de uma casa. A antiga mezuzá samaritana, por sua vez, era commumente uma grande placa de pedra colocada próxima à entrada de uma propriedade ou sinagoga, e contendo uma versão resumida do Decálogo… ! Em novembro de 1860, David Wyrick de Newark, Ohio, encontrou o Decálogo de Newark/Ohio inscrito numa pedra num túmulo adjacente à antiga fortificação de Hopewell. A pedra, inscrita em todos os lados, com uma versão condensada dos Dez Mandamentos em uma forma peculiar de letras hebraicas quadradas, pós-exílio… Cyrus Gordon cria que a pedra do Decálogo de Newark era uma mezuzá samaritana como a pedra do Decálogo de Los Lunas." (William Marder, "Indians in the Americas: the Untold Story") " O texto também menciona uma outra pedra, encontrada em Newark, que também contém o Decálogo (em forma ainda mais reduzida). Ao lado, uma imagem de um fragmento da pedra de Newark. ! ! A conclusão de Gordon baseava-se no hábito samaritano de que falamos anteriormente. Todavia, Gordon cometeu um importante equívoco ao concluir que essa mezuzá era de origem samaritana. " O fato é que os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) na Torá Samaritana sofreram uma alteração importante. Para justificar que o cerne de sua fé seria o monte Guerizim, ao invés do monte Tsiyon (Sião), os samaritanos unificaram dois dos dez ditos, e incluíram nos Asseret HaDibrot a instrução de adorar a Elohim no monte Guerizim. " Fosse essa uma mezuzá de origem samaritana, essa recomendação ao monte Guerizim estaria presente, indubitavelmente. Seria inconcebível uma mezuzá samaritana não conter esse trecho. Todavia, a pedra de Los Lunas não traz tal referência. Em outras palavras, essa é uma mezuzá de origem israelita, porém de outro grupo, que não os samaritanos. " Abaixo, uma tradução do texto da pedra de Los Lunas: "Eu sou YHWH tue Elohim que te tirou da terra do Egito, da casa da escravidão. Não deverá haver outros deuses perante a minha face. Não farás nenhum ídolo. Não tomarás o nome de YHWH em vão. Lembra-te do Shabat e o santifica. Honra teu pai e tua mãe para se prolonguem os teus dias na terra que YHWH teu Elohim te deu. Não assassinarás. Não adulterarás. Não roubarás. Não darás falso testemunho contra teu próximo. Não desejarás a esposa de teu próximo nem nada do que é dele." (Decálogo de Los Lunas) " A abreviação do texto é perfeitamente compreensível, visto que talhar algo em pedra não é tão trivial quanto escrever a tinta. É provável que nos tempos antigos, os israelitas de um modo geral fizessem uso desse recurso. " Como se pode ver, a mitsvá (mandamento) conforme a leitura simples da Torá especifica era prática amplamente difundida em Israel, antes da normatização rabínica sobre a prática farisaica, muitos séculos depois. Até hoje, grupos que não seguem a tradição rabínica a praticam da forma bíblica. VIII - Tefilin x Mezuzá: Resumo " No artigo sobre tefilin, demonstramos como a suposta mitsvá (mandamento) acerca de tefilin nada mais era do que um texto figurativo da Torá, tirado de seu contexto, e usado para justificar a criação de um amuleto. " Neste artigo, demonstramos a diferença entre o tefilin e a mezuzá nesse particular. Deixamos clara a razão pela qual o texto que supostamente se referiria ao tefilin na realidade é simbólico, e o porquê no caso da mezuzá é diferente. " Todavia, como os argumentos estão distribuídos ao longo de várias páginas, para facilitar a vida do leitor, abaixo apresentamos um resumo dos principais pontos. É preciso que já se tenha lido o material sobre tefilin para compreender o quadro abaixo: Mezuzá Tefilin Versículos usados para embasar a prática 2 (Dt. 6; Dt 11) 4 (Ex. 13 (2), Dt. 6, Dt. 11) Dos acima, quantos estão fora do contexto? Nenhum 2 (Ex. 13 (2)) Dos acima, quantos são claramente simbólicos? Nenhum 3 (Ex. 13 (2), Dt. 11) Uso simbólico das expressões no Tanach? Não Sim (Pr.1:8-9, 3:1-3, 7:2-3, etc.) Uso literal em outro contexto ritual? Sim (Ex. 12) Não Comprovadamente usado por grupos de origem não-farisaica? Sim (alguns caraítas, judeus de Alexandria, samaritanos, israelitas da diáspora) Não Possui propósito não-místico? Sim (servir de leitura) Não " Como podemos perceber, existe uma enorme diferença entre a prática do tefilin e a prática bíblica de escrever os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) nos umbrais. " O detalhamento dos argumentos supracitados é encontrado ao longo tanto deste material, quanto do estudo sobre tefilin. O objetivo da tabela é ser apenas um breve resumo para auxiliar o leitor a ter uma visão global, e assim compreender o porquê em um caso a prática é literal, e no outro não. IX - Em que local? " Uma pergunta que o leitor certamente se fará é: Onde escrever os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”). A Torá afirma que deve ser “al mezuzot beitecha uvisheareacha.” Ou seja, sobre os umbrais de tua casa e nos teus portões. """"""""""Dos dois grupos modernos que praticam o uso da mezuzá da forma bíblica, os samaritanos entendem “al mezuzot” como “acima dos umbrais”, ao invés de “sobre os umbrais.” E por isso a colocam sempre na parte de cima dos umbrais. Essa visão não é partilhada por aqueles dentre os caraítas que cumprem essa mitsvá (mandamento) literalmente. Esses últimos entendem que o termo “ על ” (al) indica “sobre” e não necessariamente “acima”, e afixam nas laterais, ao invés de no topo. " No hebraico, o termo pode ser entendido tanto de uma forma quanto de outra. Vejamos portanto um exemplo da Torá. " A Torá confirma que a leitura correta é a lateral, pois em Shemot (Êxodo) 12:7 há uma diferenciação entre mezuzot (umbrais) e o lintel (mashkof): ! “E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras (mezuzot), e na verga (mashkof) da porta, nas casas em que o comerem.” " Ou seja, as mezuzot são os umbrais laterais, e não o umbral do topo da porta. Isso faz sentido, porque a idéia é a de que sejamos capazes de ler os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) ao adentrarmos ou saírmos de um local. Se a Torá recomendasse que os escritos ficassem no topo, tornar-seiam ilegíveis em algumas circunstâncias. " Vimos historicamente diferentes formas de escrever. Alguns talhavam na pedra, outros na madeira, outros utilizavam argila. Enfim, não há uma especificação da Torá sobre a forma. O importante é que os Asseret HaDibrot sejam escritos em nossos umbrais. X - Definindo quais Umbrais " Existe ainda uma questão controversa acerca de que umbrais deve-se escrever os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”). " Essa questão, nos tempos bíblicos, não era controversa. Sempre que a Torá falava em “mezuzot”, referia-se à entrada de uma casa. Como podemos ver no próprio contexto de Shemot (Êxodo) 12:22-23, que diz: “Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã. Porque YHWH passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da entrada [petach] e em ambas as ombreiras, passará YHWH aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir.” " O texto acima trata as mezuzot especificamente como os umbrais da entrada de uma casa, e não como acesso a cômodos. Tanto que afirma que os israelitas não deveriam sair das portas de suas casas. O sangue do cordeiro era posto sobre os umbrais da entrada da casa, e não em cada cômodo. Tanto que a Torá utiliza o termo “petach”, que embora seja traduzido como “porta” em algumas bíblias, na realidade significa literalmente “entrada.” Ou seja, isso só reforça a idéia da entrada da casa. " Analogamente, quando a Torá diz “al mezuzot beitecha” (sobre os umbrais de vossa casa) podemos concluir que essa mitsvá (mandamento) de fato se refere à entrada (ou às entradas) de uma casa, e não a cômodos internos. Até porque, nas casas e tendas primitivas, não havia o grau de complexidade de divisão de cômodos, com batentes, umbrais e portas, tal como se tem hoje. As mezuzot (umbrais) eram, de fato, a própria entrada (ou, em alguns casos, as entradas) das casas. " Em todos os casos em que o termo “mezuzá” (ou derivativos) aparece no Tanach (Primeiro Testamento), o contexto indica a entrada de uma casa. E em um lugar, “mezuzá” chega a ser usado como sinônimo para a entrada da casa: “Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com o cadáver dos seus reis, nos seus monumentos, pondo o seu limiar junto ao meu limiar e a sua ombreira [mezuzá], junto à minha ombreira [mezuzá], e havendo uma parede entre mim e eles. Contaminaram o meu santo nome com as suas abominações que faziam; por isso, eu os consumi na minha ira.” (Yehezkel/Ezequiel 43:7-8) " Portanto, podemos concluir pelo próprio Tanach (Primeiro Testamento), que na linguagem do hebraico antigo, “mezuzá” se referia contextualmente não a qualquer umbral, mas sim aos umbrais (ou ombreiras) das entradas das casas. Isso confirma o nosso entendimento sobre a mitsvá (mandamento) ser aplicável à entrada (ou entradas) de nossas casas. " Mas, existe alguma confirmação desse entendimento na literatura judaica? A resposta é afirmativa. " O Talmud confirma que a tese de que a mitsvá (mandamento) fosse extensiva a cada cômodo é rabínica. Nos tempos antigos, os rabinos não compreendiam que todos os aposentos requeriam “mezuzot”: " "Todos os portões [a ala leste] não tinham mezuzá, com exceção do portão de Nicanor, na qual a câmara dos conselheiros era situada. Aparentemente este ensinamento está de acordo com os rabinos e não com R. Judá. Pois se fosse pela opinião do R. Judá [certamente] ele mantém que [a mezuzá em cada aposento] propriamente dita é apenas uma ordem rabínica, devemos dar ordens de medidas preventivas para guardar outra medida preventiva?" (b. Yomá 11a) XI - Casas e Portões" " O texto se encerra dizendo “uvishearecha” (e nos teus portões.) Por que a Torá diz isso? O entendimento é unânime entre todos os que crêem que essa mitsvá (mandamento) seja literal: os portões referem-se a toda e qualquer construção que não seja uma casa. " Em outras palavras, se algum israelita tiver outro estabelecimento que não seja uma casa, deve também colocar as palavras dos Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) nos umbrais desse local. Isso é válido para congregações, sinagogas, estabelecimentos comerciais, etc. " Mais uma vez, a exemplo do que ocorre nas casas, não é necessário que se faça tal coisa em cada cômodo, mas sim nos umbrais das portas de acesso. XII - Uma Lição Importante " Poucos se dão conta da importante lição que Yeshua nos deixa acerca dessa passagem do Shemá e dos Asseret HaDibrot (Dez Ditos/ “Mandamentos”). " Compare as duas passagens abaixo: “Amarás, pois, a YHWH teu Elohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.” (Devarim/Deuteronômio 6:5) “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças...” (Marcus 12:30) " Por que Yeshua acrescenta a expressão “de todo o teu entendimento”? Será que Yeshua estaria fazendo um acréscimo à Torá? " Na realidade não, mas Yeshua estava enfatizando uma lição preciosíssima. Quando a Torá fala “de todo o coração”, é preciso lembrarmos que no jargão israelita, a expressão “coração” não representava apenas o centro das emoções, mas também de nossos pensamentos. " Sendo assim, quando a Torá afirma “de todo o teu coração”, isso já incluiria o “de todo o teu entendimento.” " Todavia, na época, os pʼrushim (fariseus) já levavam o povo a muitos ritos que eram realizados de forma mecânica, e sem que houvesse ênfase na compreensão da mitsvá (mandamento.) " Ou seja, não basta recitar o Shemá, ou escrever as mitsvot (mandamentos) nos umbrais. Yeshua está nos ensinando que é muito importante que tenhamos a total compreensão do que estamos fazendo. Ou seja, a frase de Yeshua enfatiza um ponto da Torá que ficou esquecido. " De todo o coração indica que nossos pensamentos e emoções devem ser governados pelas palavras da Torá. De toda a nossa alma não é a melhor tradução, pois “nefesh” tem o sentido de “vida” no hebraico bíblico. Sendo assim, devemos também entender que a Torá precisa estar no centro das nossas vidas, em termos de prática e de importância. E de toda a tua força significa que devemos nos esforçar ao máximo para andarmos segundo a vontade dEle. " Como se pode ver, o entendimento é parte fundamental da mitsvá (mandamento). Por esta razão, é importante que, ao cumprir essa mitsvá (mandamento), os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”), enquanto compêndio da Torá, sejam escritos em língua que a pessoa seja capaz de ler e compreender. Caso contrário, corremos o risco de cairmos no erro parush (farisaico) de mudar o propósito da Torá, criando outro amuleto. Ou seja, se o leitor deseja escrever em hebraico, por razão de identidade, não há nenhum problema. Desde que seja capaz de ler o conteúdo. Essa é a recomendação que se faz, baseada no entendimento do propósito da mitsvá (mandamento), e da lição deixada por Yeshua. " O hebraico, e a nossa identidade israelita, são muito importantes, e não devemos menosprezá-los jamais. Todavia, é preciso saber o limite e o grau adequado de importância que se dá a cada elemento da fé. E isso inclui saber que a total compreensão está acima de qualquer coisa. Já que a fé vem pelo ouvir, a compreensão é a base de tudo. XII - Conclusão " Abaixo, apresentamos um resumo dos principais pontos aqui abordados: ✓ Originalmente, a mitsvá (mandamento) da mezuzá se referia aos Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) ✓ Originalmente, a mitsvá (mandamento) se referia a ter um texto visível, que pudesse ser lido. Isto é, há um propósito claro e não-místico para a mitsvá (mandamento.) ✓ A mitsvá (mandamento) é claramente literal, diferentemente das passagens que alguns supõem se referirem ao amuleto do tefilin. ✓ Diversos grupos, tanto históricos quanto atuais, a praticavam e a praticam da forma original. ✓ Os pʼrushim (fariseus) transformaram esta mitsvá (mandamento) num amuleto. ✓ Desde os tempos antigos, e até hoje, os pʼrushim (fariseus) atribuem poderes mágicos à sua mezuzá/amuleto. ✓ A mezuzá tradicional não é adequada porque, além de não conter o texto certo, não é visível, é baseada em um amuleto babilônio, e na maioria das vezes contém no seu verso invocações cabalistas estranhas à fé bíblica. ✓ Originalmente, a mitsvá (mandamento) se referia aos umbrais de acesso à casa. A idéia de estender a cada cômodo é acréscimo rabínico. ✓ Além de nossos lares, devemos também escrever os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”) em outros estabelecimentos. XIII - Recomendações Finais ! Se alguém deseja auxílio para cumprir esta mitsvá (mandamento), siga as quatro recomendações básicas abaixo. 1. Utilize uma das versões abaixo, da sua preferência, de acordo com o espaço que tiver. 2. Se você é capaz de ler hebraico (moderno ou paleo-hebraico), fique à vontade para imprimí-la na língua sagrada. Lembre-se, contudo, que o entendimento da mensagem é parte da mitsvá (mandamento), conforme instrução do próprio Mashiach. 3. Utilize o material que desejar para escrever os Asseret HaDibrot (Dez Ditos/“Mandamentos”), pois o importante é a mensagem, e não o material. 4. Mantenha os Asseret HaDibrot em local visível. Eles servirão de testemunho não apenas para você, mas para todos os que baterem à sua porta. " XIV - Adendo: Textos para as Mezuzot (Umbrais) " Escolha um dos abaixo, conforme sua preferência. Todos servem para cumprir a mitsvá (mandamento), sendo a primeira a versão mais longa, a segunda uma versão média, e a terceira e última uma versão abreviada. " O nome do Eterno aparece escrito com a fonte PaleoBora, para que possa ser escrito na sua forma original. Nos tempos antigos, mesmo em textos traduzidos (como nas primeiras cópias da Septuaginta), os israelitas mantinham o Nome do Eterno na sua forma original, de maneira a honrá-Lo. " Quem tiver alguma dificuldade de visualização deve buscar auxílio para instalar a fonte em questão. 1) Versão Extensa Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes; Eu sou hwhy teu Elohim que te tirei do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim; Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu, hwhy teu Elohim, sou Elohim zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos; Não tomarás o Nome de hwhy teu Elohim em vão, porque hwhy não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão; Guarda o dia de Shabat, para o santificar, como te ordenou hwhy teu Elohim. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Shabat de hwhy teu Elohim; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que hwhy teu Elohim te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que hwhy teu Elohim te ordenou que guardasses o dia de Shabat; Honra a teu pai e a tua mãe, como hwhy teu Elohim te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que hwhy teu Elohim te dá; Não assassinarás; Não adulterarás; Não furtarás; Não dirás falsidade contra o teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo. Não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. Estas palavras falou hwhy a toda a vossa congregação no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridade, com grande voz, e nada acrescentou. Tendoas escrito em duas tábuas de pedra, deu-mas a mim. Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou hwhy teu Elohim se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir; para que temas a hwhy teu Elohim, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados; Ouve, pois, ó Israel, e atenta em os cumprires, para que bem te suceda, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te disse hwhy Elohim de teus pais; Ouve, Israel, hwhy nosso Elohim, hwhy é um; Amarás, pois, hwhy teu Elohim, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas. 2) Versão Média Eu sou hwhy teu Elohim que te tirei do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim; Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu, hwhy teu Elohim, sou Elohim zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos; Não tomarás o Nome de hwhy teu Elohim em vão, porque hwhy não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão; Guarda o dia de Shabat, para o santificar, como te ordenou hwhy teu Elohim. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Shabat de hwhy teu Elohim; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que hwhy teu Elohim te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que hwhy teu Elohim te ordenou que guardasses o dia de Shabat; Honra a teu pai e a tua mãe, como hwhy teu Elohim te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que hwhy teu Elohim te dá; Não assassinarás; Não adulterarás; Não furtarás; Não dirás falsidade contra o teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo. Não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. 3) Versão Curta "Eu sou hwhy teu Elohim que te tirou da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás nenhum ídolo. Não tomarás o nome de hwhy em vão. Lembra-te do Shabat e o santifica. Honra teu pai e tua mãe para se prolonguem os teus dias na terra que hwhy teu Elohim te deu. Não assassinarás. Não adulterarás. Não roubarás. Não darás falso testemunho contra teu próximo. Não desejarás a esposa de teu próximo nem nada do que é dele. Ouve, Israel, hwhy nosso Elohim, hwhy é um; Amarás, pois, hwhy teu Elohim, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força." 4) Adendo Opcional com as Palavras de Yeshua: " Se alguém desejar, pode acrescer a uma das versões supracitadas as palavras de Yeshua, quer após o texto integral, ou em substituição ao parágrafo de início semelhante (ie. “Ouve, Israel...”) Abaixo, seguem as palavras de Yeshua, extraídas de Marcus 12:29-30, com o Nome de YHWH em sua forma original: E disse Yeshua: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, hwhy nosso Elohim, hwhy é um; Amarás, pois, a hwhy teu Elohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Completa Restauração de Israel

A Completa Restauração de Israel !
Parte-1a
Pelo Rabino Moshe Yoseph Koniuchowsky
Traduzido e adaptado por: Slomo Ben Avraham
Em Bereshit 13:14-16 (E o Eterno disse a Abrão, depois de separar-se Lot dele: "Alça agora teus olhos, e olha desde o lugar de onde tú estás, para o norte, para o sul, oriente e ocidente; porque toda a terra que tú vês, a ti darei e à tua semente, para sempre. E porei a tua semente como o pó da terra, que, se pudesse o homem contar o pó da terra, também a tua semente seria contada) YHVH prometeu a Abrão a terra de Canaã assim como uma promessa de multiplicação física de sua semente (sêmen). A Abrão lhe foi dito que esta promessa de multiplicação física seria tão vasta e tão extensa que a terra inteira seria literalmente cheia de sua semente. O verso 16 nos recorda que no tempo que esta promessa que é literalmente física vier a ocorrer, será absolutamente impossível para a humanidade sequer contá-la, ou fazer qualquer tipo de censo, posto que a humanidade é totalmente impotente e incapaz de contar o povo do planeta terra. Esta promessa é direta, não necessitando interpretação ou explicação. A mesma semente herdará a terra e eventualmente será conhecida como Israel.
Em Bereshit 15 versos 1-6 ( Depois destas coisas, manifestou-se a palavra do Eterno a Abrão, na visão dizendo: "Não temas, Abrão, Eu te amparo, teu prêmio é muito grande." E disse Abrão: Eterno D'us! Que darás a mim? eu ando sem filhos herdeiros e o encarregado da minha casa é o damasceno Eliezer. E disse Abrão: Eis que a mim não deste semente, e é que meu escravo que vai me herdar. E eis que foi a palavra do Eterno a ele, dizendo: "este
não vai te herdar, senão o que sairá de tuas entranhas; ele te herdará." E fê-lo sair e disse: "Olha para os céus, e conta as estrelas, se podes contá-las." E disse-lhe: "Assim será tua semente." E acreditou Abrão no Eterno, e o Eterno lhe considerou isso como justiça.) vemos que Abrão desejou ajudar a YHVH a cumprir a promessa de Bereshit 13, a prematura e incorreta escolha do Gentio Eliezer que não era descendente do próprio sêmen de Abrão, que era a pessoa através de quem a promessa seria cumprida. Então, YHVH corrige a Abrão e lhe esclarece que Sua promessa de multiplicação física chegaria a ser um número que nenhum homem seria capaz de contar, e que não viria através de um Gentio adotado ou escolhido. Não! YHVH ordenou que Seu herdeiro prometido viria, do próprio corpo, do sêmen de Abrão. Ele não seria adotado mas, que seria um descendente físico de Abrão. É através deste descendente físico que YHVH uma vez mais promete a Abrão que sua descendência seria mais numerosa que as estrelas do Céu. Obviamente, através da ciência moderna, nós sabemos que nossa galáxia tem trilhões de estrelas, e que, por suposto, outras galáxias tem muito outros trilhões. Estas estrelas em sua totalidade produzem um número que a humanidade não pode sequer sondar. YHVH relata a falta de habilidade de Abrão em contar as estrelas com as palavras "se tu podes" no verso cinco. É devido à fé pura de Abrão e a confiança em YHVH que este recebe a justiça imputada como resultado de sua crença e confiança na promessa de YHVH. Note que ha somente uma promessa, não muitas promessas. Abrão foi declarado justo por ter fé na promessa de YHVH.
Qualquer resultado dessa semente física, literalmente tem que ser mais que as partículas de areia do mar e das estrelas visíveis do céu. Esta promessa deve ser tomada de forma extrema e somente em um valor literal. Qualquer tendência de espiritualizar esta promessa de qualquer maneira é uma falta de fé na Palavra literal de YHVH. Isto seria o oposto à fé de Abrão.
Esta promessa de benção e multiplicação física é renovada em Bereshit 17: 4 ( "Quanto a Mim, eis a minha aliança contigo, e serás pai de uma multidão de nações;) onde a Abrão lhe é dito que esta promessa lhe estabelecerá como Pai de muitas nações o hamon goyim . Este termo "hamon goyim" se encontra também no verso 5, e literalmente significa uma multidão ruidosa de nações Gentílicas. Esta semente física que literalmente encherá a terra, não será um grupo silencioso de amigos religiosos, mas certamente eles serão uma grande e ruidosa multidão, fazendo grande barulho e tumulto acerca de YHVH e Seu evangelho de amor à humanidade. O verso 6 de Bereshit 17 promete a Abrão que através desta promessa da semente (sêmen), seriam manifestados reis. Isto, certamente, está falando acerca dos reis que um dia constituiriam a Casa Real de David através da qual viria o Messias a Seu trono. No verso 7 YHVH assegura a Abraão que esta promessa de grandeza através de multiplicação física seria incondicional e para sempre.
Depois da provar a fé de Abraão em Bereshit 22, YHVH renova a promessa, devido a grande obediência de Abraão em amarrar a Isaac no monte Moriah. Nos versos 17 e 18 YHVH recorda a Abraão que é quem herdará a promessa de multiplicação física quando um dia sua semente chegue a ser mais que as estrelas do céu e o pó da terra. No verso 18 vemos que desta semente que encheria a terra, viria um (Messias), através de quem todas as famílias da terra seriam benditas. Em Bereshit 24 verso 60, a família de Rebeca ora profeticamente por ela para que seus filhos cheguem a ser "miríades de gentios" e governem sobre seus inimigos.
Em Bereshit 26 verso 4 vemos esta promessa de crescimento físico sendo renovada com Isaac, o filho de Abraão. A ele é dito que seu sêmen será mais que as estrelas do céu. Lhe parece familiar? Isaac chega a ser o herdeiro desta promessa, não Ismael. Por tanto, quando YHVH
cumpriu esta grande e preciosa promessa, não foi através de um Gentil adotado como Eliezer ou um filho da carne como Ismael, e sim através do filho da promessa (Ytzhaak), o herdeiro procedente do próprio corpo de Abraão. Gálatas 4:28 confirma, que somente Isaac era o filho da promessa. Qual promessa? A promessa de multiplicação física que encheria a terra, e possuiria a terra de Canaã como seu lugar.
Bereshit 28: 3 ( E D'us, cheio de bençãos, te abençoe, te faça frutificar e te multiplique, e sejas uma multidão de povos. ) encontramos Ytzhak bendizendo a Yaakov e profetizando que a promessa que YHVH deu a Abraão e a Isaac seria agora conhecida sobre Jacob e não Esaú. Vemos que no verso 3 Isaac ora para que o sêmen de Jacob, seja abençoado e chegue a ser um "kehelat amim" ou "assembléia de nações" . Pela primeira vez nas Escrituras obtemos um descortinar do plano de YHVH para encher a terra com a semente de Abraão, Isaac e Jacob. O termo Hebraico encontrado no verso 3 é "kehelat amim" ou assembléia de nações ou melhor, uma "assembléia de povos." De alguma maneira, o Pai encherá a terra com a semente física de Abraão, Isaac e Jacob ao juntar uma assembléia de povos. No verso 4 confirma que o que Isaac está concedendo sobre Jacob não é nada mais que a benção de Abraão.
É absolutamente crucial para nós entendermos que, não há muitas promessas feitas a Abraão. Não há algumas que são espirituais e outras que são físicas. Há somente uma promessa, e essa promessa contem dois aspectos de benção física. Um é a semente que abençoaria as nações, sendo esta Yeshua o Messias, e outro sendo meramente uma promessa de reprodução física e multiplicação. Na narração da escada de Jacob de Bereshit 28, encontramos a YHVH dizendo a Jacob que sua semente seria espalhada como o pó da terra aos quatro cantos do mundo. Em outras palavras, sua semente encontraria seu lugar na terra de Canaã, mas que de alguma
maneira chegaria aos quatro cantos da terra através do plano divino de YHVH. Esta promessa não é outra que a concessão sobre Jacob da promessa e benção de Abraão. O termo Hebraico usado em Bereshit 28: 14 ( E será a tua semente como o pó da terra, e te fortalecerás, ao oeste, ao leste, ao norte e ao sul; e por ti serão benditas todas as famílias da terra, e por tua posteridade. ) o termo usado é "ka'afar ha'aretz" , significando regar a terra. Literalmente significa o saltar e regar rapidamente. Esta promessa de multiplicação física deveria vir através de Abraão, Isaac e Jacob, anulando por conseguinte qualquer reclamação feita pelo Islã e os Ismaelitas ou qualquer outro estudioso bíblico desorientado clamando que esta promessa é cumprida ao ajuntar os Judeus e os Muçulmanos. Isto é incorreto posto que esta promessa deve vir através de Isaac e Jacob e não através de Ismael e Esaú. Os povos Ismaelitas, Árabes e Muçulmanos são os descendentes físicos de Abraão somente, não os herdeiros prometidos Isaac e Jacob. Eles não cumprem, repito, as normas fixadas por YHVH quando Ele estabeleceu que a promessa de multiplicação física viria através de Abraão, Isaac e Jacob. A fé do Islã não é a fé de Abraão posto que para ter a fé de Abraão, tem que crer que foi Isaac e não Ismael a quem foi escolhia da semente!
Encontramos a YHVH elaborando esta promessa a Jacob em Bereshit 35 verso 11, onde Ele declara a Jacob que ele não seria mais conhecido como Jacob e sim como Israel. Israel significa aquele que luta como príncipe com YHVH e prevalece. É como Israel que Jacob produzirá o sêmen, que conduzirá ao estabelecimento de uma nação e uma companhia de nações. A nação em questão está destinada a ser o povo Judeu e a companhia das nações será o "kehelat goyim" ou a assembléia das nações (Gentilicas) que procederá de seu próprio corpo.
À medida que avançamos no tempo encontramos a Israel, o grande patriarca, morrendo na terra de Goshen no Egito e reunindo a todos seus filhos ao lado de sua cama. De alguma maneira ele encontra suficiente forças, e se apóia em seu bastão, e começa a profetizar através da Ruach HaKodesh os eventos que ocorrerão a seus filhos nos últimos dias. Os Ketuvin Netsarim (Escritos dos Nazarenos - BH), se refere a estas profecias de Israel ao pé da cama, como um ato de adoração. Em Bereshit 48:5, ele adota os filhos de Yosef nascidos no Egito, Efraím e Manases, como seus próprios. Ele está declarando sua última vontade e testamento, ali mesmo diante de Yosef. Ele oficialmente adota a estes dois filhos de maneira que Yosef, seu filho mais querido, possa receber uma porção dobrada de benção através de ambos filhos (verso 22). No verso 16 de Bereshit 48 ele chama a estes dois netos "Israel", posto que ele, não só os adota mas, declara profeticamente que a promessa física de multiplicação viria através deles. Logo após declarar que meu nome será invocado sobre eles, significando que eles são os filhos de Israel, é agora que eles chegarão a ser uma multidão. O Termo Hebraico usado aqui para multidão pode ser lido como "Uma abundante multidão de preces." É interessante recordar que não foi se não o nosso Messias Yeshua quem declarou que o Eterno nos faria pescadores de homens. Poderiam muitos dos homens a quem o Eterno se referia ser a "abundante multidão" de Efraím e Manases?
Quando Israel está a ponto de pronunciar sua benção, ele descansa sua mão direita sobre Efraím ao invés de Manases, que era o primogênito de Yosef. A mão direita é simbólica da benção do primogênito, e devia repousar sobre Manasés. Sem dúvida, a pesar do protesto de Yosef, Israel cruza suas mãos e coloca sua mão direita sobre o segundo dos filhos de Yosef, Efraím. Quando Yosef objeciona, Israel lhe diz que não se preocupasse pois ele sabe exatamente o que está fazendo e que, ainda que Manasés chegue a ser uma grande nação, Efraím seria mais grande que ele. Em Bereshit 48:19 ( E recusou seu pai, e disse: sei meu filho, sei; também ele será como um povo, e também ele aumentará; porém seu irmão seu irmão menor aumentará
mais do que ele, e sua semente, será a plenitude dos gentios. ) temos uma das mais fascinantes e importantes profecias da Escritura. Ao abençoar a Efraím por sobre seu irmão, Israel declara que a semente ou sêmen de Efraím, chegará a ser o "melo hagoyim", ou a "plenitude dos Gentios." Em outras palavras a semente física de Abraão, Isaac e Jacob que foi prometida e literalmente encherá a terra um dia como a areia e o pó da terra e como as estrelas do céu, agora viria a ocorrer através de Efraím.
Efraím seria o veículo, através do qual a grande e preciosa promessa única de multiplicação física ocorrería literalmente. Em portugues, as palavras "melo hagoyim" podem ser traduzidas como a "plenitude dos Gentios." Se este termo lhe soa familiar, assim deve ser. É uma citação de Romanos 11:25 pelo Rabino Shaul como o método e o meio pelo qual todo Israel seria salvo. A única outra vez em que esta palavra é usada no Tanach é no Salmo 24:1, onde o salmista declara que a Terra e sua plenitude é de YHVH. Em outras palavras, a Terra está cheia de povos, lugares e coisas que pertencem a YHVH e não há nada na Terra que não pertença a YHVH. De maneira similar, não haverá virtualmente nada na Terra que de alguma maneira não pertencia a semente de Efraím, posto que é na semente de Efraím aonde todas as promessas de multiplicação física serão encontradas. Mais sobre isto adiante.
Não somente vemos a Efraím recebendo o direito da primogenitura por sobre seu irmão maior Manasés, se não que, Israel também a remove de Rubém em Bereshit 49:3 e 4, porque Rubém contaminou a cama de seu Pai e ficou sexualmente impuro concernente a privacidade e intimidade do ato matrimonial de Israel. Assim que na realidade Efraím é colocado adiante de Rubén, Yosef e Manasés para receber a benção da primogenitura de Israel. Jeremías 31:9 confirmam esta verdade essencial. Há, sim, certa perspicácia necessária neste ponto. Em todas
as culturas antigas do Oriente Médio o direito de primogenitura era essencial para estabelecer a mordomia sobre a casa do Pai que esta abeira a morte. Com a primogenitura recebem o poder, autoridade, respeito, grandeza e o direito de realizar todos os negócios e transações familiares pertinentes a seu sustento, cuidado e bem estar. Em essência, a primogenitura era a permissão ao primogênito para controlar e mandar na casa do Pai na ausência deste devido à sua morte. Isaac recebeu este direito de Abraão assim como Jacob recebeu de Isaac, mesmo que por engano. Com a primogenitura aumenta poder e por conseguinte esta era cobiçada grandemente nessa cultura.
Quando Israel deu a primogenitura a Efraím, ele a deu com uma reserva maior. Lemos acerca disto em Bereshit 49:8-10, aonde a Judah lhe é dada preeminência o poder para mandar e governar realmente sobre a Casa de Israel! No verso 9 declara que a preeminência causaria que todo Israel renderia homenagem ao Leão de Judah, a quem o verso 10 se refere com o cognome Messiânico de Siloh. Siloh significa o "enviado" o Rei Messias ungido da linha real de Judah quem seria manifesto no natural através da tribo de Judah. Hebreos 7:14 declara que Yeshua era Siloh e é evidente que ele brotou de Judah. Que desordem! Cometeu Jacob um error maior? Passou ele por tantos problemas para estabelece a Efraím como o primogênito com seus direitos de primogenitura somente para dar a ele um título sem autoridade e sem preeminência sobre seus irmãos? Fez de Efraím um fantoche governante com somente um título de papel assim como a Rainha da Inglaterra da atualidade? Uma coisa sabemos por certo. O Eterno trouxe divisão entre os filhos de Israel posto que um filho tinha a primogenitura mas que outro filho Judah teria o direito a reinar! Para que serve uma primogenitura sem autoridade que a acompanhe? Os filhos de Israel se submeteriam à semente de Judah, não a de Efraím, claramente, a semente de Efraím chegaria a ser a plenitude dos Gentios. Judah reinaria sobre a Casa de Israel, mas Efraím traria a semente/sêmen prometida que encheria a terra com a promessa dada dos patriarcas de
multiplicação física. Por suposto, Israel sabia o que estava fazendo, posto que ele estava ministrando através da Ruach Hakodesh. Ele partiu a autoridade e a benção entre os dois irmãos, que continuariam guerreando sobre a plenitude da benção que ultimamente seria decidida em uma batalha real sobre o título de Quem é Israel? Que irônico, de acordo com Bereshit 49:10 será o Leão de Judah, quem reuniria os goyim ou as nações formados pela semente de Efraím para regressar Casa de Israel.
Depois que Israel morreu, seus filhos aumentaram grandemente no Egito. Esta promessa de multiplicação física começou a causar problemas a Faraó, que não conhecia a Yosef. Com isso, ele escravizou aos Hebreos e o Eterno chamou Moshe Rabeinu nosso grande libertador, para resgatar a Israel da casa da servidão. A historia nos ensina que Moshe, levou as doze tribos fora do Egito, ao Sinai aonde eles receberam a Torah e em seguida as doze tribos se estabeleceram na terra de Canaã. Depois de um período de diversos juizes e depois do rei Saúl, David foi ungido rei sobre todo Israel. Nos dias do Rei David, vemos a Casa de Judah governando e reinando sobre um Israel unido com 12 tribos abaixo da monarquía de David. Tudo esteve bem até que Salomón, o filho de David, começou a prostituísse fisicamente assim como espiritualmente e YHVH revelou a Salomón que o reino seria partido na vida de seu filho Reoboão devido aos seus pecados (1 Reis 11:11-14). YHVH revelou logo a Jeroboão, um Efraimita, um dos talentosos artesãos de Salomón, que ele receberia dez tribos resultado da ruptura no reino de Israel logo após a morte de Salomón. Esta profecia foi data frente a Jeroboão pelo profeta Ahiya. Os dias de gloria debaixo de David foi a última ocasião em que o reino pertenceu todo a Israel, composto pelas doze tribos. Aproximadamente em 921 A.C. as dez tribos do norte se separarão da Casa de David e se chamaram de Israel fazendo de Samaria sua capital. As tribos restantes de Judah, Benjamin e Levi constituíram o reino do sul debaixo de Reoboão com Jerusalém como sua capital (Leia 1 Reis 11:26-43). Quando Reoboão preparava um exército para recuperar as dez tribos
renegadas do norte, YHVH o proíbe em 1 Reis 12:24 ao dizer a Reoboão que esta separação na Casa de David vem DEle e que eles não deveriam pelejar contra seus irmãos.
Esta separação em 921 A.C. foi simplesmente o cumprimento literal da unção profética pronunciada por Jacob sobre seus filhos quando ele dividio a família por decidir assim. Ele dividiu a primogenitura entre Efraím e Judáh e devido a isto, YHVH disse em 1 Reis 12:24 que esta separação de família viria DEle. E a ordenou e desejou, para que pudersse ocorrer a promessa que havia feito aos patriarcas. Especialmente a promessa da multiplicação física. Os meios através dos quais YHVH escolheu para fazer isto foi por esta divisão na Casa de David. Mais adiante veremos o porque! O que começou com Yaakov agora estava sendo mostrado no natural. O reino do norte, das dez tribos começaram a adotar as práticas pagãs, feriados, costumes, falsa adoração e desafortunadamente Jeroboão chegou a ser o Pai dos Efraimitas pagãos. Em 1 Reis 12:26-33 vemos o coração malvado de Jeroboão filho de Nebat ao liderar um plano para que as dez tribos da Casa de Israel ou Efraim começasse, a praticar uma falsa religião desenhada para manter a Efraím separado de Judah e separado de Elohim de Judah. Quando nos inteiramos pouco a pouco que esta Casa de Efraím chegaria um dia a ser a Igreja Cristã, através do programa de YHVH da reunião de Efraím a través do Messias Yeshua e adotaria todas as práticas pagãs ímpias de Jeroboão. Este sistema de Jeroboão tinha como desenho básico a criação de uma entidade separada da Cada de David consistindo nas dez tribos do norte. Esta separação à libertinagem e à partida de Efraím da família de Israel resultou no juízo de YHVH em 721 aproximadamente, quando HaShem enviou a Tiglat Pileser III, o rei Assírio a destruir completamente a Casa de Efraím ou as dez tribos do norte. Posto que Efraím fez o papel de ramera se prostituiu com cada deidade estrangeira, YHVH declaro que Ele a examinará da mesma maneira e a deixaria desnuda ante as nações gentílicas, trazendo o seu fim ao reino do norte, ou Israel. Este castigo severo seria estabelecido pela dispersão e a absorção destas dez tribos pelas
nações pagãs do mundo. Desde a luxuria de Efraím, a inclinação e o desejo pelo paganismo eram tão grandes que YHVH permitiu que as dez tribos chegaram a ser a mesma coisa que eles ansiavam tão desesperadamente e impiamente! Assim que encontramos que os filhos de Israel seu primeiro holocausto em 721 A.C. quando as dez tribos aparentemente desapareceram e chegaram a estar perdidas espiritual e fisicamente. Assim nasceram as dez tribos perdidas de Israel.
A medida que estamos ao ponto de descobrir que este rompimento foi o método pelo qual YHVH escolheu para realizar a separação familiar causada pelo mesmo Jacob assim como para cumprir a promessa de multiplicação física dada aos patriarcas. Estão realmente perdidas as dez tribos? Podem ser encontradas? Foram destruídas ou preservadas de alguma maneira? Veio o Messias para restaurar o Tabernáculo de David que havia caído em 920 A.C.? Por acaso as dez tribos de Israel chegaram a ser gentilizadas mais tarde, para ser logo reunidas na Casa de Israel pelo ministério do Mashiach? Será possível que as dez tribos chegaram a ser "maleh goyim" ou a "plenitude dos Gentios" da qual lemos em Romanos e que foi prometida ser a semente israelita física através de Abraão, Isaac, Jacob e Efraím? Vamos descobrir!
O livro do profeta Oséias é um grande lugar para começar nossa busca definitiva da outra Casa de Israel, a Casa de Efraím.
Desde ponto em diante, a chave para entender a profecia relacionada com a restauração das doze tribos a Casa de David, é entender que logo após a separação em 921 A.C. YHVH PRATICAMENTE NÃO SE REFERE A SÓ UMA CASA, SE NÃO A DUAS CASAS DE ISRAEL! Quando Ele fala das tribos do norte, Ele fala de Israel ou Efarim. Quando Ele fala ao sul, Ele fala de Judah. Ele sempre separa estas duas casas e a menos que você aprenda a fazer o mesmo,
você não poderá entender nenhuma escritura profética ou profecias dadas por nenhum dos profetas de Israel a respeito da separação da Casa de David. Tenha completamente fixo em sua mente que depois de 921 A.C. haviam e há duas casas separadas de Israel!! Se você pode compreender esta verdade, você estará bem em seu caminho de ser um expert em profecias!
Em Oséias capítulo 1, o profeta enviado ao reino do norte de Israel diz que tomou uma esposa que é ramera, isto posto, lhe daria uma ótima idéia do que as dez tribos haviam feito a YHVH. Logo de co-habitar com Gomer, Oséias chama a sua filha Lo-Ruhammah (verso 6), significando sem misericórdia ou compaixão. No verso 4 de Oséias 1 vemos a YHVH pondo fim a Casa do norte de Israel e no verso 6 Ele promete nunca mais mostrar nenhuma misericórdia a Israel do norte. No verso 7 YHVH declarou que contrário a Israel, Ele mostrará misericórdia a Judah no sul. A ramera concebeu um filho no verso 9 e YHVH manda a Oséias que lhe chame Lo-Ami pois vocês não são meu povo e Eu não Sou para vocês. Quando YHVH está contra você a festa acabou. Israel ou Efraím é chamado Lo-Ami não é meu povo. Isto é good bye, adeus e buenas noches, apagam-se as luzes! Sem misericórdia, não mais Meu povo, não mais um reino e terá YHVH, pelejando contra você.
Vemos claramente o fim das dez tribos do norte como uma nação ante YHVH. Um divórcio total e a rejeição esta tomando lugar. Oséias 7:8; 8:8; 9:11; 9:17; 10:1; 12:1 e outras passagens, confirmam que o destino de Efraim é chegar a ser Lo-Ami, tragados entre os Gentiles. Mas no verso 10, vemos uma declaração surpreendente. A pesar de uma sentença de morte para as dez tribos como uma nação ou reino identificável, eles milagrosamente reaparecem e são nascidos de novo por assim dizer, nos últimos dias. No verso 10 de Oséias 1 começa com as palavras "Com tudo, será o número dos filhos de Israel como a areia do mar." Aqui temos um reino totalmente destruído e absorvido entre os Gentios, reaparecendo milagrosamente como os filhos iniciais de
Israel e assim são chamados como a areia do mar! Soa familiar? Deveria! Esta é a promessa da areia do mar feita aos patriarcas e a Efraím. Este verso, nos revela sensivelmente aonde vamos encontrar as dez tribos perdidas ou a areia do mar que não pode ser contada. Os que se chamam a si mesmo e que são chamados por YHVH filhos de Elohim! Você Conhece qualquer grupo moderno de pessoas que andam por ai referindo-se e assegurando-se ser os filhos de YHVH vivente? Exato ! A comunidade nascida de novo de crentes Gentios são nada mais que a inicialmente dispersa Casa de Israel. YHVH ainda declara neste verso que quando Efraím forem reunidos eles serão Seu povo ou Seu Ami e Ele será seu Elohim posto que eles tem chegado a serem filhos de Elohim vivente pela graça através da fé (Oséias 2:21-23). Isto possivelmente não pode ser mais claro. Uma nação que tem chegado a seu fim, desaparecendo ou perdendo-se se prefere, de repente aparece como filhos e filhas de YHVH nos últimos dias! Ele mesmo Elohim nos recorda no verso 10 que este grupo não é nada mais que a Casa inicial de Jeroboão ou a Casa de Israel. No 11 de Oséias 1, vemos este regresso das dez tribos vindo de novo seria a Casa de David, nos dias quando estes Israelitas inicialmente perdidos designam para si mesmos a mesma cabeça que os Judeus Messiânicos tem designado para eles mesmos. Esta é a cabeça do corpo formado por nada menos que Judahitas e Efraimitas agora restaurados a YHVH como indivíduos restaurados de ambas Casas e que estão aprendendo a confiar e a depender da mesma Cabeça (Yeshua) ao designá-la como Salvador e Elohim pessoal! O verso 11 continua dizendo que, quando os Efraimitas e Judahitas individuais estiverem fazendo esta designação pessoal de Yeshua como rei de suas vidas, isto não seria um dia para construir algo chamado "uma igreja" aonde "a igreja" substituiria ao Judeu, se não que, seria o dia de Jezreel. Jezreel significa o reaparecimento daqueles que estiveram desaparecidos! Baruch HaShem! Note o seguinte verso em Oséias 12:1, aonde ambos Judahitas e Efraimitas designam a Yeshua como sua cabeça (no dia da reunião de Jezreel e seu re-plantamiento no tabernáculo reconstruído de David), quem não olham mais seus irmão e irmãs como irmãos e irmãs espirituais somente, se não que os verão em
uma nova luz. Que luz é esta? Como "AMI"! Meu próprio povo. Ossos de meus ossos e carne de minha carne. Quando Efraím e Judáh forem individualmente regenerados e reunidos no tabernáculo restaurado de David, então começaremos a reconhecer a cada um como Israelitas físicos de diferentes lados e da mesma família que foram redimidos pelo sangue do Cordeiro!
Recorde que em Mateus 15:24 Yeshua declarou de forma clara do que O Eterno o tinha enviado a ninguém mais a não ser, as ovelhas perdidas da Casa de Israel. Note que Ele não declarou que tinha vindo para os Gentios ou Judeus. Ele não veio para os Judeus somente, porque os Judeus são Judahitas que descem fisicamente das duas tribos do sul que constituíam o Reino de Judah. Ele também não tinha interesse nos Gentios. Por que? Porque aqueles que respondem ao amor de Yeshua, e regressam ao tabernáculo restaurado de David, poderiam parecer Gentios, atuar como Gentios, comer porco e quebrar o Shabbat como os Gentios, mas são de fato nada mais que as ovelhas físicas perdidas da Casa de Israel que se converteram em Gentios e que têm vivido como Gentios durante 2700 anos. Obviamente que quando regressarem não vão parecer como Israelitas que praticam e são fiéis à Torah. Ou você vai crer em Yeshua e nos numerosos outros profetas ou você vai construir sua própria teologia. Ele disse "vim somente por todas as ovelhas perdidas da Casa de Israel . Isto inclui aos Judeus mas também inclui à outra Casa de Israel, que são meus irmãos na carne. Por suposto, Paulo, Pedro e outros estiveram compartilhando o Evangelho com os Gentios pois, onde mais você vai encontrar a semente de Efraím, exceto entre os Gentios que enchem a terra?. Amós 9:9 nos diz que ainda que espalhados entre os Gentios, nem sequer um grão ou pessoa cairia para ser destruído. Em outras palavras, eles não desapareceriam da terra, senão que se misturariam e literalmente chegariam a ser como os povos da terra, só para serem trazidos de volta A YHVH nos tempos finais, num nível individual.
A grande comissão (Mateus 28:18-20) por tanto é nada mais que, uma busca mundial pela semente de Efraím, areia do mar, pó da terra, as abundantes multidões da humanidade. Parte dessa busca claro, seria pelos dispersos de Judah também. Yaakov testemunha desta verdade ao recordar ao Concílio de Jerusalém que YHVH estava sinplesmente visitando às nações Gentilicas através da predicação do evangelho, não para viver ali, senão para resgatar e atrair Sua gente chamada por Seu nome (Atos 15:14-17). Através deste resgate Yaakov nos recorda que YHVH está reconstruindo o Tabernáculo de David constituído de todas as doze tribos de Israel. Já que Ele é o Elohim de Israel Ele está atraindo e resgatando Israelitas do "status" de proscritos que foi sua herança devido a sua desobediência à Torah. Esta gente são Israelitas, sem importar que eles mesmos se dêem conta disso ou não! Talvez não é isto o que significa estar perdido? Perdido espiritualmente bem como fisicamente!
Talvez não seja fascinante que depois de três anos e meio do ministério terreno de Yeshua, quando estava a ponto de ascender aos céus desde o Monte das Oliveiras, todos os onze talmidím que ficavam vigiando com ele lhe façam exatamente a mesma pergunta? Isto é quase inimaginável já que estes onze raramente se colocavam em acordo sobre alguma coisa e estavam sempre brigando e fazendo perguntas, procurando apoiar sua própria tese. No entanto, todos em unanimidade tinham a mesma pergunta final. Mestre, restaurasses o reino a Israel neste tempo (Atos 1:6). Isto era pelo que eles estavam interessados. Não a criação ou construção de uma entidade separada chamada a "igreja" que procurou substituir, aniquilar e freqüentemente destruir ao povo Judahita. Que fique claramente entendido que a palavra "igreja" não é nada mais que a ekklesia ou assembléia da Tanak. É a mesma assembléia que esteve recebendo a Torah no Monte Sinai (Atos 7:37-38). Há uma assembléia do Renovado Pacto, chamado Israel pelo Rabino Shaul (Gálatas 6:16). Não existe tal coisa como uma entidade separada chamada a "igreja", com um Shabbat separado e um calendário de dias santos separados. Em Espanhol e Português e em
quase qualquer linguagem ekklesia significa aqueles "chamados para fora," mantendo a idéia básica de uma assembléia. Somente em Inglês temos esta "Church" (Igreja) (derivada de um ritual pagão circular chamado ("igreja") palavra que parecesse que Yeshua edificou algo novo chamado A Igreja, quando tudo o que estava fazendo era reconstruindo a mikra ou assembléia da Tanak e enchendo-a com poder. Quando a tradução Septuaginta da Tanak foi feita do Hebraico ao grego ao redor de 175 A.C., cada tradutor traduziu a palavra mikra por ekklesia e isto é exatamente o que Yeshua mesmo declarou que tinha vindo construir (Mateus 16:16-19)!
Os manuscritos do ketuvin Netsarim mais antigos em nossa posse na atualidade são os escritos em Aramaico (um dialeto do Hebraico), confirmam a ausência da palavra 'igreja" usando novamente em seu lugar a palavra "assembléia." Devido ao ciúmes e ódio de Efraím para seu irmão Judah, junto com uma atração viciante a qualquer coisa pagã ou estranha à Torah (tal pai tal filho), decidiu chegar a ser uma entidade separada feita por homem conhecida como "the church" (a igreja) totalmente divorciada da família de Jacob e suas ricas raízes Hebréias, o qual explica o por que hoje a "igreja" (Church) tal como aparece é absolutamente irreconhecível tanto para Judeus como para YHVH mesmo! Este desejado auto divórcio de Israel deixou à "igreja" sem nenhuma ferramenta com as quais provocar a Judah o ciúmes. Ela é uma auto divorciada do povo do pacto de Israel!
O evangelho não é somente uma proclamação de salvação pessoal, é uma mensagem de restauração nacional a Israel de uma família dividida a qual se manifestou em duas casas separadas de Israel. Mateus 24:14 nos recorda que o evangelho é o evangelho do reino. Em Mateus capítulo 12 Yeshua fala do principal de uma casa dividida sem nenhuma habilidade para agüentar os ferozes dardos de Satán! Que reino? O reino de Israel. Em Lucas 24:21 os talmidim estavam muito decepcionados já que eles total e corretamente esperavam que as doze tribos fossem restauradas sob Yeshua o Messias. De onde obteriam eles esta idéia? Em Jeremías 23
versos 3-6 YHVH declara que traria a Judah e Israel de volta da dispersão na terra nos dias quando o Messias chegasse. Nos versos 5 e 6 declara que Judah seria salvado e que Israel habitaria confiadamente. Vemos a reunificação de ambas Casas sob o Messias ou a reunificação das doze tribos todas vivendo na terra de Israel. Recorde que para que a casa de David seja plenamente restaurada e reconstruída esta tem que estar composta da mesma maneira em que deixou Egito, recebeu a Torah e formou nos dias de glória do rei David. Todas as doze tribos! Qualquer avivamento ou movimento de restauração que não inclua a plena restauração de todas as doze partes da família, e que se enfoque somente em duas das doze partes, não está fluindo numa visão plena de restauração
Para que o Judaísmo Messiânico continue experimentando as bênçãos plenas de YHVH nos últimos dias, deve expandir sua visão para incluir a todo Israel. Esta visão não tem que ser mudada para nada e não deveria ser uma ameaça à liderança do Judaísmo Messiânico, já que de uma vez determinará a verdade das duas Casas de Israel e demandará que Efraím renuncie todo paganismo e abrace o manto de vivência Israelita e santidade que é a Torah. O futuro do avivamento em Israel dos últimos dias e o mesmo manto e sobrevivência da sobrevivência do movimento Judeu Messiânico depende de uma liderança pronta a re-avaliar a preservação de Efraím por 2,700 anos como e entre os Gentios. Este é o Tikun HaOlam (restauração entre Judah e Efraím), mencionada em Ezequiel 37:11-28! É incorreto para os estudantes da Bíblia e para os líderes Messiânicos ensinar e crer que Judah, Efraím, e Israel são o mesmo e sejam realmente termos análogos e sinônimos intercambiables, cujo uso varia, dependendo do modo em que YHVH se encontre. Isso é historicamente inexato bem como teologicamente enganoso e se YHVH é capaz de diferenciar entre as ainda divididas duas Casas depois do 720 A.C., Por que nós não podemos?
Regresse agora e leia sua Bíblia entendendo que quando YHVH se refere às dez tribos é sempre como a Efraím ou Israel, e que quando se refere às duas tribos do sul é sempre como Judah. Comprove-o! Seus olhos serão abertos ao verdadeiro, eterno e final Tikun HaOlam. Se você se recusa ler sua Bíblia sem esta premissa fundamental, então você está destinado a encontrar um Elohim que é repetitivo, confuso e que lança termos por todos lados referindo-se a duas nações quando realmente só existe uma. Por suposto e baseados neste raciocínio defeituoso YHVH não é muito rápido em identificar e localizar aos dispersos de Israel (Efraím) não! Você realmente crê nisto? Claro que não! Pode ser que você e eu não saibamos onde procurar as dez tribos, mas descanse confiando que Yeshua pode e que é isto exatamente o que Ele tem estado fazendo durante dois mil anos justamente embaixo de nossos narizes, já que este era Sua atribuição de acordo a Isaías 49:5-5. Durante este mesmo período de tempo todos nós estávamos ocupados ralhando e pelejando como dois irmãos ocupados numa rivalidade de parentes!
Ao que tudo se reduz é, a qual relato crerá você? Um Israel composto de duas tribos ou um composto de doze o qual YHVH mesmo jurou que encheria a terra. Já que Ele é fiel você pode descansar confiado de que quase, todo mundo neste planeta tem uma gota de sangue Israelita, já que a bênção de YHVH, de multiplicação física encheria o globo através do desterro de Efraím e subseqüente intermatrimonio e assimilação. Se a terra está cheia de sangue Israelita, Quanto espaço fica para qualquer outro tipo de povo sem algum sangue Israelita? SE ESTA PROMESSA A ABRAÃO, ISAAC E JACOB FOI LITERALMENTE CUMPRIDA SOMENTE ATRAVÉS DO POVO JUDEU, QUEM CONTINUA EM NUMERO DE SÓ 16 MILHÕES E QUE POSSAM SER FACIL E PRONTAMENTE CONTADOS, CENSADOS E NUMERADOS, ENTÃO A PROMESSA A ABRAÃO, ISAAC E JACOB É UMA MENTIRA DIRETA! YHVH MENTIU! 16 MILHÕES DE JUDIOS NÃO CONSTITUEM UMA MULTIDÃO QUE NÃO POSSA SER NUMERADA! 16
MILHÕES OU UM POUCO DE JUDEUS PODERIAM TODOS CABER PERFEITAMENTE NO PEDAÇO DE TERRA NA FLORIDA. A PROMESSA DE MULTIPLICAÇÃO FÍSICA NÃO FOI CUMPRIDA EM JUDAH SOMENTE! ESTA É UMA IMPOSSIBILIDADE NUMÉRICA E PRATICA! A PERGUNTA ANTE VOCÊ NÃO É, PODEM TODOS NA TERRA REALMENTE TER AO MENOS UMA GOTA DE SANGUE ISRAELITA? A PERGUNTA ANTE VOCÊ É, MENTIU YHVH E FALOU EM MEIAS VERDADES? VAMOS TOMAR-LHE EM SUA PALAVRA LITERAL? ESTE ENSINO DAS DUAS CASAS SUBMETE A VERDADE QUE EFRAIM MAIS JUDAH COM ALGUNS POUCOS VERDADEIROS GENTIOS (?), IGUALA A BILHÕES DE SERES HUMANOS E DESSES BILHÕES (5 Ou 6 BILHÕES), UM REMANECENTE ISRAEL ESTA SENDO SALVADO DAS DOZE TRIBOS E ESTA SENDO RECONCILIADO A YHVH ATRAVÉS DO PRECIOSO SANGUE DAQUELE QUE DECLAROU "VIM POR CAUSA DAS OVELHAS PERDIDAS DA CASA DE ISRAEL"! QUAL MENSAGEM CRERA VOCÊ? NAQUELES PROMOVENDO ENTIDADES SEPARADAS E PORTANTO DOIS ISRAEIS? UM FÍSICO E O OUTRO ESPIRITUALMENTE ADOTADO, OU A YHVH QUE TEM SOMENTE UM ISRAEL FÍSICO, QUE ESTA CHEIO DO ESPIRITO E É CONDUZIDO POR ELE E TOMADO DE TODAS AS DOZE TRIBOS, SEM NENHUM SENDO ADOTADO NO ISRAEL FISICO, MAS REQUERENDO A CADA JUDIO E NÃO-JUDIO O SER ADOTADO NA FAMÍLIA DE YHVH?! A ELEIÇÃO É SUA! É POSSÍVEL QUE A RAZÃO REAL POR DE TRÁS DA RAZÃO DE JUDAH SALVO, SEJA A ATITUDE DESCUIDADA PARA O TRATAR DE DESCOBRIR AONDE NO MUNDO O RESTO DESTA FAMÍLIA FÍSICA PERDIDA ESTA REALMENTE, E QUE NÃO SEJA NADA MAS QUE UM CASO COLOSSAL DE RACIOCÍNIO AUTO-CENTRADO! EM DEFESA DE JUDAH É QUASE POSSÍVEL QUE JUDAH ESTA MUITO OCUPADO TRATANDO SOBREVIVER À DIASPORA DO QUE ESTAR PREOCUPADO A RESPEITO DE ENCONTAR O PARADEIRO DE SEUS IRMÃOS. SEM IMPORTAR A RAZÃO REAL, YHVH SOMENTE TRATA COM ESTAS DUAS FAMÍLIAS ESCOLHIDAS NA TERRA (JEREMIAS 33:24).
Não é interessante que o Renovado Pacto prometido por Jeremías 31:31-34 fale sobre YHVH estabelecendo um pacto com a Casa de Israel e a Casa de Judah nunca menciona que estabeleceria um com os Gentios ou Cristãos? A Casa de Israel mencionada em Jeremías é Efraím, aqueles não-Judeus nascidos de novo. Recorde que todos os Judeus são Israelitas mas nem todos os Israelitas são Judeus. Na Jerusalém celestial de Apocalipse 21:12 note que todos aqueles nascidos de novo planejando ter vida eterna devem entrar a cidade através de uma das 12 portas, uma por cada uma das doze tribos. Não é engraçado e estranho como YHVH se esqueceu de fazer uma porta para os Cristãos ou "Gentios salvos?". A razão é que cada um na Israel do Renovado Pacto, de ambos lados da família física é um descendente sanguíneo de Israel com algumas poucas exceções. Ainda aquelas exceções, chegam a ser israelitas de acordo à Torah! Discutirei mais disto no próximo número.
Em Jeremías 31:3-22 lemos descrições detalhadas de Efraím (dez tribos) regressando à terra. Qualquer aliyah ou qualquer programa de Judeus retornando a Israel para viver deve e deverá incluir a todo Israel com Efraím incluído. No verso mencionado acima vemos às dez tribos sendo replantadas nas montanhas de Israel Tem você algum problema com isto? YHVH não o tem! Você verá, nossa visão é muito pequena. Nossa visão deve ser a visão de Yeshua e os 12 discípulos e deve incluir um avivamento entre todo Israel, não somente 2/12's de Israel!! Foi o mesmo Yeshua quem prometeu aos 12 talmidim um reinado milenar sobre doze tribos verificáveis e reconhecíveis do Israel milenar reunido (Mateus 19:28). Zacarias capítulo 8:22-23, refere-se especificamente a dez homens representando às dez tribos que regressam agarrando os tzitzit (franjas) de um Judeu que chegou a conhecer a Yeshua pessoalmente e declarando que estes também regressariam a Sión e à Torah. Note que estes dez homens regressando falam todas as linguagens conhecidas do mundo. Nesta passagem vemos o regresso de TODO ISRAEL, A ISRAEL!
Em Yaakov 1:1 Yaakov escreve sua epístola às 12 tribos espalhadas. Obviamente Yaakov sabia que o corpo de Yeshua a quem escrevia era nada mais que as 12 tribos reunidas de Israel que tinham sido isentadas através de Yeshua e se dirigiu a eles como tais! Se as dez tribos permaneciam perdidas e sem poder encontrar-se em nenhum lugar por que então Yaakov lhes escreve e lhes chamam irmãos da fé no verso 2 de Yaakov capítulo 1? Obviamente ele não tinha problema com o corpo de Yeshua sendo o Israel do Novo Pacto composto das doze tribos e quiçá algumas poucas exceções. Tem você escrito alguma vez um cartão postal a pessoas que tinham desaparecido da terra ou que não existiam? Obviamente eles têm que existir para que se lhes possa escrever e para que possa dirigir-se a elas.
Era somente Yeshua e Yaakov que tiveram esta revelação? Em 1 Pedro 1:1, Keefa escreve ao povo escolhido vivendo na Diáspora. A Diáspora Judia não ocorreu senão até 20 anos depois de que esta epístola foi escrita ao redor do 50 A.D. No entanto ele se refere a estes descendentes das outras dez tribos que vieram à fé como o "povo escolhido". Será que Efraím é tão escolhido como o é Judah? Talvez isto arrebente seu mundo? Pobre coisa! Você pensou que somente duas tribos (Judeus) eram escolhidas. As Escrituras nunca, jamais chamam escolhidos ao povo Judeu. Em seu lugar, chama a TODO ISRAEL do qual os Judeus são somente duas partes, o povo escolhido! Jeremías 33:24 confirma esta verdade. YHVH declara que Ele escolheu duas Casas ou dois clãs ou duas nações! Entenda isto! Esta é a Casa de Israel e a Casa de Judah e Pedro escreveu à Casa reunida de Israel quando dirigiu esta epístola! Quer você alguns textos mais de prova do Ketuvin Netsarim de do que estes indivíduos chamando-se a si mesmos Cristãos são nada mais que os descendentes físicos das dez tribos perdidas? Não há problema. Em 1 Keefa (Pedro) capítulo 2 versos 8-10 vemos a Pedro citando a Oséias capítulo Um. O povo que é um sacerdócio santo, uma GENERAÇÃO ESCOLHIDA e uma NAÇÃO santa são identificados por Keefa como ninguém mais do que o LO-AMI inicial e o LO-RUHAMMAH de Oséias capítulo Um!
No verso 11 de 1 Keefa capítulo 2, Pedro diz: Vocês que agora são sacerdotes do Renovado Pacto e Israel do Renovado Pacto uma vez não eram um povo (LO-AMI) e não tinham obtido compaixão nem misericórdia (LO-RUHAMAH). Mas agora, através de Yeshua, vocês são restaurados a um povo chamado AMI e estão recebendo RUHAMMAH. Esta é uma referência clara e direta, atribuindo e nomeando ao corpo de Yeshua, como contendo muito do velho reino nordestino de Efraím, regressando devido ao favor de YHVH através do sangue do Messias.
Talvez Rav Shaul também entendeu a reunião das doze tribos de Israel através do Filho de YHVH? Foi ele capaz de identificar "Cristãos" em Roma como ninguém mais do que a Casa inicial de Efraím? Aposte que sim e o fez. Em Romanos capítulo 9 verso 24 Rav Shaul declara que YHVH chama a Judeus e a Gentios a constituir Seu corpo como herdeiros de vida eterna. Depois no verso 25 de Romanos 9 ele cita a Oséias capítulo Um e identifica aos Gentios isentados nascidos de novo no seu tempo como à Casa de Israel do Pacto (Efraím). Ele cita a passagem LO-AMI de Oséias Um e atribui isto aos "Gentios salvos". Versos 25 e 26 declaram isto claramente. Finalmente no verso 27 ele põe o merengue sobre o docinho e declara que estes "Gentios salvos" não são somente a Casa inicial de Israel que chegou a ser a "plenitude dos Gentios , senão que ainda cita a Isaías declarando que da promessa da "areia do mar" feita a Efraím concernente à multiplicação física, somente um remanescente de Israelitas de todas as doze tribos serão salvos. Uau! Note a transição e progresso quando os Gentios salvos do verso 24 em Romanos 9 terminam sendo identificados por Shaul como a Casa inicial de Israel (dez tribos) mencionadas por Isaías nos seguintes dois versos.
Em Efésios 2:11 Rav Shaul declara que aqueles que foram salvos como Gentios já NÃO SÃO MAIS GENTIOS! Eles têm uma nova identidade e esta nova identidade é, de acordo com o verso 12, uma cidadania na comunidade de Israel. Eles são Israelitas! Você não pode ser um cidadão de uma entidade espiritual conhecida como "a igreja" ou qualquer outra entidade
espiritual. Para poder ser um cidadão físico da comunidade de Brasília você tem que ser um ente físico. Para que os INICIALMENTE GENTIOS QUE EM VIRTUDE DE SUA ACEITAÇÃO DO MESSIAS chegaram a ser cidadãos físicos da casa e comunidade de Israel, eles devem ser e de fato o são, Israelitas físicos de um lado diferente da outra família de Judeus Messiânicos. O verso 19 fixa isto para quando Rav Shaul declara que estes indivíduos já não são mais estranhos à Casa de Israel senão cidadãos parceiros. A cidadania sempre foi e sempre será algo no plano físico. Em Gálatas 3:29 Rav Shaul se refere a não-Judeus nascidos de novo como a semente ou semen de Abraão. Agora, deixe-me fazer-lhe uma pergunta honesta! Talvez a palavra Grega para semente (Sperma), de onde obtemos a palavra esperma, soa como algo espiritual ou algo muito físico? Se você pertence ao Messias através do novo nascimento, sem importar quem você cria ser, você é o semen de Abraão! Isto é pelo qual o verso 28 diz que já não há Judeus, Gregos ou mulheres, somente existe a SEMENTE FISICA DE ABRAÃO QUE FOI ISENTADA E DEVERIA CONHECER-SE COMO O ISRAEL DO NOVO PACTO!
Prova adicional se encontra em Gálatas 4:18 onde Rav Shaul se refere aos crentes não-Judeus sendo exatamente como Isaac, o herdeiro da promessa de multiplicação física. Era Isaac um ente físico ou somente um ente espiritual? O era um ENTE FISICO conduzido e cheio de espírito! Bem, de acordo a Rav Shaul isto é exatamente o que os crentes não-Judeus são no Renovado Pacto! Em 1 Corintios 12:1 Rav Shaul recorda aos Efraimitas salvos que eles foram uma vez Gentios, mas já não mais. Recorda a estes Israelitas não-Judeus que seus pais (Hebreus) que foram sacados de Egito passaram pelo Mar Vermelho e eventualmente encontraram a rocha (Messias) bem como eles o tinham feito (1 Corintios 10:1-4). Em 1 Corintios 5:7-8 vemos a estes Israelitas Efraimitas observando Pessach! Somente o povo de Israel celebra as Festas de Israel!
Existem ensinos de homens e mestres que colocam a palavra "espiritual" frente à palavra "pais" em 1 Corintios 10:1 bem como em Gálatas 3:29 em onde eles adicionam a palavra "espiritual" antes da palavra "semente", para fazer parecer como se os Cristãos são somente um tipo de semente espiritual, ou pior ainda algo chamado "Judeus espirituais". Quero recordar a estes mestres que o adicionar à Palavra de YHVH é uma ofensa capital castigada com a morte (Provérbios 30:5; Deut. 4:2; Deut. 12:32; Apoc. 22:18). Aparentemente há alguns que ou não entendem esta verdade ou a entendem mas desejam continuar suprimido-a para poder assim manter aos "Gentios salvos" em correntes de adoção de segunda classe, adorando ao trono do Judaísmo em lugar da Seu Filho. Se os crentes não-Judeus fossem totalmente honestos com eles mesmos, a maioria deles carrega um desejo profundo e por tanto um zelo interior por ser Judeus. Este zelo lhes causa o querer converter-se a qualquer tipo de Judaísmo, ainda aquelas formas que forçam uma retratação da fé na obra acabada de Yeshua, ou historicamente este zelo se voltou e pode ainda voltar-se, num ódio na contramão do Judeu que eles não podem chegar a ser. Esses dias acabaram! Este é o dia divinamente decretado para a restauração de todas as coisas (Atos 3:20-21). Quando Efraím começa a crer que eles são parte do Israel físico, eles atuam como Israelitas e regressarão ao Shabbat, kashrut, moadim, sionismo e aliyah e cessarão de estar zelosos dos Judeus (Isaías 11:13-14). De acordo a estes mesmos versos, vem o dia quando os Judeus reconhecerão a Efraím como a seus irmãos físicos da mesma maneira em que os filhos de Jacob chegaram a reconhecer a Yosef no Egito. Eles pensaram que ele era um Gentio e enquanto Yosef era um Israelita. O fato de que Judah reconheça aos não-Judeus nascidos de novo como Efraím não muda o fato de que estes, como Yosef, sejam irreconhecíveis a seus irmãos, e no entanto, bem como Yosef, Efraím é o filho de Yosef e o neto de Jacob e é um Israelita experimentando a mesma falta de reconhecimento que seu pai Yosef experimentou em Egito. Yosef os conhecia mas eles não conheciam a Yosef. Na atualidade grandes segmentos de Efraím reconhece o escolhido, nascido de novo Judah, no entanto, Judah NÃO PODE E
FREQUENTEMENTE NÃO RECONHECIA o nascido de novo EFRAIM! YHVH declara que esta vexação de Efraím por Judah chegaria a seu fim através do Messias (Isaías 11:13-14), quando Ele reunirá aos proscritos de Israel e aos dispersos de Judah de toda a terra. Note como Judah nunca foi proscrito como Efraím, somente dispersado.
Em Yochanan 10:16 Yeshua disse "tenho outras ovelhas que não são deste redil. A estas devo trazer também. E elas ouvirão minha voz e terá um só rebanho e um pastor". Note que Yeshua tinha outro rebanho Israelita que era ainda dos seus ainda antes de que Ele morresse e ressuscitasse. Ele não disse que Ele criaria um redil novo e separado chamado "a igreja" composto de pagaõs com práticas separadas substituindo à Torah algum tempo depois de Sua ressurreição. Ele disse já tenho dois rediles. Sou enviado a trazê-las e serão um rebanho ou uma Casa unida.
Yochanan conhecia a mesma verdade por virtude de seus escritos, em Yochanan (11:49-52). Declarou que quando Caifás profetizou que era bom que Yeshua morresse por Judah, Yochanan adicionou que Caifás estava profetizando que Yeshua morreria não somente por essa nação (Judah), senão também pela outrora casa de Israel que foi dispersada 721 anos antes do nascimento de Yeshua! Sabemos que esta é uma referência à Casa de Israel (dez tribos) já que ele lhes chama uma nação (povo físico), bem como filhos de Elohim! Eles foram chamados filhos de Israel porque Elohim é o Elohim de Israel e eles eram Israel ou filhos de Elohim AINDA ANTES DE QUE YESHUA FORA AO ARBOL DE KORBAN! Note que o plano revelado do Pai no verso 52 do capítulo 11 de Yochanan é o reunir a ambas nações ou casas numa só. Ainda no tempo de Yeshua, os olhos e corações da gente estavam sendo abertos à verdade sobre o feudo familiar perpetuado por Jacob, alargado por Jeroboão e Reoboão, e nos dois últimos milênios inflamados pela igreja. A batalha real Judia sobre o título de quem é Israel! A pergunta é plenamente contestada quando um se dá conta de que há somente um povo de Israel com um Elohim de
Israel e um Messias de Israel e uma Torah de Israel e que ambas Casas precisam seguir o mesmo desenho para a restauração de todo Israel num nível comum de realidade. Somente com um entendimento completo das duas Casas divididas, Israel chegará a sua rápida e merecida morte do ódio, amargura, orgulho e arrogância de que a Cristandade e o Judaísmo sentem entre si. Qualquer outra solução ao debate da Igreja vrs. o Judeu resultará em maior incompreensão entre irmãos e a perpetuação do feudo familiar começado por Jacob ao separar o direito de primogenitura entre Efraím e Judah ainda que ambos eram Israel físico e espiritual.
É confortante notar que de acordo a Isaías 49 versos 1-6 o Messias é prometido a todo Israel e é então referido como Israel, já que a restauração de Israel é a personificação e propósito primário de Sua missão. Oséias 11:1 também chama ao Messias, Israel! Em Isaías 49 verso seis, vemos o Pai perguntando se está preparado para elevar às doze tribos de Israel e trazer de volta ao redil àqueles que ainda que dispersos e perdidos como nação, seriam individualmente preservados entre os Gentios nos quatro cantos da terra para o ministério do Messias. Ele vindo. Ele procurou pelos indivíduos preservados descendendo fisicamente de Efraím e Judah e de fato restaurou a estes indivíduos. Ainda que estes preservados não saibam quem são, ainda que eles lutem, atuem, cheirem, comportem-se e se conduzam a si mesmos com todos os costumes asquerosos de seu pai Jeroboão, nosso Messias sabia onde encontrar-lhes. Ele lhes encontrou e lhes trouxe de regresso ao redil num nível individual, não um nível nacional, ainda. É suficientemente interessante, a palavra Hebraica para preservados em Isaías 49:6 é Notzrim ou Nazarenos, a qual é a palavra Hebraica moderna para Cristãos. São estes Efraimitas preservados nascidos de novo que serão reunidos no Tabernáculo reconstruído de David e regressarão ao redil de Israel como Nazarenos. Recordemos que as comunidades Messiânicas primitivas inteiras eram conhecidas como Os Nazarenos (Atos 24:5), os preservados de Israel arrependido regressando!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

YHWH É MARYAH YESHUA É MARYAH, O SENHOR YHWH

YHWH É MARYAH YESHUA É MARYAH, O SENHOR YHWH   Por Tsadok Ben Derech     III - YHWH É MARYAH   Quando o ETERNO se revelou a Moshé (Moisés) na sarça ardente, no capítulo 3 de Shemot (Êxodo), revelou-lhe Seu Nome: Moshé [Moisés] disse a Elohim: ‘Quando eu aparecer diante do povo de Yisra’el e lhes disser: O Elohim de seus ancestrais enviou-me a vocês’; e eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dele?’, o que eu lhes direi?’. Elohim disse a Moshé (Moisés): ‘Ehyeh Asher Ehyeh [Eu Sou/Serei o que Sou/Eu Serei]’ enviou-me a vocês’. Além disso, Elohim disse a Moshé [Moisés]: ‘Diga isto ao povo de Yisra’el:  יהוה [YHWH], o Elohim de seus pais, o Elohim de Avraham [Abraão], o Elohim de Yitz’chak [Isaque], e o Elohim de Ya’akov [Jacó], enviou-me a vocês’. Este é o meu nome para sempre; desejo ser lembrado dessa forma, geração após geração.” (Shemot/Êxodo 3:13-15).   O nome hebraico do ETERNO é יהוה, que transliterado para o português se torna YHWH. Este é o nome sagrado de Elohim e ninguém pode ser chamado de YHWH, exceto o próprio ETERNO. Em aramaico, o tetragrama hebraico יהוה é chamado de מריא, cuja transliteração é MARYAH. Então, MARYAH (em aramaico) equivale a YHWH (em hebraico), conforme tabela abaixo:   NOME HEBRAICO   DO   ETERNO   NOME ARAMAICO   DO   ETERNO   יהוה   מריא   Transliterado para: YHWH Transliterado para: MARYAH   Conclusão: YHWH = MARYAH.   De fato, o Tanach (Primeiras Escrituras) em aramaico substitui o tetragrama YHWH pela palavra MARYAH por quase sete mil vezes. Literalmente, MARYAH significa “Senhor Yah”, lembrando-se que “Yah” é o nome abreviado do ETERNO em hebraico (יה), tal como aparece, por exemplo, no Salmo 118: 5,14,17,18 e 19 (em hebraico). Daí, MARYAH tem o sentido de “Senhor YHWH” (Aramaic English New Testament, Andrew Gabriel Roth, Netzari Press, 2011, pg. v). Esta introdução se faz necessária para que o leitor tenha em mente que MARYAH é, em aramaico, sinônimo de YHWH, conceito vital para a compreensão de vários escritos da B’rit Chadashá que serão examinados adiante. Toda a explanação ora gizada é comprovada pelos mais renomados Dicionários e Léxicos de Aramaico:   מריאé a forma enfática usada para o sagrado nome hebraico יהוה (Lexicon to the Syriac New Testament, William Jennings, Oxford University Press, 1926, páginas 130-131).   מריא  é a forma usada somente para o SENHOR DEUS, e na Peshitta do Antigo Testamento representa o tetragrama [יהוה]. (Compendious Syriac Dictionary, R. Payne Smith, Oxford University Press, 1902; Reprinted by Wipf and Stock Publishers, 1999, página 298).   Até hoje, na liturgia da Igreja do Oriente, grupo religioso que preservou pelos últimos dois mil anos o Novo Testamento em aramaico, as orações são dirigidas a MARYAH (The Order of the Holy Qurbana for the Use of the Faithful, Abdiabne Publishers, 2001, p. 55). Preclaro aramaicista, Andrew Gabriel Roth explica que MARYAH é usado em aramaico para substituir o tetragrama YHWH, enquanto a palavra MAR significa “Senhor”. Por conseguinte, uma autoridade humana, tal como um rei, por exemplo, poderia receber o título de MAR (Senhor), porém, MARYAH é usado exclusivamente para se referir ao ETERNO, já que denota o sagrado tetragrama. Cita-se o magistério de Roth: “Ao longo de dois volumes deste trabalho, eu tenho repetido a afirmação de que o Tanach Peshitta [‘Antigo Testamento’ em aramaico]  e o Novo Testamento usam a expressão MarYah (מריא) não como um título ou a conjugação da palavra Mar (מר), que significa ‘Senhor’. Em vez disso, a palavra carrega o sagrado Nome, isto é, o ‘Tetragrama’; uma palavra composta de Mar e da forma abreviada de YHWH, que é Yah. Nesta forma, MarYah é usado apenas para substituir YHWH por quase 7.000 vezes no Tanach Peshitta. Além disso, o Novo Testamento Peshitta usa esta palavra [MarYah] todas as vezes em que a porção citada do Tanach contém YHWH, bem como a utiliza nas narrativas dos Evangelhos e nos demais escritos para claramente designar YHWH.” (Understanding why MarYah is the Aramaic Name for YHWH, Article, Andrew Gabriel Roth).   Em suma, ante todos os comentários bosquejados, conclui-se com absoluta certeza que: 1) no aramaico, o sagrado tetragrama YHWH (יהוה) é substituído pela palavra MARYAH (מריא); 2) MARYAH (aramaico) é sinônimo de YHWH (hebraico); 3) MARYAH significa “Senhor YHWH”, ou simplesmente “YHWH”; 4) no Tanach (Primeiras Escrituras) escrito em aramaico (Peshitta), usa-se MARYAH no lugar de YHWH quase 7.000 vezes; 5) na B’rit Chadashá (“Novo Testamento”) em aramaico, sempre que é citada uma passagem do Tanach contendo o tetragrama YHWH, também é usado o vocábulo MARYAH; 6) os autores da B’rit Chadashá Peshitta (“Novo Testamento” em aramaico) somente usaram a palavra MARYAH para se referir a YHWH. Vistos estes conceitos propedêuticos, analisar-se-ão várias passagens da B’rit Chadashá Peshitta em que consta o vocábulo MARYAH. Quando houver a tradução dos textos para a Língua Portuguesa, será usado YHWH no lugar de MARYAH, haja vista a sinonímia dos termos. Será feita a tradução da maneira mais literal possível, fazendo-se os ajustes necessários ao vernáculo pátrio (ficarão entre colchetes as inserções que facilitam a leitura do texto).   IV - YESHUA É MARYAH, O SENHOR YHWH   Logo no início das bessorot (boas novas) de Lucas, o escritor narra o nascimento de Yeshua e relata que um anjo de Elohim apareceu a pastores que estavam no campo, à noite, declarando-lhes o anjo que o Mashiach (Messias) é YHWH: Texto da Peshitta em aramaico (Lc 2:11):     אֵתִילֵד לכוּן גֵּיר יַומָנָא פָּרוּקָא דּאִיתַוהי מָריָא משִׁיחָא בַּמדִינתֵּה דּדַוִיד Tradução: “Porque hoje nasceu para todos vocês o Salvador, que é YHWH, o Messias, na Cidade de David”.   Conforme se percebe, o anjo anunciou que o Messias seria o próprio YHWH, em carne. Para a mentalidade semita do primeiro século, que ansiava pela vinda do Mashiach, a encarnação de YHWH era esperada, uma vez que a manifestação em carne de YHWH possui previsão na Torá. Com efeito, YHWH apareceu a Avraham (Abraão) como homem, inclusive ceando com o patriarca (Bereshit/Gênesis 18). Ademais, o ETERNO havia dito que Ele mesmo seria transpassado (Zecharyah/Zacarias 12:10), o que se coaduna com a narrativa de Yeshayahu (Isaías) 53. Por tais razões, os pastores tiveram a certeza que o Messias é YHWH em carne!   O shaliach Matityahu (Mateus) também afirmou categoricamente que o Messias é YHWH: Texto da Peshitta em aramaico (Mt 22:42,43 e 45): וֵאמַר מָנָא אָמרִין אנתּוּן עַל משִׁיחָא בַּר מַנוּ אָמרִין לֵה בַּר דַּוִיד אָמַר להוּן וַאיכַּנָא דַּוִיד בּרוּח קָרֵא לֵה מָריָא אָמַר גֵּיר אֵן הָכִיל דַּוִיד קָרֵא לֵה מָריָא אַיכַּנָא בּרֵה הוּ Tradução: “O que vocês podem dizer sobre o Messias? De quem ele é filho?” Responderam-lhe: ‘O filho de David’. [Então, replicou Yeshua:] ‘Digam vocês como David pela Ruach (Espírito) o chama de YHWH, dizendo... (...) Se David o chama de YHWH, como ele é seu filho?’”.   Na passagem citada, Yeshua rebate o argumento dos p’rushim (fariseus) e afiança que David chamou o Messias de YHWH. Ora, se quem estava travando o diálogo era Yeshua HaMashiach, então, este atribuiu a si próprio o título de YHWH. Durante o discurso de Kefá (Pedro) na festa de shavuot (“semanas”), popularmente conhecida como “pentecostes”, este concitou que os judeus se arrependessem de seus pecados e recebessem o perdão do ETERNO, “em nome de YHWH Yeshua”: Texto da Peshitta em aramaico (At 2:21,36-38) ונֵהוֵא כֻּל דּנֵקרֵא שׁמֵה דּמָריָא נִחֵא שַׁרִירָאיִת הָכִיל נֵדַּע כֻּלֵה בֵּית אִיסרָיֵל דּמָריָא וַמשִׁיחָא עַבדֵּה אַלָהָא להָנָא יֵשׁוּע דַּאנתּוּן זקַפתּוּן וכַד שׁמַעו הָלֵין אֵתגּנַחו בּלֵבּהוּן וֵאמַרו לשֵׁמעוּן וַלשַׁרכָּא דַּשׁלִיחֵא מָנָא נֵעבֵּד אַחַין אָמַר להוּן שֵׁמעוּן תּוּבו וַעמַדו אנָשׁ אנָשׁ מֵנכוּן בַּשׁמֵה דּמָריָא יֵשׁוּע לשׁוּבקָן חטָהֵא דַּתקַבּלוּן מַוהַבתָּא דּרוּחָא דּקוּדשָׁא Tradução: “e acontecerá que todo aquele que invocar o nome de YHWH será salvo”. (...)  “Saiba com certeza toda a casa de Yisra’el que YHWH fez deste Yeshua, a quem vocês executaram, Elohim e Mashiach (Messias). E, ouvindo eles isto, foram tocados em seu coração, e perguntaram a Shim’on (Simão Pedro) e aos demais emissários (“apóstolos”): Que faremos, irmãos? Shim’on (Simão Pedro) lhes respondeu: Arrependam-se e sejam imersos (“batizados”) cada um de vocês em nome de YHWH Yeshua para a remissão de seus pecados, a fim de receber o dom da Ruach HaKodesh (espírito de santidade ou Espírito Santo).”   Verifique no passuk (versículo) que Kefá atribui ao Messias um novo título: “YHWH YESHUA”. Este novo nome do ETERNO tem toda a coerência em relação ao Tanach (Primeiras Escrituras). Neste, o ETERNO recebeu vários nomes acoplados ao tetragrama, tais como YHWH ELOHIM, YHWH TS’VAOT, YHWH NISSI, YHWH SHALOM, YHWH YIRÉ, YHWH TSIDKENU, YHWH SHAMÁ, etc. Com a revelação do Mashiach, é acrescido um novo nome ao citado rol que indica a própria elohut (“divindade”) do Salvador: YHWH YESHUA. Em outras palavras, Yeshua é YHWH que se manifestou em carne, ou seja, veio como homem, morreu e ressuscitou, e agora reina como YHWH, que é UM (echad), e não dois ou três. Em momento posterior, Kefá (Pedro) pregou para Cornélio e afirmou com todas as letras que Yeshua é YHWH sobre todos: Texto da Peshitta em aramaico (At 10:36): מֵלתָא גֵּיר דּשַׁדַּר לַבנַי אִיסרָיֵל וסַבַּר אֵנוּן שׁלָמָא ושַׁינָא בּיַד יֵשׁוּע משִׁיחָא הָנַו מָריָא דּכֻל Tradução: “A palavra que ele enviou aos filhos de Yisra’el para anunciar o shalom (paz) e a tranquilidade por Yeshua, o Messias: Ele é YHWH sobre todos!”   Ya’akov HaTsadik (Tiago, o Justo), irmão de Yeshua, escreveu sobre a segunda vinda do Mashiach, aconselhando que os judeus zelosos fossem pacientes e perseverassem na fé, sem desanimar (Ya’akov/Tiago 5:7-12). Basta ler o contexto integral da carta e o pano de fundo histórico para se constatar que Ya’akov está tratando sobre o retorno de Yeshua. E eis o que é dito sobre tal retorno: Texto da Peshitta em aramaico (Tg 5:7): אַנתּוּן דֵּין אַחַי אַגַּרו רוּחכוּן עדַמָא למֵאתִיתֵה דּמָריָא אַיכ אַכָּרָא דַּמסַכֵּא לפאִרֵא יַקִירֵא דַּארעֵה ומַגַּר רוּחֵה עלַיהוּן עדַמָא דּנָסֵב מֵטרָא בּכִירָיָא וַלקִישָׁיָא Tradução: “Portanto, irmãos, sejam pacientes em espírito até a vinda de YHWH...”.   Ora, quem é o Messias que retornará? Não há dúvidas de que é Yeshua. Entretanto, Ya’akov afiança que quem retornará é o próprio YHWH. Logo, Yeshua é YHWH. Sha’ul (Paulo) também asseverou que um dia todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Yeshua é YHWH: Texto em aramaico (Fp 2:11) וכֻל לֵשָׁן נַודֵּא דּמָריָא הו יֵשׁוּע משִׁיחָא לשׁוּבחָא דַּאלָהָא אַבוּהי Tradução: “Toda língua confesse que YHWH é Yeshua HaMashiach, para glória de seu Pai Elohim”.   Analisemos o passuk (versículo) traduzido acima, cotejando-o com as Escrituras: 1) Sha’ul proclama que “YHWH é Yeshua” (Fp 2:11); 2) à luz do Tanach, o Pai é YHWH (Yeshayahu/Isaías 64:7, ou verso 8, nas versões cristãs); 3) ensina a Torá que YHWH é UM (Devarim/Deuteronômio 6:4). Logo, considerando que as Escrituras sempre proclamam o monoteísmo (YHWH é UM), como conciliá-lo com a realidade de que o Pai é YHWH e Yeshua é YHWH? A resposta é assaz singela: o ETERNO é UM, mas pode se manifestar de diversas maneiras, tais como em uma coluna de fogo, em coluna de nuvem, por meio de uma brisa suave, por trovões etc, inclusive se manifestando como o Pai, o Filho (Yeshua) e a Ruach HaKodesh (espírito de santidade/“Espírito Santo”). Lamentavelmente, muitas pessoas dizem algo que contraria as Escrituras: “o ETERNO não pode se manifestar como homem”. Ora, será que existe algo impossível para YHWH? Estes incautos querem limitar o poder do ETERNO afirmando que existem fatos que não estão ao alcance de YHWH, o que configura crasso erro. O ETERNO é o Todo-Poderoso e se manifesta quando e da forma que quiser. A Torá narra que YHWH apareceu para Avraham (Abraão) como homem (Bereshit/Gênesis 18). Inclusive, YHWH pode se manifestar simultaneamente como o Pai e como o Filho. Quando Yeshua estava no madeiro, o céu não estava vazio, sem a presença de YHWH, visto que o ETERNO é onipresente. Ou seja, YHWH se manifestava como homem e como Pai simultaneamente. Quando Sha’ul (Paulo) fala do Pai e de Yeshua (ex: I Ts 1:1), não está falando de “dois deuses” ou de duas pessoas diferentes, como pensa a doutrina da Trindade, mas sim está se referindo a duas manifestações distintas do ETERNO, que é UM. Nossa exposição é comprovada em Curintayah Álef/1ª Coríntios 8:6. Neste texto, Sha’ul (Paulo) deixa claro que YHWH é UM e que Yeshua é YHWH, ratificando a fé monoteísta apregoada pela Torá: Texto em aramaico (I Co 8:6): אֵלָא לַן דִּילַן חַד הוּ אַלָהָא אַבָא דּכֻל מֵנֵה וַחנַן בֵּה וחַד מָריָא יֵשׁוּע משִׁיחָא דּכֻל בּאִידֵה וָאפ חנַן בּאִידֵה Tradução: “todavia para nós há UM só Elohim, o Pai, de quem são todas as coisas, e nós estamos com Ele; e um só YHWH, Yeshua HaMashiach, de quem são todas as coisas, e com Ele nós estamos”.   Notemos o paralelismo de ideias na afirmativa de Sha’ul (Paulo): 1) primeiramente, afirma que Elohim, o Pai, é UM; 2) depois, afirma que Yeshua é YHWH. Ora, se sabemos que o Pai é YHWH, então, conclui-se que YHWH, o Pai, e YHWH Yeshua são UM, tal como afirmou Yeshua em Yochanan/João 10:30: “Eu e o Pai somos um (echad)”.   Também nos escritos de Yochanan (João) lemos que Filipe perguntou a Yeshua: “Senhor, mostre-nos o Pai, e isso será o suficiente para nós. Yeshua replicou: Tenho estado com vocês há tanto tempo sem que me conheçam, Filipe? Quem me viu, viu o Pai; por isso, como você pode dizer: Mostre-nos o Pai?”(Yochanan 14:8-9).   Yeshua, no diálogo acima, não disse que era um mensageiro do Pai, mas sim que quem o via estava a ver o próprio Pai. Insta repetir: Yeshua HaMashiach é a manifestação do ETERNO. Esta é a razão pela qual Sha’ul muitas vezes usa o título “YHWH, o Messias”, designando que YHWH é o Messias, e o Messias é YHWH. Não são dois, mas UM. O mencionado título é registrado, por exemplo, em Colossayah/Colossenses 3:24: Texto em aramaico: ודַעו דּמֵן מָרַן מקַבּלִיתּוּן פּוּרעָנָא בּיָרתּוּתָא למָריָא גֵּיר משִׁיחָא פָּלחִיתּוּן Tradução: “Saibam que do Mestre vocês receberão a recompensa da herança, pois servem a YHWH, o Mashiach (Messias)”.   Em Curintayah Álef/1ª Coríntios, Sha’ul deixa claro que somente pela Ruach HaKodesh (espírito de santidade/“Espírito Santo”) o ser humano pode declarar que Yeshua é YHWH. Contrario sensu, quem não reconhece que YHWH é Yeshua não fala pela Ruach Hakodesh!!! Isto é de extrema relevância, visto que muitos grupos religiosos não reconhecem que Yeshua é o ETERNO. Logo, segundo as palavras de Sha’ul, estes não têm suas falas inspiradas pela Ruach Hakodesh: Texto em aramaico de Curintayah Álef/1ª Coríntios 12:3: מֵטֻל הָנָא מַודַּע אנָא לכוּן דּלַיתּ אנָשׁ דַּברוּחָא דַּאלָהָא ממַלֵל וָאמַר דַּחרֵם הוּ יֵשׁוּע וָאפלָא אנָשׁ מֵשׁכַּח למאִמַר דּמָריָא הוּ יֵשׁוּע אֵלָא אֵן בּרוּחָא דּקוּדשָׁא Tradução: “Portanto eu explico para vocês que não existe homem que fala pela Ruach Elohim (Espírito de Elohim), e diga: ‘Yeshua é amaldiçoado!’ E não há homem que possa dizer: ‘YHWH é Yeshua’, senão pela Ruach HaKodesh”.   Está patente na Mikrá (Escritura) que aqueles que reconhecem que YHWH é Yeshua são inspirados pela Ruach Hakodesh. Já foi asseverado acima que Yeshua é YHWH manifesto em carne. Esta afirmativa é tão correta que Sha’ul chegou a dizer que com a morte do Mashiach (Messias) foi derramado o sangue do próprio ETERNO. Por tal motivo, quem come a matsá (pão ázimo) indignamente será culpado pelo corpo e pelo sangue de YHWH: Texto em aramaico de Curintayah Álef/1ª Coríntios 11:27: אַינָא הָכִיל דָּאכֵל מֵן לַחמֵה דּמָריָא ושָׁתֵא מֵן כָּסֵה ולָא שָׁוֵא לֵה מחַיַב הוּ לַדמֵה דּמָריָא וַלפַגרֵה Tradução: “De modo que qualquer que comer do pão ou beber do cálice de YHWH indignamente, será culpado do corpo e do sangue de YHWH”.   Sobre a manifestação do ETERNO em carne, além do famoso texto de Yochanan (João), capítulo 1, e dos versículos já citados, vale lembrar Ruhomayah/Romanos 9:5: Texto em aramaico: וַאבָהָתָא ומֵנהוּן אֵתחזִי משִׁיחָא בַּבסַר דּאִיתַוהי אַלָהָא דּעַל כֻּל דּלֵה תֵּשׁבּחָן ובוּרכָּן לעָלַם עָלמִין אַמִין  “de quem são os patriarcas, e dentre os quais apareceu o Mashiach em carne; que é Elohim sobre todos; para o qual são todos os louvores e bênçãos, para toda a eternidade. Amen”.   Eis outra assertiva de Sha’ul acerca da elohut de Yeshua: Texto em aramaico de Ruhomayah/Romanos 14:9: מֵטֻל הָנָא אָפ משִׁיחָא מִית וַחיָא וקָם דּהוּ נֵהוֵא מָריָא למִיתֵא וַלחַיֵא Tradução: Porque foi para isto que o Mashiach morreu e se levantou para viver [ressuscitou], para ser YHWH tanto de mortos como de vivos.   É nítida como o cristal a mensagem transmitida no texto acima, qual seja, o Mashiach é YHWH que encarnou, morreu e ressuscitou e, agora, não deve ser tratado como homem, mas sim como o próprio ETERNO. A ideia de que o Mashiach é YHWH sempre esteve presente no Tanach (Primeiras Escrituras), pois o profeta Yeshayahu (Isaías) escreveu que o Mashiach seria “o Elohim Poderoso, Pai da Eternidade” (Is 9:5-6 ou, nas versões cristãs, 6-7).  Pois bem, se o Mashiach é o Pai da Eternidade, então, Yeshua não é uma outra pessoa, senão YHWH que se manifestou em carne. Por este motivo Kefá sempre estabelece um paralelo entre o Mashiach Yeshua e o ETERNO, já que ambos são a mesma pessoa, o Senhor YHWH. Sabe-se que o autor da vida foi YHWH (Bereshit/Gênesis 1 e 2), e Kefá chama expressamente Yeshua de “autor da vida” (Ma’assei Sh’lichim/Atos 3:15). Kefá cita o profeta Yo’el (Joel) ao dizer que “todo que invocar o nome de YHWH será salvo” (Ma’assei Sh’lichim/Atos 2:21). Da mesma forma, Kefá fala que “não existe outro nome, debaixo do céu, dado aos homens pelo qual devamos ser salvos”, que é o nome de Yeshua (Ma’assei Sh’lichim 4:11-12). Então, por que Kefá afirma primeiramente que a salvação vem pelo nome de YHWH e depois declara que a salvação vem pelo nome de Yeshua? Porque Yeshua é YHWH! Sha’ul utiliza idêntico raciocínio. Escreve que “todo que invocar o nome de YHWH será salvo” (Ruhomayah/Romanos 10:13), e no mesmo contexto assinala que “se você reconhecer publicamente com sua boca que Yeshua é o Senhor e confiar de coração que Elohim o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo” (Ruhomayah/Romanos 10:9). Poucas pessoas se deram conta de que a mulher adúltera não foi apedrejada, consoante prescreve a Torá (Vayikrá/Levítico 20:10), porque recebeu o perdão de Yeshua: “nem eu a condeno; agora vá e não peque mais” (vide Yochanan/João 8:1-11). Mas como Yeshua pode perdoar pecados se este poder, segundo a Torá, pertence apenas ao ETERNO? (Shemot/Êxodo 34:7) A resposta é simples: Yeshua é YHWH. Ao escrever o último livro das Escrituras, Yochanan (João) registra que YHWH é o álef e o tav (Guilyana/Apocalipse 1:8) e, posteriormente, Yeshua assevera que ele mesmo é o álef e o tav (Guilyana/Apocalipse 22:12 e 13), ou seja, Yeshua é YHWH. No mesmo sentido, o Tanach identifica YHWH como “o primeiro e o último” (Yeshayahu/Isaías 44:6), e Yeshua se autodeclara como “o primeiro e o último” (Guilyana/Apocalipse 22: 12 e 13). Para findar quaisquer dúvidas existentes, Yochanan (João) chamou Yeshua de YHWH no final do livro de Guilyana: Texto em aramaico de Guilyana/Apocalipse 22:20 (manuscrito Crawford): אָמַר כַּד מסַהֵד הָלֵין אִין אָתֵא אנָא בַּעגַל תָּא מָריָא יֵשׁוּע Tradução: Aquele que testemunha estas coisas diz: “Sim, venho brevemente!” Vem, YHWH YESHUA”.   Como se vê, o livro de Guilyana (Apocalipse) se encerra com Yochanan (João) declarando que Yeshua é o ETERNO. E assim termina a Bíblia.   Continua...  

DECLARAÇÃO DE FÉ DO JUDAÍSMO NAZARENO

DECLARAÇÃO DE FÉ DO JUDAÍSMO NAZARENO   Baseada no Estatuto de Fé do WNAE - “The Worldwide Nazarene Assembly of Elohim”/Mundial Assembleia Nazarena de Elohim       I. YHWH Cremos em YHWH, o Criador dos céus e da terra, o Elohim de Avraham (Abraão), Yits’chak (Isaque) e Ya’akov (Jacó). Cremos que YHWH é UM (echad), ou seja, apenas 1 (uma) Pessoa, e não Três. Cremos que YHWH pode se manifestar de formas plurais, conforme atesta a Torá. Cremos que YHWH revela a si próprio pelas K’numeh ou Gaunin (essências, naturezas, manifestações) do PAI, do FILHO (= a Palavra/Memra) e da RUACH HAKODESH (Espírito de santidade/Espírito Santo). Cremos que o Pai, o Filho Yeshua (Palavra) e a Ruach HaKodesh são manifestações do mesmo YHWH, que é UM (echad), razão pela qual não cremos na existência de Três Pessoas distintas (politeísmo).   II. ESCRITURAS Acreditamos que as Escrituras, que incluem tanto o Tanach (Primeiras Escrituras) quanto os Ketuvim Netsarim (Escritos Nazarenos/“Novo Testamento”), são divinamente inspiradas, constituindo a infalível Palavra de Elohim em seus textos e manuscritos originais. Cremos que as Escrituras são a única e suficiente regra de fé e prática. Cremos que nossa prática de vida deve ser baseada exclusivamente nas Escrituras, e não em preceitos humanos ou autoridades que lecionam contrariamente aos Textos Sagrados.   III. MASHIACH (MESSIAS) Acreditamos que Yeshua HaMashiach veio e, com grande alegria, esperamos por seu retorno. Ainda que sua volta possa demorar, nós nos esforçaremos para pensar em seu retorno a cada dia. Nós acreditamos que o Mashiach é a Palavra que se fez carne. Nós acreditamos que ele nasceu de uma virgem, viveu uma vida sem pecado de acordo com a Torá, realizou milagres, e foi executado para a expiação daqueles que fazem teshuvá (retorno) a YHWH, abandonando seus pecados. Cremos que, após a sua morte, YHWH ressuscitou corporalmente o Mashiach ao terceiro dia, que ascendeu ao céu e, atualmente, está sentado à direita de YHWH. Ele voltará no final desta época para inaugurar o Reino de Elohim na Terra, e governará o mundo a partir de Yerushalayim (Jerusalém) com o seu povo Israel por mil anos. Cremos que Yeshua veio como homem, apesar de ser uma das gaunin/k'numeh (essências, naturezas, manifestações) de YHWH.  Acreditamos também que o Mashiach é a Torá encarnada. Assim como a Torá é o caminho, a verdade e a luz, o Mashiach também é o caminho, a verdade e a luz.   IV. SALVAÇÃO Acreditamos que através da morte de Yeshua HaMashiach, e por causa de sua aliança de sangue conosco, nós recebemos a salvação e a redenção dos nossos pecados. Salvação significa libertação do pecado, este definido como a violação aos mandamentos da Torá de YHWH. Yeshua HaMashiach liberta o homem do pecado e o leva a cumprir a Torá com a genuína intenção do coração. A salvação vem pela emuná ("fé") em Yeshua HaMashiach através da graça, e não é obtida por meio de obras, e nem mesmo pela observância da Torá. Todavia, a verdadeira emuná ("fé") se expressa por meio da vontade e do esforço pessoal em viver e praticar os mandamentos da Torá de YHWH.  A emuná sem obediência é morta, porque não produz frutos. A salvação está disponível a todos os seres humanos, independentemente da origem genealógica. Logo, os gentios que se convertem a YHWH/Yeshua tornam-se verdadeiros israelitas, sendo-lhes conferidos direitos e obrigações pertencentes ao povo de Israel, não podendo ser discriminados pelos israelitas de sangue.   V. TORÁ (“instrução”, “ensino” ou “Lei”) A Torá da Verdade foi dada pelo Todo-Poderoso através de Moshé (Moisés). YHWH não irá aboli-la, trocá-la e nem descartá-la por outra até que o céu e a terra passem. Acreditamos que a observância da Torá é obrigação moral do homem e expressão do amor a YHWH. A Torá traz liberdade, e não escravidão. A Torá é o caminho, a verdade e a luz, e é para todas as nossas gerações e para sempre. Yeshua é a Torá Viva. Destarte, contraria a vontade de YHWH aquele que aceita a Torá, mas rejeita Yeshua. Do mesmo modo, vive em desobediência aquele que aceita Yeshua, mas rejeita a Torá. A perfeita interpretação da Torá foi dada por Yeshua HaMashiach, razão pela qual seu testemunho de vida e seus ensinamentos são essenciais para se caminhar com YHWH. Cremos que quem se converte a YHWH deve gradativamente praticar os mandamentos da Torá, santificando-se cada vez mais em busca da elevação espiritual.   VI. A ÚNICA EMUNÁ ("FÉ") Nós acreditamos que há uma fé que certa vez foi entregue aos santificados do povo de Israel. Nós acreditamos que o Mashiach não veio para criar uma nova religião, mas para ser o Mashiach de Israel, cujo povo recebeu a única fé. Nós acreditamos que o Judaísmo Nazareno é definido como o ramo do Judaísmo cujos ensinos, doutrinas e práticas foram vivenciados por Yeshua HaMashiach e seus primeiros talmidim (discípulos). Rejeitamos a “judeulatria”, ou seja, a incorporação de tradições e ensinos rabínicos sem a prévia investigação crítica à luz das Escrituras. Vale lembrar que Yeshua combateu doutrinas e tradições farisaicas antibíblicas, o que deve nos servir de constante alerta. Por outro lado, também repudiamos a “judeufobia”, que é a disseminação do ódio contra o povo de Israel (antissemitismo). Cremos nas manifestações sobrenaturais de YHWH, bem como na existência de dons espirituais: palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, fé, dons de curar, realização de milagres, profecia, discernimento espiritual, diversidade de línguas e interpretação de línguas. Entretanto, sabemos que existem milagres operados por falsos profetas, razão pela qual rejeitamos manifestações espirituais operadas por HaSatan (Satanás) e seus shedim (demônios). O Judaísmo Nazareno legítimo busca praticar a fé do Judaísmo bíblico ensinado por Yeshua e seus originais sh’lichim (emissários), em consonância com o Tanach (Primeiras Escrituras) e os Ketuvim Netsarim (Escritos Nazarenos/“Novo Testamento”).

O que é Iniquidade - Anomia? O fardo dos fariseus era a “Lei de Elohim”!?

O Eterno sabia _ através da Sua Onisciência, Onipresença e Onipotência _ que o inimigo de nossas almas se utilizaria de grupos que viriam ap...