domingo, 22 de maio de 2011

As Línguas do Novo Testamento – Parte II

As Línguas do Novo Testamento – Parte II
Por Sha'ul Bentsion
Baseado em estudos de diversas fontes
1 - INTRODUÇÃO
Neste artigo, continuaremos a provar que o Aramaico é de fato o idioma no qual o Brit Hadasha
(Novo Testamento) foi originalmente escrito. Futuramente, pretendo complementar este trabalho
com número ainda maior de evidências.
2 - POLISEMIA – O GRANDE `TRUNFO'
A Polisemia é um indício linguístico tão forte, mas tão forte, que somente ele já seria suficiente para
provar que o grego não é o texto original. Mas, em que consiste a polisemia? Um pequeno exemplo
simples ajudará a entender este conceito. Considere que estamos pesquisando manuscritos em
português e em inglês para verificarmos qual é o original. Considere que temos três manuscritos:
- Um manuscrito em português possui a frase "É uma gravata"
- Outro manuscrito em português, ao invés disto, diz: "É um empate"
- O manuscrito em inglês diz: "It´s a tie"
Qual deles é o manuscrito original? Posso afirmar sem medo de errar que é o manuscrito em inglês.
Por que? Porque a palavra `tie' pode ser traduzida tanto como `gravata' quanto como `empate',
dependendo do contexto. Se um dos manuscritos em português fosse o original, não haveria como
explicar a existência da variante. A única possibilidade plausível é a de que o original em inglês foi
traduzido por uma pessoa como `gravata' e por outra como `tie'. Este é o conceito da POLISEMIA:
uma palavra que gera diferentes traduções dependendo do manuscrito.
Isto posto, é importante ressaltar que exitem DEZENAS de exemplos de polisemia do aramaico para
o grego. Principalmente pelo fato das línguas semitas possuírem como característica o ter poucas
palavras com muitos significados diferentes. Em alguns casos, chegamos a ter mais de cinco
diferentes manuscritos no grego, e a palavra na Peshitta aramaica poderia ser traduzida como
qualquer uma das cinco, tornando-se portanto evidente a originalidade do aramaico. Vejamos
alguns exemplos de polisemia:
1) Em 1 Coríntios 13:3, em alguns manuscritos no grego encontramos a palavra `queimar', em outros
a palavra `vangloriar'. No Aramaico, a raiz é a mesma para ambas as palavras.
2) Em Mateus 16:16, os manuscritos gregos Bizantino e de Alexandria ambos dizem `D-us da vida',
enquanto o Codex Bezea diz `D-us da salvação'. No Aramaico, a palavra `vida' é também usada no
sentido de salvação
3) Em 1 Pedro 3:13, alguns manuscritos do grego trazem `zelosos' enquanto outros trazem
`imitadores'. A raiz no Aramaico é a mesma para ambas as palavras.
4) Em Apocalipse 2:20, alguns manuscritos do grego trazem `tolerar' enquanto outros trazem `sofrer'.
A raiz no Aramaico é a mesma para ambas as palavras.
5) Em Efésios 1:18, alguns manuscritos do grego (Alexandrinos) trazem `coração' enquanto outros
(Bizantinos) trazem `entendimento'. A razão é uma expressão idiomática do Aramaico, pois a
expressão `olhos do coração' quer dizer `entendimento'.
6) Em Lucas 11:49, a maioria dos manuscritos do grego trazem `expulsar' enquanto o Textus
Receptus traz `perseguir'. A palavra no Aramaico possui ambos significados.
3 - POESIA, QUIASMOS E TROCADILHOS NO TEXTO
Outro indício forte da origem semita do Novo Testamento são as estruturas poéticas presentes nos
textos bíblicos. Alguns trechos evidenciam nítidamente poesias e trocadilhos. Como exemplo de
poesia temos (não será explicitado aqui porque demandaria muito trabalho). Um exemplo
interessantíssimo de trocadilho é o de Atos 9:33-34. Neste texto, um homem chamado Aneas é
curado. Ora, `Aneas' vem da raiz do Aramaico `anah' que quer dizer `afligido'. Quando Pedro fala
com ele, não repete o nome, mas sim diz `Homem aflito, Yeshua HaMashiach te cura'. Este
trocadilho é completamente perdido no grego, que traduz ambas as ocasiões como sendo o nome do
homem em questão.
4 - ERROS TEOLÓGICOS NO GREGO, INEXISTENTES NO ARAMAICO:
Alguns trechos no texto grego possuem erros teológicos sérios, que resultam da tradução errada do
Aramaico. Como exemplo, podemos citar:
1) Nos evangelhos, encontramos uma menção a Simão, o Leproso (???) no texto grego (Mt. 26:6 e
Mc. 14:3). O problema é que seria impossível um leproso viver dentro de Betânia. A explicação está
no Aramaico. As palavras que indicam `leproso' e `fabricante de jarros' são semelhantes no Aramaico
(Gar'ba = leproso e Garaba = fabricante de jarros). Uma vez que o Aramaico é escrito sem vogais, as
duas palavras são escritas de forma idêntica. Repare que logo na sequência há uma mulher trazendo
um jarro. A conclusão é óbvia: Simão era fabricante de jarros, e não leproso.
2) O livro de Atos (8:27) no grego fala da história de Filipe e um eunuco. Ora, o problema é que o tal
eunuco está à caminho de Jerusalém, para adorar a D-us. Ou seja: estava indo ao Templo. Ora, um
eunuco não só não seria aceito como prosélito do Judaísmo, como jamais seria permitido entrar no
Templo. Mais uma vez, a resposta está no Aramaico: a palavra usada para `eunuco' pode também
significar `crente em D-us' (no Aramaico: M'Haimna). Ou seja, o "eunuco" em questão não era um
eunuco, mas sim uma pessoa que temia ao D-us de Israel.
5 - ERROS HISTÓRICOS DO GREGO, INEXISTENTES NO ARAMAICO:
1) Um grande erro histórico que há nos manuscritos gregos é chamar de `mar' alguns lagos de Israel,
como o de Galil (conhecido popularmente como `mar da Galiléia'). Este erro é motivo de piada entre
os ateus, que questionam uma possível falta de conhecimento de geografia da parte de D-us. No
Aramaico, a palavra `Yamah' pode ser usada tanto para mares quanto para lagos ou grandes porções
de água, tais como o lago de Galil em questão.
2) Outro grave erro histórico está na genealogia de Yeshua. A genealogia em Mateus (no grego) não
só difere da de Lucas, como diz terem havido 14 gerações após Bavel e cita apenas 13 (???). Isto é
facilmente resolvido pelos manuscritos no Aramaico, que não contém este erro. A explanação em
detalhes será feita em outro artigo, visto que é um tanto o quanto extensa.
3) O livro de Atos, capítulo 11 cita uma fome no mundo inteiro, a qual motiva os líderes da igreja a
pedir ajuda em Antioquia aos seguidores da região de Yehudah (Judá). Ora, se a fome era mundial,
isso não faz o menor sentido, pois como poderiam os de Antioquia ajudar? A resposta está no
aramaico, pois a palavra `Era' (em hebraico `Eretz') é usada nas Escrituras tanto para denotar o
mundo todo quanto para denotar a terra prometida. Portanto, a fome era em Israel e não no mundo.
6 - CONTRADIÇÕES NO GREGO, D-US NÃO CONHECE SUA PRÓPRIA PALAVRA?
Uma evidência bem grave contra os manuscritos gregos é o fato de haverem contradições entre os
mesmos e o Tanach (Primeiro Testamento): detalhes pequenos que poderiam até passar
desapercebidos aos olhos da grande maioria, mas que fazem diferença. Embora tenham havido
tentativas, ninguém é capaz de explicar de forma convincente os dois erros abaixo, que NÃO
aparecem no Aramaico:
1) Mateus 27:9 cita Zacarías 11:12-13 mas diz que o texto é de Jeremias. Que gafe! Será que D-us
não conhece a própria palavra? O Aramaico diz apenas algo do tipo `assim disse o profeta', sem citar
nomes.
2) Marcos 2:26 no grego cita a `Abiatar' como sendo o sumo sacerdote nos tempos do rei David.
Contudo, 1 Samuel 21:1 e 22:20 dizem que Aimeleque, pai de Abiatar, é que era o sumo sacerdote.
Furo de quem traduziu para o grego, pois o Aramaico não contém este problema!
7 - ERROS CAUSADOS POR TRADUÇÃO ERRADA DO ARAMAICO:
Algumas frases no Novo Testamento no grego chegam a ser cômicas, de tão estranhas. Quando
analisamos a raiz da palavra no aramaico, vemos nitidamente a razão de tal confusão. Eis alguns
exemplos:
1) Você já tentou passar um camelo por uma agulha? Pois é, acontece que nosso tradutor para o
grego fez uma grande confusão em (Mt. 19:24, Mk. 10:25 e Lc. 18:25). A palavra em questão, no
aramaico, é `Gamla'. Da forma como é escrita (sem vogais pois o Aramaico não possui vogal), pode
tanto indicar `camelo' quanto `corda'. A última opção é obviamente a melhor: `mais fácil passar uma
corda por uma agulha… '
2) Você já salgou alguma coisa com fogo? No entanto, Marcos 9:49 no grego fala em `salgar com
fogo' (???). O problema é que a palavra que é usada para `salgar' também pode ser usada para
`pulverizar (no sentido de destruir)', que obviamente faz muito mais sentido neste caso. O tradutor do
grego foi influenciado pelo texto sobre o sal da terra, que vem logo a seguir mas que nada tem de
relação com esta frase.

AS LINGUAS DO NOVO TESTAMENTO

As Línguas do Novo Testamento – Parte I
Por Dr. James Trimm
Traduzido e adaptado por Sha'ul Bentsion
OBJETIVO
Este artigo visa refutar os argumentos mais freqüentes de que o Brit Chadasha (`Novo' Testamento)
tenha sido escrito em grego. Cremos que, de acordo com os fortes indícios históricos e lingüísticos, o
mesmo tenha sido escrito em línguas semitas (Hebraico e Aramaico, o qual é um dialeto do
Hebraico), pois seus escritores eram todos judeus ou prosélitos do Judaísmo.
PRIMEIRO ERRO: "OS MANUSCRITOS ANTIGOS ESTÃO EM GREGO"
RESPOSTA:
Mesmo que isso fosse verdade, por si só, não garante que os originais eram em grego. Veja que
ninguém jamais discutiu a língua em que o livro de Ester foi escrito. E, no entanto, até pouco tempo
atrás, a cópia no hebraico mais antiga que possuíamos datava da idade média. Sendo que a cópia
mais antiga de Ester no grego data do século IV. No entanto, ninguém duvida que o original foi
escrito no hebraico.
Além disto, o manuscrito em grego mais antigo que temos data do século IV, que é A MESMA
ÉPOCA da qual data o manuscrito aramaico mais antigo. Os fragmentos anteriores a isso são como o
próprio nome já diz apenas fragmentos, e mesmo assim concordam mais com a estrutura de frase do
aramaico do que com as cópias mais recentes no grego.
SEGUNDO ERRO: O NT CITA A SEPTUAGINTA GREGA
RESPOSTA:
Na realidade, isto nada prova pois é uma tendência APENAS dos manuscritos gregos. Os
manuscritos em hebraico e aramaico tendem a concordar com o texto masorético e com o Tanach em
Aramaico da Peshitta.
TERCEIRO ERRO: O ESTUDIOSO `FULANO-DE-TAL' DEFENDE O GREGO
RESPOSTA:
Isto também nada prova, pois muitos estudiosos também defendem que o NT foi escrito em
hebraico/aramaico. Devemos basear nossas conclusões em fatos concretos e não meramente em
opiniões.
QUARTO ERRO: LUCAS ERA GREGO E CERTAMENTE ESCREVEU EM GREGO
RESPOSTA:
Na realidade, Lucas era sírio (vide Hist. Ecl. 3:4 de Eusébio), logo sua língua nativa teria sido um
dialeto do aramaico.
QUINTO ERRO: O EVANGELHO DE LUCAS E ATOS FORAM ESCRITOS PARA UM
GREGO CHAMADO `TEÓFILO'
RESPOSTA:
Na realidade, Teófilo não era grego. Teófilo foi um sumo-sacerdote judeu entre 37-41 DC, de acordo
com o historiador Flavius Josephus (Ant. 18:5:3). Alguém como Lucas, que falava um dialeto do
aramaico como língua materna, e que ainda por cima era convertido ao Judaísmo, escrevendo ao
sumo-sacerdote, certamente escreveria em aramaico.
SEXTO ERRO: O GREGO ERA LÍNGUA COMUM AOS JUDEUS DAQUELA ÉPOCA
RESPOSTA:
Novamente, isto contradiz os relatos históricos. O historiador judeu Flavius Josephus (37~100 DC)
testifica que o hebraico era a língua dos judeus do primeiro século. Além disto, ele atesta para o fato
de que em sua época e local falava-se o hebraico. Para se ter uma idéia da importância histórica de
Josephus, ele é o único a fazer um relato em primeira mão da destruição do Templo em 70 DC. De
acordo com Josephus, os romanos tiveram que fazê-lo traduzir a ordem de rendição "para a própria
língua deles" (Guerras 5:9:2). Josephus ainda por cima fez a seguinte declaração interessantíssima:
"Tem também sido doloroso para mim obter o aprendizado dos gregos, e o entendimento da língua
grega. Porém estou tão acostumado a falar minha própria língua que eu não consigo pronunciar o
grego com exatidão suficiente: pois a nossa nação não encoraja àqueles que aprendem as línguas de
muitas nações." (Ant. 20:11:2)
Portanto, Josephus deixa claro que os judeus do primeiro século não falavam nem entendiam o
grego, mas sim a "própria língua deles".
O que Josephus relatou também foi confirmado por arqueólogos. As moedas de Bar Kochba são um
exemplo. Estas moedas foram feitas pelos judeus durante a revolta de Bar Kochba (cerca de 132
DC). Todas estas moedas trazem apenas inscrições em hebraico. Outras incontávies inscrições
encontradas na área do Templo, em Massada, túmulos judaicos, etc. tem sempre revelado inscrições
em hebraico, nunca em grego.
E a mais profunda evidência de que a língua hebraica era a língua corrente em Israel no primeiro
século pode ser encontrada em documentos daquela época, que tem sido descobertos em Israel. Os
manuscritos do mar morto consistem em 40.000 fragmentos de mais de 500 pergaminhos datando de
250 AC a 70 DC. Estes pergaminhos estão praticamente todos em hebraico e aramaico. Um grande
número de pergaminhos "seculares" (não-bíblicos) também estão em hebraico. Isto inclui as cartas de
Bar Kochba, todas em hebraico, à exceção de duas cartas escritas por gregos que, curiosamente,
pedem desculpas por não estarem escrevendo em hebraico por não haver nenhum judeu nas
imediações.
Tanto os manuscritos do mar morto quanto as cartas de Bar Kochba não só são documentos em
hebraico datando do primeiro e segundo séculos, mas também possuem importantes indícios
lingüísticos de que o hebraico era falado na época. O hebraico destes documentos é um pouco
coloquial, e mostra claramente um processo evolucionário entre o hebraico bíblico para o hebraico
mishnaico. Isto sem falar no fato de que as cartas de Bar Kochba apontam para um dialeto de
hebraico da Galiléia (Bar Kochba era galileu), o que indica que o hebraico definitivamente não
estava morto.
No que diz respeito às cartas de Paulo aos judeus da diáspora, a questão é o aramaico. É fato
conhecido que o aramaico permaneceu como língua dos judeus vivendo na diáspora, e inclusive já
foram encontradas inscrições em aramaico judaico em Roma, Pompéia e até mesmo na Inglaterra.
(Referência: Proceedings of the Society of Biblical Archaeology "Note on a Bilingual Inscription in
Latin and Aramaic Recently Found at South Shields"; A. Lowy' Dec. 3, 1878; pp. 11-12; "Five
Transliterated Aramaic Inscriptions" The American Journal of Archaeology; W.R. Newbold; 1926;
Vol. 30; pp. 288ff)
SÉTIMO ERRO: PAULO ERA UM HELENIZADO E ESCREVEU NO GREGO
RESPOSTA:
Quanto às cartas paulinas, temos que examinar o pano-de-fundo de Tarso. Será que Tarso era uma
cidade que falava o grego? Será que Paulo aprendeu o grego lá?
Tarso provavelmente começou como uma cidade-estado hitita. Cerca de 850 AC, Tarso se tornou
parte do grande Império Assírio. Quando o Império Assírio foi conquistado pelo Império Babilônio
cerca de 605 DC, Tarso tornou-se parte do último. Por fim, em 540 DC o Império Babilônio,
inclusive Tarso, foi incorporado ao Império Persa. E qual era a língua destes três grandes impérios?
O aramaico!
Portanto, por volta do primeiro século, a língua de Tarso continuava a ser o aramaico. Moedas de
Tarso encontradas por arqueólogos, inscritas em aramaico, confirmam esta tese.
Isto sem falar no fato de que não sabemos nem se Paulo de fato passou alguma parte da vida em
Tarso. Comparemos as expressões `criado em...' de Atos 22:3 com Atos 7:20-23, que se refere a
Moshe. Paulo pode ter chegado em Jerusalém ainda bebezinho.
Seja como for, Paulo passou a maior parte de sua vida em Jerusalém, onde foi criado como fariseu, o
que assegura que de helenizado ele não tinha nada.
FIM DA PRIMEIRA PARTE

Ninguém vai morar no céu!Quer saber por quê?

Ninguém vai morar no céu! Quer saber por quê? Existem várias teorias sobre o lugar da recompensa dos santos e de acontecimentos vindouros. Seriam verdades estas afirmações, ou meras especulações do "cristianismo"? • 144 mil fiéis formam uma elite e vão morar no Céu; o restante, a grande multidão, fica na Terra. • Após um rapto secreto os salvos passarão sete ou três anos e meio no Céu, depois voltarão e aqui reinarão. Neste tempo reina aqui um anticristo. • A Kehilah (Igreja) será levada ao Céu e lá viverá por mil anos, regressando à Terra, depois deste período. A Terra ficará vazia por mil anos. • Os santos serão levados da Terra ao Céu no arrebatamento e lá passarão a eternidade! O Céu como promessa aos salvos sempre foi aceito pela maioria das religiões, sem questionamento. No entanto, que diriam as Escrituras? Qual profeta ou apóstolo, ao revelar o plano de ELOHIM para a humanidade, apresenta tal promessa? O Céu, segundo a Bíblia Sagrada, é o Trono de ELOHIM e sede do Seu governo. A Terra, sim, é que foi destinada para habitação dos homens: "Sede benditos do SENHOR, que fez os céus e a terra. Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens." (Sl. 115:15,16) Haja o que houver, ELOHIM vai cumprir à risca Seus planos e Sua vontade, independentemente da pregação e das promessas religiosas: "Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz". (Sl. 37:9) Adão poderia estar vivo até hoje e dominando os demais viventes, se tivesse sido fiel ao mandamento divino. Sua opção mudou tudo e determinou as condições em que vivemos atualmente. Desigualdades sociais, doenças incuráveis, guerras e destruição do meio ambiente, são frutos desta escolha. Logo veremos grandes transformações! O novo Rei mudará tudo, e aqui será o lar dos remidos, para sempre! Vinte e seis Razões porque O Reino será na Terra! 1. ELOHIM não deu o Céu aos homens: "Os céus são os céus do SENHOR, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens." (Sl. 115:16) 2. O Céu é o trono de ELOHIM: "O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?" (At. 7:49) 3. Na Terra habitarão os que esperam no Senhor: "Porque os malfeitores serão exterminados, mas os que esperam no SENHOR possuirão a terra." (Sl. 37:9)4. Os justos herdarão a Terra: "Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre." (Sl. 37:29) 5. Yeshua e o profeta Davi disseram que os mansos herdarão a Terra: "Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra." (Mt. 5:5) "Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz." (Sl. 37:11)6. Os remidos por Cristo aqui reinarão: "E para o nosso ELOHIM os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra." (Ap. 5:10) 7. Na Terra habitarão os eleitos do Senhor: "...e os meus eleitos herdarão a terra e os meus servos habitarão nela." (Is. 65:9)8. Os sinceros não serão removidos daqui: "Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela. Mas os perversos serão eliminados da terra, e os aleivosos serão dela desarraigados." (Pv. 2:21,22)9. A Terra é o limite para habitação do homem: "De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação." (At. 17:26)10. O homem é da Terra: "Para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, já não infunda terror." (Sl. 10:18)11. Ninguém poderia seguir Yeshua ao Céu: Onde estão os causadores de escândalos e os que cometem iniqüidade atualmente? Eles estão poluindo o Reino de Yeshua e por isso serão removidos da Terra! 15. O Trono de Davi, na Jerusalém terrena, será ocupado por Yeshua : "...e pôr-lhe-ás o nome de Yeshua ...e o Senhor ELOHIM lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó (Israel e Jerusalém), e o seu Reino não terá fim." (Lc. 1:31-33). "Jerusalém está edificada como uma cidade bem sólida...pois ali estão os tronos do juízo, os tronos da casa de Davi." (Sl. 122:3,5) "Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado. Sendo, pois, ele profeta e sabendo que ELOHIM lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono." (At. 2:29, 30) 16. Yeshua vai ocupar este trono quando voltar: "E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória." (Mt. 25:31) 17. Os ímpios serão tirados da Terra: "Mas os perversos serão eliminados da terra, e os aleivosos serão dela desarraigados." (Pv. 2:22) "Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. Mandará o Filho do Homem os seus anjos, e eles colherão do seu Reino tudo o que causa escândalo e os que cometem iniqüidade." (Mt. 13:40,41)18. A Terra é reino e o lugar do governo de Yeshua : "Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra." (Jr. 23:5) "E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído." (Dn. 7:14)19. O Reino é debaixo dos Céus; portanto, na Terra: "E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão." (Dn. 7:27) 20. Somos trigo ou filhos do reino e aqui ficaremos: "O campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno." (Mt. 13:38). "Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro." (Mt. 13:30). O campo é a Terra e aqui permanecerão os salvos (trigo).21. O ímpio é joio e ele é que sairá da Terra: "Ele, porém, respondendo, disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada." (Mt. 15:13) 22. Yeshua (Jesus) vem para ficar aqui: "Estavas vendo isso, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e os esmiuçou...mas a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra." "Mas, nos dias desses reis, o ELOHIM do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre." (Dn. 2:34,35,44) Nota: A Pedra volta para o Céu? Não. Antes se torna um grande monte (reino) e enche toda a Terra. É o Reino Milenar Messiânico! Este reino não passa mais aos homens, mas somente ao Pai, posteriormente (Ap. 11:15) 23. Restarão nações após o Armagedom: "Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela serão desolados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão." (Is. 24:6)24. Os salvos reinarão sobre as nações sobreviventes do Armagedom e as que se formarem durante o Milênio: "Mas o que tendes, retende-o até que eu venha. E ao que vencer e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai." (Ap. 2:25-27)25. Durante os mil anos a Terra não ficará vazia: "Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo." (Ap. 20:2,3) Satanás é preso exatamente porque têm nações aqui, no Milênio!26. As moradas de João 14, vem para a Terra: "E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de ELOHIM descia do céu...E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de ELOHIM com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo ELOHIM estará com eles e será o seu D-us." (Ap. 21:2, 3) Ninguém vai ao Céu para morar na Nova Jerusalém. Ela descerá aqui depois do Milênio e então se abrirá aos santos! CONCLUSÃO Amigo, estas razões fundamentadas nos escritos sagrados que você acaba de conhecer, demonstram CLARAMENTE que os profetas e apóstolos estavam seguros do estabelecimento do Reino de ELOHIM na Terra e desconheciam totalmente esta teoria de que os fiéis iriam morar algum tempo no Céu. Yeshua ascendeu aos Céus para tomar posse deste Reino. Hoje está assentado no trono do Pai. Voltará para se assentar no Seu próprio trono, o trono de Sua glória. "E quando o Filho do homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então se assentará no trono de Sua glória". (Mt. 25:31; Ap. 3:21) Com a vinda de Yeshua , cumprir-se-á o mistério de ELOHIM, anunciado aos Seus santos profetas (Ap. 10:7), ou seja, os reinos terrenos Lhe serão entregues, e Ele dominará toda a Terra: "E tocou o sétimo anjo a sua trombeta e houve vozes no céu que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e de Seu Cristo, e Ele reinará para todo sempre." (Ap. 11:15); "O Senhor será rei sobre toda a terra. Naquele dia um será o Senhor, e um será seu nome." (Zc. 14:9) O resto de Israel exercerá trabalho missionário entre os sobreviventes das nações e os que nascerem no Milênio. Os salvos, ou seja, os que ressuscitaram na 1ª ressurreição, serão reis e sacerdotes, governando com Cristo estas nações: "E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão." (Dn. 7:27) Esta é a pura verdade sobre o Reino de ELOHIM. Não existe um tempo de morada nos Céus! O Milênio, ou os dias do Mashiach, será na Terra e é o próximo reino mundial governado pelo Messias Yeshua e os Seus santos: "E para o nosso ELOHIM os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra." (Ap. 5:10). Neste tempo a Terra volta ao estado original do Éden.

Enoque, Moisés e Elias ... onde estão?

Enoque, Moisés e Elias ... onde estão? "E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo," (Hb 9:27) "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram." (Rom 5:12). "Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados NO Machiach. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos , mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade." (1Co 15:22,51-53) O homem a princípio foi criado para viver eternamente. Contudo, com sua opção pelo pecado, acabou por encontrar a morte. Como somos da mesma natureza de Adão, igualmente haveremos de passar pela morte. ELOHIM prometeu a vida Eterna ao homem na condição de obediência. Disse-lhe que certamente morreria se não se mantivesse em retidão. O inimigo, ao contrário, em função da desobediência a ELOHIM , também fez promessa: certamente não morrerás? O desrespeito, desprezo e afronta ao Supremo Criador fez confirmar a morte a qual todos havemos de passar. Todos os homens morrem. Moisés e Elias foram vistos com Yeshua , mas...estariam eles vivos? Seis dias depois, tomou Yeshua a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com ele. Mt 17:1-3 Aqui temos simplesmente uma visão do futuro reino de Yeshua. Observe o que disse Yeshua: “E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Yeshua: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dentro os mortos.” Mt 17:9 “ Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras. Em verdade vos digo que alguns há dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam o Filho do Homem no seu reino.” Mt 16:27,28 Neste texto, como em Apocalipse, temos muitas visões, mas seus personagens são futuros. Como exemplo, temos os participantes do reino, que ainda não ressuscitaram. Observe que este verso diz que quando Jesus vier na Sua glória, então retribuirá a cada um segundo as suas obras. Quando a Bíblia diz que não provariam a morte até que enxergaram o filho do homem vindo na glória, explica a razão de terem diante deles a visão relatado no próximo capítulo de Mateus que prefigura uma situação no futuro reino, quando haverão de ressurgir tanto Elias, quanto Moisés. Portanto, era apenas uma visão! Moisés está morto e ainda não ressuscitou “Assim, morreu ali Moisés, servo do ETERNO, na terra de Moabe, segundo a palavra do ETERNO. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura. Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; “ Enoque, herói da fé! “Pela fé, Abel ofereceu a ELOHIM mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de ELOHIM quanto às suas ofertas. Por meio dela, também Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque ELOHIM o trasladara. Pois antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a ELOHIM. Pela fé Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a ELOHIM, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé. Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia.” Hb 11:4,5,7,8 Enoque... também morreu ! “Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou Metusalém. Andou Enoque com ELOHIM; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos e teve filhos e filhas. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. Andou Enoque com ELOHIM e já não era, porque ELOHIM o tomou para si.” Gen 5:21-24 Abel, Enoque, Noé, Abrão, Sara, Isaque, Jacó, José, Moisés, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os santos profetas, “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.” Hb 11:13 Todos esperam ressurreição “ Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver ELOHIM provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós não fossem aperfeiçoados.” (Hb 11:39,40) Veja que estes nossos irmãos na fé ainda não alcançaram as promessas, mas ressuscitarão e serão aperfeiçoados juntamente conosco, na segunda vinda do Mashiach! Yeshua é o primeiro dentre os mortos ! “.. isto é, que o Machiach devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios.” (At 26:23) O que você entende quando a Bíblia diz que Yeshua é o primeiro dentre os mortos? Não houve outras ressurreições antes da Dele? Sim, mas Ele ressuscitou para a vida eterna, o que não ocorreu com os demais. E Yeshua trará o galardão “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois os que são de Machiach, na sua vinda.” ( ICor 15: 22,23) Então como dizer que Cristo fez-se primícia dentre os mortos se admitíssemos que outros já ressuscitaram para a eternidade antes de Yeshua? Impossível !! Por isso a Bíblia diz-nos que quando Ele vier dará o galardão aos seus servos, aos que o temem. “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto os pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.” ( Ap 11:18) “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” Ap 22:12 “... mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento. Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de ELOHIM, sendo filhos da ressurreição” Lucas 20:35,36 Alcançamos a vida eterna por meio do Mashiach e este acontecimento se dará na Sua vinda e não antes dela, como supõe-se para Moisés e Enoque. Analisando o gráfico acima, o leitor facilmente poderá verificar que cerca de dez anos depois de seu arrebatamento o profeta Elias envia uma carta advertindo o rei Jeorão, o que comprova que ele (Elias) ainda estava vivo e na terra, é óbvio. “Então, lhe veio um escrito da parte de Elias, o profeta, que dizia: Assim diz o SENHOR, ELOHIM de Davi, teu pai: Visto que na andaste nos caminhos de Josafá, teu pai, e nos caminhos de Asa, rei de Judá, mas andaste nos caminhos dos reis de Israel, e fizeste corromper a Judá e aos moradores de Jerusalém, segundo a corrupção da casa de Acabe, e também mataste teus irmãos, da casa de teu pai, melhores do que tu, eis que o Eterno ferirá com um grande flagelo ao teu povo, e aos teus filhos, e às tuas mulheres, e a todas as tuas fazendas. Tu também terás uma grande enfermidade por meio de um mal nas tuas entranhas, até que te saiam as tuas entranhas, por causa da enfermidade, dia após dia. Despertou, pois o Eterno contra Jeorão o espírito dos filisteus e dos arábios, que estão da banda dos etíopes. Este subiram a Judá, e deram sobre ela, e levaram toda a fazenda que se achou na casa do rei, como também a seus filhos e a suas mulheres; de modo que lhe não deixaram filho, senão a Jeoacaz, o mais moço de seus filhos. E, depois de tudo isso, o Eterno o feriu nas suas entranhas com uma enfermidade incurável. E sucedeu que, depois de muitos dias, e chegado o fim de dois anos, saíram-lhe as entradas com a doença, e morreu de más enfermidades; e o seu povo lhe não queimou aromas, como queimara a seus pais. Era da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar, e reinou em Jerusalém oito anos, e foi-se sem deixar de si saudades; e o sepultaram na Cidade de Davi, porém, não nos sepulcros dos reis.” 2Cr 21:12-20 Jeorão reinou 8 anos em Jerusalém, conforme observa-se em 2Cr 21:5 e 2Reis 8:17,18 Os reinos dos dois Jeorões terminaram juntos, conforme observa-se em 2Reis 8:25 Na época em que chegou a carta, o profeta já era Eliseu, conforme observa-se em 2Reis 2:1; 3:9-11. Para onde foi Elias? Carro de fogo ou redemoinho? Muitos afirmam que Elias foi levado ao Céu num carro de fogo. Seria isto verdade? Vejamos: “Sucedeu, pois, que, havendo o SENHOR de elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu com Eliseu de Gilgal…E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.” (2 Reis 2:1, 11). Na verdade, o papel do carro de fogo foi apenas de separar Elias de Elizeu e ele, na verdade, foi trasladado num redemoinho. O que isto implica: Ora, primeiro que a história de que um carro de fogo levou Elias não está bem contada e segundo que foi num redemoinho, que é formado por ar. Logo Elias não saiu da atmosfera terrestre, pois for a desta, não há redemoinho! Que idéia foi sugerida pelos servos de Eliseu? Que procurassem Elias nos montes ou nos vales: “E disseram-lhe: Eis que, com teus servos, há cinqüenta homens valentes; ora, deixa-os ir para buscar teu senhor; pode ser que o elevasse o Espírito do SENHOR e o lançasse em algum dos montes ou em algum dos vales. Porém ele disse: Não os envieis. Mas eles apertaram com ele, até se enfastiar; e disse-lhes: Enviai. E enviaram cinqüenta homens, que o buscaram três dias, porém não o acharam. Então, voltaram para ele, tendo ele ficado em Jericó; e disse-lhes: Eu não vos disse que não fôsseis?” (2 Rs 2:16-18).
Os filhos dos profetas sabiam que Elias seria retirado: “Então, os filhos dos profetas que estavam em Betel saíram a Eliseu e lhe disseram: Sabes que o SENHOR, hoje, tomará o teu senhor por de cima da tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. “ (2 Rs 2:3) . Nos estranha a sugestão de procurá-lo nos montes ou nos vales. Eles não viram pra onde foi Elias? Aí está uma prova de que ele não teria saído do Céu atmosférico e que poderia, sim, estar em algum outro lugar na Terra. Como já vimos, a existência da carta, prova que, não apenas ele estava na Terra, mas que estava acompanhando o desenrolar dos fatos. Para nós está claro que o tempo de seu ministério havia findado e que ele estava farto das perseguições, razão porque o Eterno passou o trabalho dele para Eliseu e ele saiu de cena por meio deste traslado. Enoque, ao que tudo indica, para não ver a morte, ou seja, para não ser morto, também foi trasladado, não para o Céu, mas para outra parte da Terra. É obvio que ele morreu como todos os demais santos e aguarda o tempo de recompensa. Não há mistérios, amados. Todos estão mortos, todos dormem, e todos, sem exceção aguardam a vinda do Mashiach e a ressurreição. Nesta festa, ninguém entra antecipadamente!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A "QUASE" VITÓRIA PROTESTANTE SOBRE ROMA

A "QUASE" VITÓRIA PROTESTANTE SOBRE ROMA
Por Frank M. Walker
Traduzido e Adaptado por Sha'ul Bentsion
INTRODUÇÃO
"E você conhecerá a verdade e a verdade te libertará." (Yochanan /João 8:38)
"Meu povo é destruído por falta de conhecimento… Porque você esqueceu a Torah do Seu Elohim,
Eu também esquecerei os seus filhos." (Hoshea / Oséias 4:6)
"… aqueles que observam os mandamentos de Elohim e têm a fé de Yeshua." (Apocalipse 14:12)
Muitas vezes na Bíblia, vemos que em determinados momentos o povo de Israel tinha tudo para
alcançar uma grande vitória. Porém, por causa de uma desobediência, acabavam sofrendo grandes derrotas.
Infelizmente, a história se repete e muitos nem se dão conta. A Reforma Protestante quase resgatou toda a
Igreja Romana das trevas, se não fosse por uma `pequena' teimosia em desobedecer ao Eterno…
O PAPEL DO SHABBAT
Parece que a grande maioria dos cristãos não percebe a grade importância que o Shabbat de YHWH
teve na história da igreja. Por exemplo, qual foi o papel do Shabbat na Reforma Protestante? Os reformadores
pagaram um preço terrível por rejeitarem o Shabbat e por rejeitarem-no como um artigo de revolta contra a
Igreja Católica. Eles claramente rejeitaram o descanso do Shabbat das Escrituras. Eles alegaram seguir
somente a palavra escrita (que hoje nos chamamos de Bíblia) e rejeitar as tradições da Igreja (o domingo é
uma tradição da Igreja Romana que não tem uma palavra sequer de autoridade divina)
Martinho Lutero não era o voraz advogado da verdade que muitos supõe. Ele é altamente aclamado
por alegar que só seguia as Escrituras. Ele disse que tinha descartado TODA a tradição. Ele e os (ditos)
reformadores foram confrontados no final do Concílio de Trento pelo Arcebispo de Reggio. O Arcebispo em
questão disse que todas as alegações de Lutero sobre descartar a tradição permaneciam falsos uma vez que
eles mantiveram o domingo. Esta rejeição do Shabbat também era uma tradição instituída pela Igreja Católica.
Esta mudança do dia de adoração não é encontrada em lugar algum nas Escrituras.
A VERDADE SOBRE O SHABBAT É APRESENTADA, MAS REJEITADA POR LUTERO
É quase que desconhecido na literatura cristã o nome de Andreas Rudoph B. Carlstadt, o grande
apóstolo do Shabbat. Ele nasceu em Carlstadt, Bavaria, em 1480 e morreu em Basel, Suíça, no dia 25 de
dezembro de 1541, com 61 anos. Carlstadt era um amigo pessoal e colega de trabalho de Martinho Lutero
mas o opunha fortemente na questão do Shabbat. Carlstadt observava o Shabbat e ensinava a sua observância.
O curioso é que o próprio Lutero afirmava que Carlstadt era mais entendido do que ele em teologia (A
História de Fifield, livro de referência dez, página 315).
A rejeição ao Shabbat no Concílio de Trento aleijou de uma só vez o avanço da Reforma. Isto será
cobrado por Elohim no Dia do Julgamento, uma vez que se não fosse isto, Roma poderia ter descartado toda a
sua tradição pagã e a Igreja Católica tal qual a conhecemos hoje não seria uma igreja apóstata.
O IDEAL DA FÉ PROTESTANTE
Neste ponto, vamos fazer referência ao eminente Dr. Dowling. No livro dois, capítulo um, de
`História do Romanismo', ele diz "A Bíblia, e somente a Bíblia, é a religião dos Protestantes." E "… não
importa a um genuíno protestante o quão cedo na história uma doutrina se originou caso não seja encontrada
na Bíblia… " Portanto se uma doutrina é proposta para aceitação dele, ele pergunta "Isto se encontra na
palavra inspirada? Foi ensinado pelo Senhor Yeshua HaMashiach ou pelos Seus Apóstolos?" Não importava a
ele se havia sido encontrada nos empoeirados escritos de um visionário do terceiro ou quarto séculos ou se
havia emergido da imaginação fértil de um visionário moderno do século dezenove. Se não fosse encontrada
nas sagradas Escrituras não era uma alegação válida a ser recebida como artigo em seu credo religioso.
Aquele que recebe uma única doutrina sequer, meramente pela autoridade da tradição, ao fazer isto deixa de
ser Protestante e cruza a linha que separa o Protestantismo do Papado e tira qualquer razão pela qual ele não
possa receber todas as doutrinas e cerimônias antigas do Romanismo.
LUTERO E CARLSTADT
Mais uma vez, o historiador italiano Gavassi diz "Uma enchente pagã fluiu dentro da igreja
carregando consigo costumes, práticas, e ídolos" (Palestras de Gavazzi, página 290)
Para citar outra autoridade, o Dr. White, Bispo de Ely "A observância do Shabbat estava sendo
reavivada na época de Lutero por Carlstadt" (Tratado do Shabbat, página 8. E do livro A Vida de Lutero, de
Sears, página 402: "Carlstadt acreditava na autoridade divina que havia no Shabbat do Antigo Testamento."
De fato Lutero disse (em seu livro `Contra os Profetas Celestiais'): "Realmente, se Carlstadt
escrevesse mais sobre o Shabbat, o domingo teria que dar lugar, e o Shabbat – isto é, o sábado – deveria ser
guardado."
Carlstadt disse: "A respeito das cerimônias da Igreja, todas aquelas que não tem base na Bíblia
devem ser rejeitadas."
Lutero já disse o contrário "Tudo aquilo que não é contra a Escritura é a favor dela."
"De jeito nenhum" disse Carlstadt. "Nós estamos sujeitos à Bíblia, e ninguém pode decidir com base
nos desejos do próprio coração" (A Vida de Lutero, de Sears, páginas 401 e 402)
"Não se pode negar que em muitos aspectos Carlstadt estava mais adiantado que Lutero, e sem
dúvida alguma a Reforma deve a ele muita coisa boa pela qual ele não recebe crédito" (A Enciclopédia de
McClintok e Strong, volume 2, página 123). As referências do próximo parágrafo foram extraídas do livro
História do Shabbat, de Andrews. Veja a terceira edição, de 1887:
"Do ensinamento Católico (Romano) de justificação por obras de penitência, etc., Lutero foi ao
extremo oposto da justificação sem obras. Esta idéia o fez negar que a Epístola de Tiago fosse inspirada, pois
Tiago disse "A fé, sem obras, é morta, estando sozinha." Esta atitude é similar à que fez com que Lutero
descartasse o verdadeiro Shabbat."
Leia o que Draper diz: "Próximo ao final da vida de Lutero, parecia que a única perspectiva para o
poder do papado era a ruína total. Porém atualmente, em 1930, de trezentos milhões de cristãos, mais da
metade jura fidelidade à Roma… Quase que por mágica a Reforma parou de avançar. Roma não só conseguiu
pôr em cheque a sua proliferação como também reobteve uma boa porção daquilo que havia perdido"
(Desenvolvimento Intelectual, volume 2, página 216)
PROTESTANTISMO PERTO DA VITÓRIA MAS DERROTADO POR ROMA, POR QUE?
Mas o que causou esta grande derrota para o Protestantismo. Se analisarmos o Concílio de Trento
(realizado no noroeste da Itália, e que durou de 1545 a 1563 DC). Podemos ver o que disse outro escritor
famoso, G.E. Fifield, DD, em seu tratado incomparável "A Origem do Domingo como uma Festa Cristã (?)"
(Publicada pela Sociedade Americana do Tratado Sabatista). Para citar o Dr. Fifield: "No Concílio de Trento,
convocado pela Igreja Romana para lidar com as questões levantadas pela Reforma, ficou primeiramente
aparente a possibilidade de que o Concílio seria a favor das doutrinas reformistas ao invés de contra às
mesmas, tão profunda foi a impressão causada até tal ponto pelos ensinamentos de Lutero e de outros
reformadores."
O representante do Papa chegou a escrever a ele dizendo que havia uma "forte tendência a deixar a
tradição de lado, e tornar as Escrituras o único padrão de apelo." A questão foi debatida diariamente, e ficou
aguardando o seu desenrolar. Finalmente, o Arcebispo de Reggio virou o Concílio contra a Reforma através
do seguinte argumento: "Os Protestantes alegam se embasarem apenas na palavra escrita; eles professam ter
como padrão de fé apenas as Escrituras. Eles justificam sua revolta com a petição de que a Igreja se tornou
apóstata da palavra escrita e segue tradições. Só que a alegação Protestante de que eles se baseiam apenas na
palavra escrita não é verdadeira."
POR QUE A ALEGAÇÃO DE LUTERO NÃO ERA VERDADEIRA?
O Arcebispo continuou: "A profissão deles de se aterem às Escrituras somente como base de fé é
falsa. A prova: A palavra escrita determina de forma explícita a observância do Shabbat. Eles não observam o
Shabbat, mas o rejeitam. Se eles realmente se ativessem somente às Escrituras como padrão, eles estariam
observando o Shabbat conforme é determinado ao longo das Escrituras. Porém eles não só rejeitam a
observância do Shabbat como determinado pela palavra escrita, mas também adotaram, e praticam, a
observância do domingo, para o qual eles têm apenas a tradição da Igreja (Católica)."
O Arcebispo disse ainda: "Consequentemente, a alegação de que as Escrituras sozinhas são o padrão
é falha e a doutrina de que `As Escrituras e a tradição são essenciais' é estabelecida de forma plena, sendo os
juízes disto os próprios Protestantes." Veja As Procedências do Concílio de Trento, confissão de Augsburg e o
artigo na Enciclopédia Britannica `Trento, Concílio de'. Com este argumento do Arcebisto de Reggio, o lado
que defendia ter somente as Escrituras se rendeu, e o Concílio de uma só vez e de forma UNÂNIME
condenou o Protestantismo e a Reforma inteira. E prossegui emitindo decretos visando deter o seu progresso.
OS RESULTADOS DA REFORMA
E quais foram os resultados da Reforma? Vamos ouvir o que Myers tem a dizer: "O resultado da
revolta, a grosso modo, foi a separação da Igreja Católica Romana das nações do Norte, isto é, da parte norte
da Alemanha, parte da Suíça e da Holanda, e da Dinamarca, Noruega, Suécia, Inglaterra e Escócia. As nações
latinas, Itália, Franca e Espanha, além da Irlanda céltica, permaneceram aderidas à velha Igrejas." Os
resultados espirituais da revolta de acordo com o mesmo autor: "De um ponto de vista espiritual ou religioso,
metade da Cristandade Ocidental foi perdida pela Igreja Católica"
Disto vemos que a Igreja Romana, atacada pelos Reformadores, quase sofreu sua derrota total. Mas
se recuperou! Os reformadores haviam dado um golpe mortal no Papado. Infelizmente, os próprios
reformadores cicatrizaram esta ferida ao ignorarem a Palavra do Eterno e se aterem ao domingo, o Dia de
Roma, e a outra tradições papais. Eles rejeitaram o Shabbat das Escrituras
--Compilado de um tratado de Raymond Clark, DD
Conclusão: "Saia dela, meu povo… " – Apocalipse 18:4-8
Neste últimos dias, o Eterno tem dado o solene aviso de nos livrarmos das tradições que grande parte
dos primeiros líderes protestantes carregaram da Igreja Católica Romana. A tentativa de mudar o mandamento
do Shabbat (Êxodo 20:8-11) é apenas parte da lista. A tradição é adorar em vão. Vide Marcos 7:6-13. A
obediência é crucial em nosso relacionamento com o Eterno.

O “MISTÉRIO” DA INIQUIDADE

O “MISTÉRIO” DA INIQUIDADE
Vítor Quinta
Março 2010
“Porque já o mistério da injustiça opera”
“For the mystery of iniquity doth already work”
2. Tessalonicenses 2:7a
Optámos por transcrever esta breve passagem da carta de Paulo dirigida à
comunidade de crentes em Tessalónica em duas línguas. O propósito é demonstrar, de
forma clara, que quando Paulo nos fala em injustiça está a apontar-nos o conceito de
iniquidade. O mesmo é dizer:
• pecado, como nos diz em 1.João 5:17 – “Toda a iniquidade é pecado”. Ora,
como sabemos também, iniquidade significa transgressão da Lei de YHWH, a
Torá dada a Israel através do Seu servo Moisés.
• sem Lei (anomia, no grego); sem Torá (oposição à Lei de YHWH); por outras
palavras, “o mistério da iniquidade” traduz todo o esforço de Satanás e seus
servidores para torcerem ou tentarem anular a eterna Lei do Altíssimo, o que
será mais visível nos últimos dias, nos dias do anti-Cristo do tempo do fim, o
tempo da apostasia completa de muitos.
O oposto de injustiça/iniquidade/pecado, é justiça/obediência. A melhor ilustração que
podemos encontrar sobre o efeito que a prática da justiça opera nos fiéis, através da
obediência a toda a vontade de Deus contida nos Seus preceitos eternos, está
reflectida nas palavras que foram pronunciadas em relação ao modo de vida dos pais
de João, o Batista, e que se encontram em Lucas 1:5-6 – “Existiu, no tempo de
2
Herodes, rei da Judeia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e
cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel [prima de Maria, mãe
de Yeshua]. E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em
todos os mandamentos e preceitos do Senhor”. Na realidade, só pode ser
considerado justo aos olhos do Altíssimo aquele(s) que vivem em obediência à Sua Lei
eterna, i.e. aquele(s) que pratica(m) a justiça de Deus.
Ora, também sabemos que o mistério da iniquidade (ou da injustiça) começou a operar
muito cedo, desde os tempos de Nimrod e Babel. Depois, com maior ênfase, a partir da
morte dos apóstolos de Yeshua, quando muitos dos chamados “pais da igreja”, que
não foram mais do que religiosos eivados das filosofias gregas, começaram a distorcer
a verdade e a afastar-se da raiz dos ensinamentos hebraicos…que rejeitaram. Por
desejo de hegemonia, vaidade e domínio sobre o povo de Deus, passaram a rejeitar
todo o ensinamento que tivesse alguma coisa a ver com os ensinamentos hebraicos.
Esta tendência apareceu cedo, mas acentuou-se a partir do século IV, desde
Constantino, quando a igreja se “casou” com o poder terreno e o bispo de Roma
chamou a si o domínio sobre as restantes congregações e bispados. Tal teve maior
expressão nas conclusões do Concílio de Nicéia, no ano 325 d.C.
Nos nossos dias, a grande maioria dos que professam o cristianismo cresceram sem
qualquer entendimento e estudo do conteúdo das Escrituras e do que verdadeiramente
significa “a Lei de YHWH”, aquela que O Altíssimo entregou a Israel através de Moisés
no Monte do Sinai. E, a menos que se arrependam da sua condição de ignorância e
voltem para a “instrução/ensino” de YHWH – a Sua Torá, abandonando todo o
conhecimento herdado da filosofia greco-romana e passando a abraçar os conceitos
hebraicos (as “veredas antigas” – Jeremias 6:16; 18:15), não entrarão no Reino de
Deus.
Poderão argumentar alguns (como de resto o fazem): “a Lei é para os judeus”. Não é
verdade, pois a Lei é universal (para todos os povos) e já era guardada pelos fiéis
antes de existir a descendência de Abraão (Génesis 26:5). Ela é uma peça central da
fé daqueles que foram enxertados na boa oliveira que é Israel, como nos é ensinado
em Romanos 11. Responde Paulo em Romanos 9:4-5 – “Que são israelitas, dos
quais é a adopção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as
promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual
é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém”. Todos os que fomos enxertados
na “boa oliveira”, que é a Israel de Deus, cuja raiz é Cristo, passámos a ser filhos de
Israel e, herdeiros conforme a promessa dada a Abraão, como nos é ensinado em
Gálatas 3:27-29 – “Porque todos quantos fostes baptizados em Cristo já vos
revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não
há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de
Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”.
Desde os tempos antigos Deus lamentou a falta de entendimento e de obediência do
Seu povo à Sua Lei, aos Seus ensinamentos e conselhos: Salmo 81:13 – “Oh! se o
meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos!” O Senhor
YHWH esclarece a razão porque sobrevieram castigos tão grandes sobre Israel ao
3
longo do tempo: Jeremias 16:10-11 – “E será que, quando anunciares a este povo
todas estas palavras, e eles te disserem: Por que pronuncia YHWH sobre nós
todo este grande mal? E qual é a nossa iniquidade, e qual é o nosso pecado, que
cometemos contra YHWH nosso Deus? Então lhes dirás: Porquanto vossos pais
me deixaram, diz YHWH, e se foram após outros deuses, e os serviram, e se
inclinaram diante deles, e a mim me deixaram, e a minha lei não a guardaram”.
Ora Deus não muda: Ele É O mesmo ontem, hoje e eternamente. Do mesmo modo a
Sua Lei não foi abrogada (anulada), como O próprio Yeshua confirmou.
“Errais, não conhecendo as Escrituras” disse Yeshua aos responsáveis do Seu
tempo que não souberam ver Nele O Cristo há muito anunciado e não souberam
reconhecer o tempo da sua visitação (por YHWH). Assim estão muitos responsáveis
religiosos dos nossos dias que, ao rejeitarem a Sua Lei eterna (ou parte dela) estão a
rejeitar também O Autor dessa mesma Lei. Estão a rejeitar a Lei que deveria reger as
suas vidas para que fossem abençoados, como Israel o era quando andava em
obediência ao seu Deus.
Vivemos num mundo curioso, mas virado de pernas para o ar em todos os campos da
vida em sociedade. Onde deveria haver respeito aos preceitos de Deus e obediência
baseada no amor a Deus e ao próximo, há completa falta de ambos. E isto é obra de
Satanás e da fraqueza humana que se deixou inquinar pelos artifícios desviantes de
Satanás. O homem tem toda a culpa neste processo de abandono da verdade. Ser-lheá
exigido o pagamento de uma factura para a qual não tem recursos, pois recusou o
único meio de saldar essa dívida: o sangue gracioso do Senhor Yeshua.
No campo religioso, que é primordialmente aquele que nos interessa analisar nesta
tribuna de liberdade e de verdade bíblica, fala-se muitas vezes em falsos profetas,
naqueles que, falando em nome do Cristo Yeshua, se desviam dos Seus ensinamentos
e desviam outros da verdade que Esse mesmo Cristo veio ensinar há 2.000 anos atrás.
E, o que é curioso, é que nenhum desses falsos profetas que abundam no chamado
“cristianismo” dos nossos dias, ou no meio evangélico em geral, se vê a si próprio
como um falso profeta, apesar de negar a Cristo quando nega a Sua Lei eterna. São
prevaricadores contumazes e condutores cegos. E nem têm consciência da sua
condição. Por isso Pedro lhes diz que eles são como “Estes são fontes sem água,
nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas
eternamente se reserva” – 2.Pedro 2:17.
E porquê? Porque falam em nome de um “cristo” que não é Aquele que nos é revelado
nas Escrituras e nos escritos apostólicos, e que em tudo foi obediente aos preceitos de
Seu Pai: O verdadeiro Filho do Altíssimo, Senhor Yeshua.
Isto não deve constituir surpresa, pois Yeshua disse-nos antecipadamente em Mateus
24:11 – “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos”. A estes,
chamou-lhes “condutores cegos”.
4
Muitos continuam hoje a usar os escritos de Paulo (um fiel obreiro do Senhor que, pela
fé e pela graça que sobre ele foram derramadas do Alto, andou em estrita obediência à
Lei de YHWH, à Sua Torá), para os distorcer, negando a perenidade da Lei do Senhor,
e a sua validade para os fiéis de todos os tempos. Segundo 2.Pedro 3:16 – “Falando
disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de
entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras
Escrituras, para sua própria perdição”. O apóstolo Pedro não poderia ser mais claro
acerca dos métodos que estes usariam…para sua própria destruição e daqueles que
acreditam nos seus ensinamentos.
Muitos dizem:
• Cristo “cumpriu” a Lei por nós (já não é preciso guardar a Lei), ou
• “A Lei e os profetas “duraram” até João”, como se encontra em Mateus 11:13;
Lucas 16:16. A palavra “duraram” foi acrescentada pelo tradutor, distorcendo
assim a Palavra de Deus. O que esta passagem nos quer transmitir é que “até
João existiram a Lei e os profetas” para anunciarem a vinda do Reino de Deus,
dando a sua visão profética do que estava para vir. Porém, em aditamento a
estes testemunhos antigos, veio João, o Batista, e depois Yeshua e os Seus
apóstolos, para anunciarem a proximidade do Reino ou, até, que o Reino de
Deus estava entre nós: ver verso 31; João 5:46; Romanos 3:21, como também
nos é dito em Mateus 3:1-2 por João e depois por Yeshua em Mateus 4:17;
Marcos 1:15, tendo como resultado que todos fazem força para entrar no Reino
dos céus: Mateus 11:12. Se na realidade a Lei e os profetas tivessem vigorado
só até João, o Batista, onde caberiam então os ensinamentos de Yeshua e dos
Seus apóstolos que são, todos eles, posteriores a João, o Batista? Como se vê
é fácil desmontar este erro. E as profecias que ainda não foram cumpridas,
como, por exemplo, as dos últimos dias de Daniel? Também estas ficariam
anuladas? De maneira nenhuma, como diria Paulo.
• Etc., etc.
A contrapor a este tipo de argumentos errados, Paulo responde-lhes desta forma
categórica em Romanos 3:31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira
nenhuma, antes estabelecemos a lei”. Permanecendo na carta aos Romanos
reparemos, com atenção, no que Paulo nos diz em Romanos 2:13 – “Porque os que
ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser
justificados”. Estas palavras corroboram o que lemos em Lucas 1:5-6.
“Aquele que tem os meus mandamentos (e, como sabemos, Yeshua veio magnificar
a Lei do Pai, cumprindo-a exemplarmente na Sua vida terrena) e os guarda esse é o
que me ama”, diz-nos Yeshua em Mateus 14:21.
Não nos esqueçamos de um ponto capital nesta matéria: o “mistério da iniquidade” terá
como consequência a morte, pois “o salário do pecado é a morte”. Se este “mistério”
da iniquidade já operava no tempo de Paulo, que diremos então hoje?
5
Outra questão que deve ser equacionada, pois liga-se a todo este tema da iniquidade
mas em oposição a esta, é a questão da “graça de Deus”. A “graça de Deus” com a
qual os responsáveis religiosos dos nossos dias enchem a boca nas suas pregações
inflamadas, ao mesmo tempo que negam a validade da Lei/Torá de YHWH (ou parte
dela, como já se disse), ditará a morte daqueles que os seguem, pois seguem os seus
discursos vãos (vazios de conteúdo de verdade – muitos ficam só pela rama), negando
a eficácia da graça de Deus que é a obediência à Lei/Torá de YHWH e ao Seu Cristo.
De resto, conhecemos que a “graça de Deus” é a Torá viva, isto é, ela é,
simultaneamente, Yeshua e a Torá, Tito 2:11 – “Porque a graça de Deus
[Yeshua/Torá] se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”.
Paulo também nos revela em Romanos 6:1-2 – “Que diremos pois?
Permaneceremos no pecado [na iniquidade, na desobediência, na rebeldia para
com a Lei/Torá de YHWH], para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que
estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”, existir uma total
oposição entre graça e pecado/iniquidade/desobediência/rebeldia. A “graça de Deus” é
bem visível desde Génesis, na vida de todos aqueles que, ao longo de todos os
tempos, andaram em obediência perante os preceitos do Altíssimo. Tomemos o
exemplo de Noé, que “achou graça” aos olhos de YHWH.
De resto, vale a pena perguntar: pode a graça de Deus ser derramada sobre aqueles
que andam em desobediência à vontade do Altíssimo contida na Sua Lei? A resposta é
óbvia: Não!
Por isso Yeshua dirá aos rebeldes no dia do Seu juízo: Mateus 7:21-24 – “Nem todo o
que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a
vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor,
Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos
demónios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi
abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a
iniquidade. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica,
assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”.
Todos eles conhecem bem estas palavras de condenação, mas nenhum se revê nesta
situação. Recusam-se a “ouvir” e “praticar” os conselhos de Deus.
Como nos ensina o aposto Tiago em Tiago 1:22, 25 – “E sede cumpridores da
palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos…Aquele,
porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade [a Lei eterna de YHWH
dada por Moisés], e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas
fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito”. Dúvidas? Só se for na
mente daqueles que torcem as palavras de Paulo e as Escrituras para sua própria
perdição. Esta “lei perfeita da liberdade” é aquela com a qual todo o ser humano será
julgado pelo Justo Juiz.
Estes seres humanos estão destinados à destruição, pois preferiram a mentira à
verdade. Os que praticam a iniquidade (transgressores da Lei de YHWH) serão
6
destruídos para sempre: Salmos 92:7; 101:8; Provérbios 10:29; 21:15. Desvanecem-se
em seus discursos vãos. Isaías 30:9 lembra-nos: “Porque este é um povo rebelde,
filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei de YHWH”. Eis o busílis da
questão. Como também Paulo escreveu em 1.Timóteo 1:8-10 – “Sabemos, porém,
que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; sabendo isto, que a lei não é
feita para o justo [porque esse já vive por ela], mas para os injustos e
obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os
parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas,
para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o
que for contrário à sã doutrina [para que o injusto se arrependa, ou seja
condenado por ela, caso não haja arrependimento]. A estes mentirosos está
reservado o fogo da destruição da segunda morte como nos é dito em Apocalipse 21:8.
Aqueles que dizem que O conhecem e não guardam os Seus mandamentos são
mentirosos: 1.João 2:3-7 – “E nisto sabemos que o conhecemos [a Yeshua]: se
guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda
os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que
guarda a sua palavra [a Sua Lei eterna], o amor de Deus está nele
verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que
diz que está nele, também deve andar como ele andou. Irmãos, não vos escrevo
mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes.
Este mandamento antigo é a palavra [a Lei/Torá] que desde o princípio ouvistes”.
Notemos assim que todos os que ensinam que a Lei (ou parte dela) não é para
cumprir, tal como Deus a instituiu para que nos vá bem, é mentiroso! E, o destino de
todos os mentirosos é a destruição – a segunda morte.
Olhemos agora para o comportamento de YHWH quando vier o tempo da aflição
destes falsos mestres: Provérbios 1:24-31 – “Entretanto, porque eu [O EU SOU,
YHWH] clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse
atenção, antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha
repreensão, também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei,
em vindo o vosso temor. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa
perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia. Então clamarão
a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me
acharão. Porquanto odiaram o conhecimento [a Minha Lei]; e não preferiram o
temor de YHWH: Não aceitaram o meu conselho [a Minha Lei]; e desprezaram
toda a minha repreensão. Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-seão
dos seus próprios conselhos”. Este mesmo livro de Provérbios que fala também,
com exaltação, da grandeza da sabedoria de YHWH – a Sua Lei, a Sua Torá eterna.
A repreensão/correcção do Senhor manifesta-se de Génesis a Apocalipse. Só os
obstinados e de dura cerviz (condutores cegos) não entendem. YHWH, através dos
Seus profetas mandou “selar a Lei entre os Seus discípulos” e disse-lhes mais, que “se
eles não falassem segundo esta Palavra – a Lei e o testemunho, é porque não havia
luz/verdade neles; nunca veriam a Alva”, ”Isaías 8:16, 20.
7
Lembremos ainda as palavras de David no Salmo 19:7-11 – “A lei de YHWH é
perfeita, e refrigera a alma; o testemunho de YHWH é fiel, e dá sabedoria aos
símplices. Os preceitos de YHWH são rectos e alegram o coração; o
mandamento de YHWH é puro, e ilumina os olhos. O temor de YHWH é limpo, e
permanece eternamente; os juízos de YHWH são verdadeiros e justos
juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e
mais doces do que o mel e o licor dos favos. Também por eles é admoestado o
teu servo; e em os guardar há grande recompensa”. Estas palavras são eternas,
pois foram inspiradas pelo Espírito de YHWH.
Mas, será que a fraqueza da Igreja não provém disto mesmo? Da nossa falta de
aplicação nas coisas de Deus? Da nossa falta de entrega? Selámos um compromisso
individual no baptismo, mas depois pensámos que já tínhamos feito tudo. Errado. A
nossa vida cristã de entrega começou naquele momento. Senão, corremos o risco de
voltar a cair. Se Deus não tomar conta de nós (pela nossa entrega), então o diabo
cuidará de nós (devido à nossa negligência para com Deus).
Exemplo: Deus estabeleceu as Suas festas anuais, aos tempos por Ele determinados e
por estatuto perpétuo (Levítico 23). Que fazem muitos? Assobiam para o lado, como se
a Palavra da Justiça não fosse para os tempos actuais ou como se os estatutos de
Deus não tivessem importância para as suas vidas e para a sua salvação! Tornam-se
negligentes – são maus servos! Mesmo alguns que já hoje aceitam celebrar as Festas
Santas de YHWH e vêem nelas o Plano de Deus para a humanidade, chegam ao
ponto de marcar as datas das celebrações através de um calendário judaico errado.
Errado porque não respeita as determinações de YHWH, e os Seus sinais como o
aparecimento da Lua Nova em conjunto com o anúncio da maturação da cevada em
Israel, quando esta se encontra no estado de Abib (maturação). Erram na marcação
das Solenidades de YHWH devido à sua teimosia, teimosia essa que lhes pode sair
muito cara, pois demonstram que continuam “agarrados” às tradições e preceitos dos
homens. O diabo cegou-lhes o entendimento! Não têm conhecimento da Palavra de
YHWH, como nos aponta em Oséias 4:6 – “O meu povo foi destruído, porque lhe
faltou o conhecimento [da Lei de YHWH; porque se desviaram dos Seus
preceitos]; porque tu rejeitaste o conhecimento [a minha Lei/Torá], também eu te
rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste
da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”. Deus repreende e
castiga aqueles a quem ama. O pior é se o homem na sua auto-suficiência não quer
ouvir a Palavra de Deus e acaba por rejeitar a Sua repreensão.
Os que rejeitam a repreensão ficam entregues aos seus próprios conselhos. Se não se
deixam guiar pelo Espírito Santo de YHWH, então Deus os abandona aos seus
próprios caminhos; então o diabo tomará conta deles. Mesmo muito antes de Yeshua
nos ter dito para circuncidarmos o nosso coração, já O mesmo Senhor nos dizia em
Deuteronómio 10:16 – “Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração [mente;
centro do seu raciocínio e decisões], e não mais endureçais a vossa cerviz”. Eis
o grande problema do homem.
8
Todos teremos que comparecer perante o tribunal de Cristo, e todos havemos de ser
julgados pela Lei perfeita da liberdade, precisamente aquela que temos por dever
guardar nos nossos corações e por ela viver. E o julgamento de Deus começa pela
Sua própria casa. Leiam e inspirem-se nos 176 versículos do Salmo 119! O homem
viverá de TODA a palavra que sai da boca de Deus!
Não poderíamos encerrar este estudo sem relembrar as palavras de Yeshua que se
encontram em Mateus 5:17-19 – “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas:
não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e
a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja
cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que
seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus;
aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos
céus”. Se O Senhor Yeshua faz estas afirmações tão claras, como pode o homem
ignorá-las? Ao fazê-lo, está a ditar a sua própria condenação.
Esta Lei eterna estando já hoje gravada no coração dos fiéis (como virá a estar no
coração de todos os que viverem no Milénio de Cristo – Jeremias 31:31-33; Hebreus
8:10; 10:16) é, conjuntamente com o Sábado santo (o 7º dia), o sinal que identifica o
povo do Altíssimo desde o princípio dos tempos até que tudo se cumpra.
Hoje vemos o resultado dos esforços de Satanás em confundir o homem, levando-o a
que se desvie da santa e justa Lei de YHWH. Nem a própria Palavra parece convencer
alguns (muitos) que a Lei está totalmente em vigor e que Yeshua não a veio abrogar –
nem mesmo as palavras de Yeshua os convence. Pior para eles.
O tempo em que o “mistério da iniquidade” se manifestará de forma mais forte e
notória, é precisamente nos dias actuais e nos vindouros, quando muitos abandonam a
fé e a sã doutrina dos profetas, de Yeshua e dos apóstolos de Yeshua. Ou que torcem
as palavras destes servos do Altíssimo para sua própria perdição. Em breve se
manifestará o anti-Cristo do tempo do fim, aquele que é apelidado na Bíblia como
“homem do pecado”. Esses serão dias de apostasia total. Paulatinamente, os
mandamentos de YHWH têm vindo a ser erradicados das congregações e dos
corações dos crentes. A sua fé esfria a olhos vistos. O reinado do anti-Cristo (o homem
que é contra a Lei de YHWH), pautar-se-á por um recrudescimento da apostasia. Este
será um reinado breve mas fatal para muitos.
Como se disse antes, a animosidade contra a Torá dada por Deus, tem sido manifesta
sobretudo nestes últimos 2.000 anos. Esta animosidade (o “mistério da iniquidade”)
culminará em novas perseguições dos fiéis que viverem nos tempos do fim, tal como
sucedeu com as perseguições que ocorreram ao longo destes dois milénios e que
levou à tortura e à morte muitos milhões de fiéis. Muitos não reputaram a sua vida por
valiosa porque viviam pela fé nas promessas de Yeshua e da Palavra de YHWH numa
pátria celestial vindoura, vivendo assim pela obediência.
Vejamos o que o apóstolo Paulo nos ensina em Romanos 8:10 – “E, se Cristo está
em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado [da desobediência
9
à Lei], mas o espírito vive por causa da justiça [na fé de Yeshua e na vivência da
Lei de YHWH]”, de forma a que cheguemos assim, à estatura de varão perfeito, à
imagem de Yeshua, pelo que ambicionamos vir a estar entre a grande multidão dos
salvos, aqueles que adquiram “a paciência dos santos; aqui estão os que guardam
os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”.
“Nunca vos conheci!”, Dirá Yeshua, O Justo Juiz, aos que se deixarem
enredar nas malhas do “mistério da iniquidade” promovido por Satanás.
Arrependamo-nos, pois!
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-

Você Realmente Sabe

Por Sha’ul Bentsion Ben Avraham
Parte I
Yeshua, o Judeu
I.1 - INTRODUÇÃO
Se alguém te perguntar quem é Paul McCartney você saberia responder?
Creio que a grande maioria saberia dizer que era um dos integrante dos Beatles. Outros lembrariam
que ele mora na Inglaterra, outros ainda que ele foi casado com Linda McCartney. A grande maioria das
pessoas pouco sabe sobre os detalhes da vida dele. Mas, se você perguntasse isto a um membro de um fãclube
dos Beatles? Você provavelmente esperaria que eles conhecessem muitas coisas a respeito do Paul
McCartney.
Agora, se alguém te perguntasse o que você sabe sobre quem foi Yeshua? Como ele viveu? A que
grupos sociais ele pertencia? Entre outras… Infelizmente, a realidade é que muitos dos que se dizem
seguidores dele mal o conhecem! E você, realmente sabe quem foi Yeshua? Esta série de artigos tem por
objetivo justamente isto: contar um pouco mais sobre Yeshua e a vida que ele levava.
I.2 – PODEMOS CUSTOMIZAR O MESSIAS?
Uma das grandes mentiras que a "Nova Era" propaga entre os povos é a idéia de que o Eterno pode
ser do jeito que você desejar que Ele seja. É como um verdadeiro supermercado espiritual onde as pessoas
escolhem aquilo no que crer. Infelizmente, muitos dos ditos seguidores de Yeshua fazem o mesmo com ele,
às vezes até mesmo sem perceber. O Yeshua que é apresentado nos Evangelhos não é uma pessoa mística
que se enquadra a qualquer gosto. Yeshua nasceu, cresceu, viveu e pregou entre judeus. Fez discípulos
judeus, que o descreveram nos livros do B'rit Chadashah (Novo Testamento) dentro de uma ótica judaica. Se
o removemos de Seu contexto judaico, jamais o entenderemos de fato.
O movimento iniciado por Yeshua cresceu tanto que hoje é encontrado em cada tribo e nação do
planeta. Tal fé rompeu todas as barreiras culturais e sociais. Em Yeshua, a mensagem do Eterno é para todos,
a salvação é para todos, e não há divisões étnicas ou barreiras raciais. Contudo, o centro da fé bíblica é
Yeshua, e Yeshua é um judeu.
I.3 – O NASCIMENTO DE UM JUDEU CHAMADO YESHUA
Ele nasceu de uma mãe judia, e pertenceu a uma típica família judaica. Como todo filho homem
judeu, fez o seu B'rit Milá, ou seja, foi circuncidado ao oitavo dia. De acordo com a tradição judaica, recebeu
o seu nome no dia em que foi circuncidado, como os judeus o fazem até hoje. Ele recebeu o nome de Yeshua.
O nome foi dado porque Yeshua significa "salvação". Yeshua recebeu a missão de salvar o Seu povo de
todos os seus pecados. Pergunta: Yeshua falhou em tal missão? Espero que ninguém responda que sim! Se
Yeshua não falhou, porque ainda há pessoas que insistem em dizer que os judeus não serão salvos? O povo
de Yeshua descende de Avraham (Abraão), Itschak (Isaque) e Ya'akov (Jacó). O povo de Yeshua é o povo
judeu.
I.4 – A VIDA COMUNITÁRIA DE YESHUA
Yeshua foi criado como judeu numa comunidade que seria equivalente ao que é hoje uma
comunidade judaico-ortodoxa. Você conhece uma comunidade judaico-ortodoxa? Não? Sem ao menos
sabermos como é, jamais entenderemos a Yeshua plenamente.
Natseret (Nazaré), cidade onde Ele cresceu, foi fundada pelos descendentes do Rei David, e ficava
na Galiléia, uma região totalmente judaica. Você conhece a história da Galiléia, berço de nosso Salvador?
Pois é, pouco se conta nas igrejas que a Galiléia era um dos maiores centros de estudos judaicos de Israel
naquela época. Yeshua não simplesmente "nasceu sabendo" tudo o que ele sabia. Lembre-se de que Ele se
desfez de Sua glória para se tornar humano. Não foi por acaso que o Pai o colocou naquele local. Yeshua
aprendeu de perto com alguns dos maiores rabinos daquela época. Você sabia que muitos de seus
ensinamentos são citações de tais rabinos? Pois é, caro leitor, como você pode ver, sem conhecermos o
trabalho de tal rabino, como compreender a educação que teve nosso Messias? Yeshua foi educado como um
parush (fariseu).
Certamente que tal educação influenciou suas disputas teológicas com algumas escolas farisaicas. Ao
contrário do que muitos crêem, Yeshua não era contra TODOS os fariseus, mas tinha disputas sérias com os
p'rushim (fariseus) da escola de Shamai, que eram extremamente legalistas.
Sua vida na comunidade judaica foi absolutamente normal. Conforme o costume judaico, ele
observava todas as festas bíblicas, e buscava ao Pai no Shabat, o dia que o Eterno desde a fundação do
mundo estabeleceu como Seu dia.
I.5 – A ALIMENTAÇÃO DE YESHUA
Yeshua tinha uma saudável alimentação kasher, segundo a Torá em Vayicra (Levítico) 11. Isto
significa que carnes como a de porco, coelho, répteis, camarão, etc., além de boa parte da gordura animal, não
faziam parte da sua dieta. Durante o Pessach (a "páscoa" judaica), Yeshua como todo bom judeu comia
apenas pães sem fermento. Yeshua também jejuava no Yom Kippur, o conhecido Dia da Expiação, quando o
Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) oferecia sacrifício pela expiação do pecado do povo.
I.6 – COMO YESHUA SE VESTIA?
Yeshua se vestia como judeu. Isto significa que não misturava lã com linho, conforme determinação
da Torá. Yeshua certamente usava talit, o sagrado manto de oração que contém os tsitsit, que são as franjas
que a Torá determina que usemos para nos lembrarmos de que devemos viver segundo os preceitos do
Eterno. Os tsitsiyot de Yeshua possuiam um fio azul, que simboliza o caminho de safira descrito em Shemot
(Êxodo) 24:10, ou seja o caminho do Eterno. Foi justamente nos tsitsit de Yeshua que a mulher que tinha
fluxo de sangue tocou e foi curada. Não foi um simples ato de tocar em Yeshua. Tocar nos tsitsit significava
que ela reconhecia nEle a autoridade de Messias.
Como todo judeu de seu tempo, Yeshua também certamente usava kippá. O kippá é uma cobertura
para a cabeça que representa nosso reconhecimento de que a Shechiná (Glória) do Eterno está sobre nós. É
uma vestimenta que deriva das vestes sacerdotais na Torá.
Yeshua também usava t'filim, popularmente conhecidos como filactérios. Os t'filim têm como
objetivo simbolizar que as leis do Eterno estão presentes em nossa mente (por isso é atado entre os olhos) e
em nossos atos (na mão). A Torá do Eterno nos guarda para que não pequemos em nossa mente nem em
nossos atos.
I.7 – YESHUA E A SINAGOGA
No Shabat, pela manhã, Yeshua ia à sinagoga. Ao contrário de muitos hoje em dia que fazem tudo
por um microfone, Yeshua sabia que antes de poder falar e questionar, era necessário aprender.
Provavelmente, como era de costume, aos cinco anos Yeshua começou a aprender a o hebraico (sua língua
nativa era o aramaico) e a estudar a Torá do Eterno. Por volta dos 13 anos, Yeshua provavelmente fez o seu
Bar Mitsvá, uma cerimônia que marca a passagem da criança para a vida adulta. Como todo judeu, aos 13
anos Yeshua tinha que saber de cor toda a Torá.
Fica a pergunta: nós que nos dizemos seguidores dele, quanto das Escrituras sabem nossos filhos aos
13 anos? Será que nós sabemos hoje tanto quanto um menino judeu sabia no tempo de Yeshua? Como
teremos uma fé sólida sem conhecermos as escrituras.
No Shabat, Yeshua não só aprendia a Torá como recitava bênçãos. Estas bênçãos não são como nas
igrejas pós-modernas. Não visavam prosperidade, mas sim darmos o devido reconhecimento ao Eterno da
soberania dEle sobre nossas vidas. Ao declararmos Sua majestade, fortalecemos nossa fé. Ao fortalecermos
nossa fé, nossa vida espiritual melhora. Com a vida espiritual melhor, somos mais felizes, mais preparados e
nos sentimos mais próximos ao Eterno. O menino Yeshua sabia disto ao ler o Sidur (livro de bênçãos) a cada
Shabat. Após sua maioridade, Yeshua também passou a participar da leitura do Tanach. É tradição judaica
até hoje ler-se muito os textos sagrados no Shabat. Foi desta forma que Yeshua pôde ler o rolo de Yesha'yahu
(Isaías) e declarar que Ele era o seu cumprimento. Yeshua sempre argumentava a partir das Escrituras,
expondo-as perante o questionador (uma técnica rabínica).
Ao final do Shabat, Yeshua participava do Kidush, que é o animado partir do pão onde damos
graças ao Eterno pelas provisões semanais. Os discípulos de Yeshua mantiveram esta prática após os
serviços, tanto que é mencionado o partir do pão diversas vezes no livro de Atos.
I.8 – YESHUA SE TORNA UM RABINO
Yeshua tornou-se um respeitado rabino. Para alguém se tornar um rabino, é necessário (até hoje)
muito estudo. Este foi certamente um dos motivos (ou talvez "o" motivo) de Seu ministério só ter se iniciado
por volta dos 30 anos. Ele ensinava a partir do Tanach (Tanach significa: Torá, Nevi'im / Profetas, e Ketuvim
/ Escritos). Ao contrário do que aparece nos filmes, a grande maioria dos discípulos de um rabino eram
meninos, bastante jovens. Com Yeshua não era diferente. Vemos até mesmo pela idade em que morreram
que os discípulos de Yeshua tinham entre 13 e 20 anos, no máximo. Eram meninos inexperientes.
Ao contrário da nossa cultura, onde vamos à escola por 4-5 horas e voltamos para casa, um discípulo
no judaísmo vivia com o seu rabino. Com os discípulos de Yeshua não era diferente. Eles não desviavam os
olhos de Yeshua um minuto sequer. Será que somos assim?
I.9 – YESHUA: ETERNAMENTE JUDEU
Infelizmente, ao longo dos séculos, a figura de Yeshua transformou-se no "Jesus anti-semita" que
encontramos primeiro na igreja de Roma, mas que depois foi herdada por muitas outras igrejas. A teologia
anti-judaica e a premissa de que não é importante vivermos conforme as leis do Eterno nada tinha de
semelhante com a pregação do rabino Yeshua, um grande judeu que viveu o pleno cumprimento da Torá.
Yeshua é um judeu, viveu como judeu, morreu como judeu, e de acordo com Ezequiel, continuará a
ser o Sumo Sacerdote segundo a ordem de Malki Tsedek, oficiando no Templo (judaico) de Yerushalayim
(Jerusalém).
Tão precioso sangue de Yeshua, derramado por nossos pecados no madeiro, era sangue judeu. E a
placa acima de seu madeiro dizia: "Yeshua de Natseret, Rei dos Judeus"
Parte II
Com Quem Yeshua Estudou
II.1 – ONDE ESTUDOU YESHUA?
Segundo a tradição judaica, o Messias deveria ensinar ao povo a correta interpretação da Palavra do
Eterno. E foi isto que Yeshua fez. Para isto, antes de começar o seu ministério, Yeshua foi um aluno bastante
aplicado.
Yeshua demonstrou grande familiaridade tanto com a linha dos essênios (com a qual teve contato
através de seu primo Yochanan Bar Zachariá, popularmente conhecido como "João Batista") quanto com a
linha rabínica da escola de Hillel.
Mas seu conhecimento não se limitava às tais linhas. Yeshua, antes de mais nada, conhecia
profundamente as Escrituras e a sabedoria judaica.
II.2 - PARALELOS ENTRE YESHUA E A ESCOLA DE HILLEL
Os ensinamentos de Yeshua se assemelharam muito com a linha da escola de Hillel (embora
houvesse alguns itens de discordância, como questão do divórcio por exemplo). Hillel, que viveu pouco
tempo antes de Yeshua, foi um dos maiores judeus de toda a história, um grande rabino.
Veja o impressionante paralelo entre os ensinamentos de Yeshua e Escola de Hillel:
1) A Escola de Hillel disse: "se alguém busca te fazer o mal, farás bem em orar por ele" (Testamento
de Yossef XVIII.2)
Yeshua disse: "Eu vos digo ainda: Amai aos inimigos de vocês, e orai pelos que vos perseguem;" -
Matitiyahu (Mateus) 5:44
2) Em Menahot 4, no Talmud, encontramos o Rabino Shamai querendo fazer tsitsit mais largos do
que os seguidores da Escola de Hillel (Menahot 4)
Yeshua disse: "Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens; pois alargam as
tiras dos seus tefilin, e aumentam os tsitsiyot dos seus mantos;" – Matitiyahu (Mateus) 23:5
3) A Escola de Hillel disse: "Se o mundo inteiro estivesse reunido para destruir o yud, que é menor
letra da Torá, eles não seriam bem sucedidos" (Canticles Rabá 5.11; Leviticus Rabá 19). "Nenhuma letra da
Torá jamais será abolida" (Exodus Rabá 6.1).
Yeshua disse: "17 Não penseis que vim abolir a Torá ou os profetas; não vim abolir, mas cumprir.
18 Amen, e eu vos digo pois que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torá um só
Yud ou um só traço, até que tudo seja cumprido." – Matitiyahu (Mateus) 5:17-18
4) A Escola de Hillel disse: "Aquele que é misericordioso para com os outros receberá misericórida
do Céu" (Talmud - Shabat 151b; - compare com);
Yeshua disse: "Benditos os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia." - Matitiyahu
(Mateus) 5:7 )
5) A Escola de Hillel disse: "Eles falam 'Remova o cisco do seu olho?' Ele retrucará, 'Remova trave
do seu próprio olho" (Talmud - Baba Bathra 15b).
Yeshua disse: "E por que vês o cisco no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu
olho?" – Matitiyahu (Mateus 7:3)
6) A Escola de Hillel disse: "É lícito violar um Shabat para que muitos outros possam ser
observados; as leis foram dadas para que o homem vivesse por elas, não para que o homem morresse por
elas." Todas as seguintes coisas eram lícitas no Shabat, segundo a escola de Hillel (os p'rushim que debatiam
com Yeshua certamente eram da escola de Shamai): salvar vidas, aliviar dores agudas, curar picadas de
cobra, e cozinhar para os doentes (Shabat 18.3; Tosefta Shabat 15.14; Yoma 84b; Tosefta Yoma 84.15)
Yeshua disse:"Então lhes perguntou: É lícito no Shabat fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida ou
matar? Eles, porém, se calaram." – Marcus 3:4
7) "o Shabat foi feito para o homem, e não o homem para o Shabat," também aparece em material
rabínico (Mekilta 103b, Yoma 85b). Além disto, os Rabinos da escola de Hillel frequentemente citavam
Hoshea (Oséias) 6:6 para argumentar que ajudar os outros era mais importante do que observar ritos e
costumes (Suká 49b, Deuteronomy Raba em 16:18, etc.),
Yeshua disse:"E prosseguiu: O Shabat foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do
Shabat." – Marcus 2:27
8) A respeito dos exageros nos rituais de purificação, um rabino da escola de Hillel, Yohanan ben
Zakai, contemporâneo de Yeshua, disse: "Na vida não são os mortos que te fazem impuros; nem é a água,
disse: "Na vida não são os mortos que te fazem impuros; nem é a água, mas a ordenança do Rei dos Reis, que
purifica." - compare com o relato de Marcus 7
9) Os rabinos da escola de Hillel também eram partidários da tese de que é pela graça do Eterno que
somos salvos, e não por mérito de obras: "Talvez Tu tenhas grande prazer em nossas boas obras? Mérito e
boas obras não temos; aja para conosco em graça." (Tehillim Rabá, on 119,123)
10) A Escola de Hillel também teve disputas com Saduceus a respeito da questão da ressurreição dos
mortos. Veja o que o rabino Gamaliel, neto de Hillel e contemporâneo de Yeshua, disse, referindo os
Saduceus a Devarim (Deuteronômio) 11:21 ou Shemot (Êxodo) 6:4, ". a terra que YHWH jurou dar aos seus
pais”,o argumento é lógico e convincente: “os mortos não podem receber, mas eles viverão novamente para
receber a terra” (Talmud – Sanhedrin 90b)
Yeshua disse: “Mas que os mortos hão de ressurgir, o próprio Moshe o mostrou na passagem a
respeito da sarça, quando chama a YHWH: Elohim de Avraham, e Elohim de Yits’chak e Elohim de
Ya’akov. Ora, ele não é Elohim de mortos, mas de vivos; porque araEle todos vivem.” Lc 20:37-38
11) O rabino Yochanan ben Zakai também conta parábola semelhante à de Yeshua, a respeito de
convidados de um rei para o banquete Messiânico, ao comentar Yesha'yahu (Isaías) 65:13 e Eclesiastes 9:8
(vide Talmud – Shabat 153a).
12) O próprio Hillel disse: "Sejam discípulos de Aaron, amando a paz e perseguindo a paz, amando
as pessoas e as trazendo para perto da Torá" (m.Avot 1:12)
Yeshua disse: "9 Benditos os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Elohim."
Matitiyahu (Mateus) 5:9
"Uma nova mitsvá vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que
também vós vos ameis uns aos outros." Yochanan (João) 13:34
13) A "Regra de Ouro" de Hillel: "...e [Hillel] disse a ele "Não faça aos outros o que não deseja que
façam a você: esta é toda a Torá, enquanto o resto é comentário disto; vai e aprende isto." (b.Shab. 31a)
Esta regra, que era a base de todo talmid (discípulo) da escola de Hillel, é citada explicitamente por
Yeshua em: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque
esta é a Torá e os profetas." – Matitiyahu (Mateus) 7:12
II.3 - PARALELOS ENTRE YESHUA E OS ESSÊNIOS
Yeshua também demonstrou grande familiaridade com a teologia dos essênios, a qual muito
provavelmente aprendeu com Yochanan, seu primo (o qual pouca gente ousaria discordar do fato de que
pertenceu ao segmento dos essênios)
1)Os essênios promoviam a unidade (Yachad) em amor. (Philo; A Hipotética 11:2)
Yeshua disse: "para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também
eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste." – Yochanan (João) 17:21
2) Os essênios estabeleciam um conselho de 12 para direcionar a comunidade (1Q58:1). Compare
isto com a autoridade dada a Yeshua para os 12 talmidim (discípulos), a fim de que eles pudessem gerenciar o
povo.
3) Os essênios eram frontalmente contra juramentos (Documento de Damasco - Geniza A; Col. 15;
Linhas 1-3) – compare com Matitiyahu (Mateus) 5:33-37
4) Sobre as viagens dos essênios para pregarem a Palavra do Eterno, veja o que diz o historiador
Flavius Josefus: "...e se alguém do segmento deles vem de outros lugares, o que eles têm permanece aberto a
eles, como se fossem um deles... como se fossem conhecidos deles de muito tempo. Por esta razão eles não
levam nada consigo quando viajam a lugares remotos, apesar de ainda levarem suas armas, por medo de
ladrões.Da mesma forma, existe em cada cidade onde eles vivem, alguém com a atribuição particular de
cuidar dos estranhos, e prover roupas e outras necessidades para eles." (Josephus; Guerras 2:8:4) – compare
com Matitiyahu (Mateus) 10:9-11 e Lucas 22:38
5) A questão do divórcio:
"... eles são pegos em duas armadilhas: fornicação, por pegarem duas esposas ao longo de suas vidas
apesar do princípio da criação ser: "macho e fêmea Ele os criou." (Documento de Damasco - Col. 4 - linha 20
a Col. 5 - linha 1)
Yeshua disse: "Respondeu-lhe Yeshua: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio
homem e mulher, e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os
dois uma só carne? Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Elohim ajuntou, não o
separe o homem." – Matitiyahu (Mateus) 19:4-6
6) A Halacha sobre a questão de "Korban" (uma oferta) ser usada como desculpa para violar a Torá
(vide Matitiyahu / Mateus 15:1-8) – é encontrada de forma similar entre os essênios (Documento de Damasco
16:13)
7) No capítulo 4 de Yochanan (João) encontramos a alegoria da "Água Viva" saindo do poço de
Ya'akov (Jacó) e trazendo a salvação e a vida eterna. No Manual de Disciplina dos essênios, a lição da "água
viva" é encontrada e retirada simbolicamente do poço de Bamidbar (N meros) 21:8, identificado pelo
pergaminho como sendo a Torá. Podemos concluir que Yochanan (João) 4 é uma Midrash (interpretação
alegórica), baseada num conceito existente entre os essênios naquela época, para concluir que Yeshua é a
Torah Viva, nossa fonte de vida eterna (Compare Yochanan / João 4:10 e Documento de Damasco VI, 4-5;
VII, 9 - VII, 21).
8) O uso do Seder de Pessach (a ceia da "Páscoa Judaica") como sendo um banquete messiânico,
também era um conceito essênio (Josephus - Guerras 2:8:5; Manual de Disciplina 6:3-6 e 1QSa. 2, 17-21)
9) O conceito de serem 'Bnei Or' (Filhos da Luz - compare Lucas 16:8 e Yochanan / João 12:36 com
Manual de Disciplina 1,9: 2,24; 1QM)
10) Yeshua conhecia bem o Messias esperado pelos essênios. Veja a explicação que ele deu a
Yochanan Bar Zachariá (João Batista) em Lucas 7:22: "Então lhes respondeu: Ide, e contai a Yochanan o que
tens visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os
mortos são ressuscitados, e aos pobres são anunciadas as Boas Novas."
Agora compare com o critério do Messias esperado pelos essênios:
"[os céus] e a terra ouvirão ao Seu Messias, e ninguém se afastará dos mandamentos dos santos.
Vocês que buscam ao S-NHOR, fortaleçam-se no serviço dEle! Todos vocês esperançosos em (seu) coração,
vocês não encontrarão o S-NHOR nisto? Porque o S-NHOR considerará os hassidim (pios) e chamará os
justos pelo nome. Sobre os pobres o Seu espírito pairará e renovará os fiéis com o Seu poder. E Ele glorificará
os hassidim (pios) no trono do Reino Eterno. Ele que libera os cativos, restaura a visão dos cegos, endireita os
[tortos]... E o S-nhor fará coisas gloriosas que nunca houveram... Pois Ele curará os feridos, e reviverá os
mortos e trará as Boas Novas aos pobres..." (4Q521)
11) O conceito da "luz da vida" (Yochanan / João. 8:12 & Man. Disc. 3, 7)
II.4 - PARALELOS ENTRE YESHUA E OUTROS RABINOS
Vemos ainda alguns paralelos entre Yeshua e outros rabinos. Como a literatura rabínica é muito
extensa, é provável que encontremos ainda muitos outros, mas a idéia deste artigo é apenas a de demonstrar
como Yeshua foi muito bem instruído na sabedoria judaica:
1) Normalmente, Yeshua discordava fortemente dos p'rushim (fariseus) da escola de Shamai, os
quais eram extremamente legalistas em sua observância da Torá. Vemos apenas UMA situação em que
Yeshua concorda com a escola de Shamai, que é a questão do divórcio (repudiar a esposa) exposta em
Matitiyahu (Mateus) 5:31-32, semelhante à posição da escola de Shamai em m.Gittin 9:10).
2) Algumas expressões tais como "se teu olho direito de ofende, arranca-o" e "se a tua mão direita te
ofende, corta-a for a" (Mt. 5:29-30) são encontradas em discursos rabínicos semelhantes (vide Nidá 13b)
II.5 - CONCLUSÃO
"E crescia Yeshua em sabedoria, em estatura e em graça diante de Elohim e dos homens." – Lucas
2:52
As Escrituras deixam bem claro que Yeshua recebeu instrução. Porém, o espectro de conhecimento
apresentado pelo rabino Yeshua, tanto das Escrituras, quanto das técnicas de interpretação da mesma, da
tradição oral, e dos ensinamentos dos sábios e rabinos ao longo da história dos judeus, é simplesmente
inimaginável!
Tamanho conhecimento e habilidade jamais foram vistos em toda a história de Israel, e só poderiam
vir do Filho de Elohim!
Parte III
Yeshua, O Rabino
III.1 - INTRODUÇÃO
Para entender completamente o que Yeshua fazia, e também seus ensinamentos, é necessário
entendermos o que era ser rabino no primeiro século, como ensinavam, etc.
III.2 - O QUE FAZ UM RABINO?
Quando conhecemos alguém, uma das primeiras perguntas que fazemos é "Qual a sua profissão?"
Dependendo da profissão, pedimos também à pessoa para explicar um pouco do que ela faz. Ao conhecermos
mais sobre a profissão de uma pessoa, passamos a conhecer mais sobre a própria pessoa, pois ela passa grande
parte da vida dela naquela atividade. Por exemplo, se descobrimos que a pessoa que acabamos de conhecer é
um médico, esta informação nos diz bastante a respeito da educação da pessoa, do seu círculo social, do seu
status financeiro e até mesmo da sua rotina diária.
E se você tivesse a oportunidade de voltar no tempo e encontrar com o Yeshua dos Evangelhos, e
perguntasse: "O que você faz?" O que Ele te diria? Que tipo de educação um Salvador precisa ter? Qual era o
status social da profissão de Filho de YHWH? Quanto um Messias ganhava por mês? Qual era a rotina de um
Libertador? Pois é, estas perguntas não fazem sentido, não é mesmo? Porque o fato é que conhecemos muito a
respeito das definições teológicas de Yeshua (i.e. Salvador, Filho de YHWH, Messias, etc.), mas
normalmente as pessoas conhecem pouco sobre a vocação de Yeshua.
A vocação de Yeshua era ser rabino. Ele era um rabino de Galil (Galiléia), com muitos admiradores
e seguidores. Só estes fatos já nos dizem muita coisa sobre quem o rabino Yeshua realmente é.
Naqueles dias, o termo "rabino" ainda não tinha o significado de hoje. Hoje em dia, "rabino" é um
termo usado automaticamente para quem se forma em uma Yeshiva (instituição rabínica). O termo "rabino"
era um termo respeitoso para um grande professor. É neste contexto que devemos procurar entender o rabino
Yeshua.
Felizmente, a literatura judaica preservou para nós uma grande riqueza em termos de tradições,
ensinamentos, parábolas e histórias de grandes rabinos do Judaísmo da mesma era que Yeshua (isto é, da Era
do Segundo Templo). Ao compararmos as palavras, as vidas e as aventuras de outros rabinos
contemporâneos de Yeshua, conseguimos aprender bastante sobre o que significava ser um rabino no
Primeiro Século.
III.3 - QUAL ERA O SALÁRIO DE YESHUA?
Um rabino do Primeiro Século não era um clérigo ou ministro ordenado. Aliás, apesar de muitas
vezes serem vistos desta forma (devido principalmente à cultura ocidental), até hoje os rabinos não são
exatamente ministros. Os rabinos do Primeiro Século não recebiam salário de uma sinagoga ou denominação.
Ao invés disto, eles tipicamente praticavam alguma atividade comercial para sustentar o seu ministério de
ensino, ou viviam de doações. Por exemplo, Raban Gamliel aconselhava os seus alunos a combinar a prática
da instrução da Torá com uma atividade mundana (Avot 2:2). Seu aluno mais famoso,
o rabino Sha'ul HaBinyamin, mais popularmente conhecido como o apóstolo Paulo, escolheu
ser um fabricante de tendas ao invés de aceitar doações de seus talmidim (discípulos).
Outros professores, como Yeshua, ensinavam e faziam talmidim (discípulos) em tempo integral. Tais
professores dependiam de doações da comunidade e de seus alunos. (Lucas 8:3 menciona algumas mulheres
que apoiavam o ministério de Yeshua. Yochanan / João 12:6 lembra que havia uma sacola de doações levada
por Yeshua e seus talmidim / discípulos.) Quando um rabino decidia se dedicar em tempo integral ao
ministério, isto normalmente significava ter que levar um estilo de
vida bastante humilde. Por isto ele disse que as raposas tinham tocas e os pássaros tinham ninhos,
mas o Filho do Homem não tinha um lugar para recostar a cabeça.
III.4 - ONDE MORAVA E TRABALHAVA YESHUA?
Pelo Talmud, fica bem evidente que na maioria das vezes um rabino do Primeiro Século ensinava de
uma sinagoga local. As sinagogas eram normalmente chamadas de Beit Midrash (Casa de Estudo). Os alunos
que desejavam aprender daqueles rabinos frequentemente viajavam grandes distâncias e, se fossem aceitos
como talmidim (discípulos), eles dedicavam as suas vidas não só a estudar, mas também a viver com o seu
rabino. Por outro lado, muitos dos sábios do Judaísmo do Primeiro Século eram itinerantes, viajando de
cidade em cidade, de sinagoga em sinagoga, ensinando a Torá e fazendo talmidim (discípulos). O ministério
de Yeshua certamente era itinerante, embora ele também utilizasse Kfar Nachum (Cafarnaum) como sua base.
Tanto que nos Evangelhos vemos Kfar Nachum (Cafarnaum) sendo chamada de "Sua própria cidade."
(Matitiyahu / Mateus 9:1). Em Kfar Nachum (Cafarnaum), muito provavelmente ele se hospedava em um
quarto na casa de Kefá (Pedro). Contudo, ele certamente rejitou a oferta de se tornar um rabino residente de
Kfar Nachum (vide Lucas 4:43).
A maior parte do ministério de Yeshua consistiu das viagens dentre Yerushalayim (Jerusalém) e
Galil (Galiléia). Mas por que? Porque como todo judeu observante da Torá em Israel, ele tinha que ir a
Yerushalayim (Jerusalém) e ao Templo para cada uma das três festas de peregrinação: Pessach, Shavuot
(Pentecostes) e Sukot (Tabernáculos). O Talmud relata que os sábios aproveitavam as grandes multidões de
peregrinos para ensinar um grande número de pessoas nas alas do Templo durante os festivais. Até mesmo
aqueles rabinos que normalmente ficavam em uma só localidade faziam isto, por entenderem que era uma
grande oportunidade de ensinar às massas. É por isto que vemos nos Evangelhos Yeshua frequentemente
ensinando nas alas do Templo, sempre durante as Moedim (Festas Bíblicas).
III.5 - QUAL EXATAMENTE ERA A FUNÇÃO DE UM RABINO?
A função de um rabino no início do Judaísmo era a de transmitir os ensinamentos (ou seja, a Torá)
para a próxima geração. O livro de Pirkei Avot ("A Ética dos Pais") começa com estas palavras "Moshe
(Moisés) recebeu a Torá do Sinai e a transmitiu a seu talmid (discípulo) Yehoshua (Josué) e aos anciãos; os
anciãos aos profetas, e os profetas os homens da grande assembléia (geração de Ezra / Esdras)." (Avot 1:1)
O padrão de professor-discípulo para transmissão da Torá e do conhecimento do Eterno foi
estabelecido desde de o início da história, e temos como primeiro exemplo mais concreto a Moshe e
Yehoshua (Moisés e Josué). Aos professores de cada geração era confiada a tarefa de fazer talmidim
(discípulos) e formar futuros professores para a próxima geração. Geração após geração, de professor a
aluno, os ensinamentos da Torá eram transmitidos. Um rabino do Judaísmo do Primeiro Século era dedicado
exatamente a esta função (como é considerado função de um rabino até hoje): ensinar a Torá do Eterno. O
propósito de sua vida era explicar a Torá em termos práticos e comunicar o conhecimento do Eterno para a
geração seguinte.
III.6 - OS TRÊS CRITÉRIOS PARA UM RABINO
O Pirkei Avot continua "Os Homens da Grande Assembléia disseram três coisas `Seja deliberado
em seu julgamento, forme muitos talmidim (discípulos), e faça uma cerca para a Torá." Esta era a função de
um rabino do Primeiro Século.
I – Ser deliberado no julgamento: A função de um rabino era ser cuidadoso ao tomar uma decisão
legal ou ao interpretar as Escrituras. Ele tinha que cuidadosamente examinar todas as evidências. Quando lhe
era perguntado algo sobre as Escrituras, ou quando tinha que tomar uma decisão como ancião ou juiz em uma
corte, ou até mesmo ao tomar decisões sobre a observância da Torá (halacha), um rabino tinha que ser
cuidadoso e deliberado. Um rabino levava as Escrituras a sério, e as estudava cuidadosamente para ser
deliberado em seu julgamento.
II – Formar muitos talmidim (discípulos): A função de um rabino era a de formar muitos talmidim
(discípulos). Ele tinha que passar as instruções a muitos alunos. Se ele não o fizesse, não haveria
continuidade de geração em geração. Sem talmidim (discípulos), o estudo da Torá e o conhecimento do
bem desapareceriam em uma passagem de geração, e a próxima geração cairia em apostasia. A função de
um rabino era a de formar talmidim (discípulos) que por sua vez se tornariam professores e formariam
outros discípulos, para que a Torá não se perdesse.
III – Fazer uma Cerca para a Torá: A tarefa de um rabino era a de proteger a Torá, ou seja,
proteger os mandamentos para que o povo não caísse em pecado. Por exemplo, para que uma pessoa não
cometesse adultério, os sábios fizeram uma cerca, dizendo que um homem não deveria ficar sozinho com
uma mulher que não fosse sua esposa, para que não caísse na tentação do adultério. Alguns dizem que
Yeshua condenou o princípio da cerca, mas na realidade o que Yeshua condenou foi o excessivo
legalismo, e o peso que havia nos exageros sobre as leis de cerca. Como em tudo na vida, o ser humano
tem a tendência a cometer exageros, e as leis de cerca, que eram um conceito válido e muito interessante,
tornaram-se um peso muito grande.
Em seu ministério, Yeshua foi um rabino completo, cumprindo os três critérios acima. Ele foi
deliberado em sue julgamento, tomando decisões brilhantes a respeito da interpretação da Torá. Ele formou
muitos talmidim (discípulos), mais do que qualquer outro rabino jamais o fez. Além dos Doze Apóstolos, ele
tinha centenas de alunos devotos, e milhares de pessoas que ouviam aos seus ensinamentos. Ele fez cercas
para a Torá, por exemplo quando disse que alguém que sequer olha para uma mulher com desejo já cometeu
com ela adultério no coração. Ou quando disse para não fazermos juramentos, mas que o nosso sim seja sim e
o não seja não. Nestes dois exemplos, ele fez cercas para os mandamentos de adultério, e para alguns
mandamentos relacionados ao falar (i.e. não levantar falso testemunho, leis a respeito de juramentos, não
tomar o nome do Eterno em vão, etc.). Vemos então que Yeshua era um rabino completo.
III.7 - ENTENDENDO AS PALAVRAS DO RABINO YESHUA
Quando começamos a estudar os ensinamentos e metodologias de ensino dos primeiros rabinos,
fazemos uma descoberta fantástica. Logo percebemos que muitas das palavras e ensinamentos de Yeshua
refletem os ensinamentos de outros rabinos anteriores ou contemporâneos a ele. A metodologia,
hermenêutica, argumentação, pressuposições teológicas, e até mesmo os assuntos abordados nos
ensinamentos de Yeshua são fundamentalmente rabínicos. Até mesmo a sua forma de ensinar utilizando
parábolas era um método de ensino comum no Primeiro Século. Muitas de suas parábolas são derivadas de
parábolas de outros rabinos anteriores a ele, que Yeshua aproveitou e/ou reformulou para transmitir Sua
mensagem. Em poucas palavras, como rabino, ele utilizou as ferramentas de um rabino para transmitir
Suas idéias. Ele utilizou tanto técnicas rabínicas quanto materiais rabínicos, tal qual já demonstramos
brevemente no segundo artigo desta série.
A literatura judaica nos permite comparar Suas palavras com as palavras dos rabinos que vieram
antes dEle, ou mesmo dos rabinos contemporâneos a Ele. Assim, conseguimos compreender melhor
algumas expressões idiomáticas obscuras e elementos do estilo judaico que Yeshua empregou, ao fazermos
tais comparações. Através da literatura judaica, conseguimos entender melhor os pontos de conflito entre
Yeshua e o sistema do Judaísmo que existia no Primeiro Século. E o melhor de tudo é que,
consequentemente, conseguimos entender melhor a Yeshua e à Sua mensagem, dentro do seu contexto
original.
III.8 - CONCLUSÃO
Yeshua é um rabino. Seus ensinamentos são fundamentalmente rabínicos. Para entendermos melhor
quem Ele foi e o que Ele ensinou, é necessário explorarmos o material e as metodologias rabínicas de Sua
época.
Parte IV
Um Rabino Muito Especial
IV.1 - INTRODUÇÃO
As três primeiras partes deste estudo mostravam como Yeshua se encaixa na descrição normal de um
rabino do Primeiro Século Yeshua foi o único rabino com autoridade para questionar até mesmo as tradições
rabínicas anteriores. O próprio Judaísmo rabínico reconhece que o Messias tem autoridade para mudar a
Halacha (as decisões sobre como observar corretamente a Torá), e ensinar a observar propriamente a Lei do
Eterno. Yeshua não mudou a Torá, pois o Eterno não muda, mas questionou muitas tradições rabínicas
(embora tenha concordado com outras). Yeshua disse "Vocês têm ouvido… mas Eu lhes digo." Quando dizia
esta frase, Yeshua mostrava Sua autoridade absoluta. Por isto lemos "Ao concluir Yeshua este discurso, as
multidões se maravilhavam da sua doutrina; porque as ensinava como tendo semichá, e não como os seus
professores da Torá." (Matitiyahu / Mateus 7:28-29)
IV.4 – OS MILAGRES DO NOSSO RABINO
O ministério de ensinamento do rabino Yeshua foi complementado e validado pelas manifestações
dos milagres do Reino dos Céus que o acompanhavam. Os doentes foram curados, os que eram oprimidos
por demônios foram libertos, os famintos foram alimentados, os cegos voltaram a ver, os aleijados andaram,
os surdos ouviram, e os mortos voltaram à vida. Milagres desta magnitude eram muito raros dentre outros
rabinos. Mas no ministério do rabino Yeshua, os milagres eram a regra, e não a exceção.
IV.5 – UM RABINO SE TORNA MALDIÇÃO
Os rabinos do Primeiro Século conheciam muito bem a Torá. Sabiam que a Torá, como Palavra do
Eterno, é Ets Chayim, mas também pode trazer morte. Por que? Porque o conhecimento do bem não vem sem
o conhecimento do mal, e eles sabiam quais eram as consequências de não viverem segundo a Torá. Sabiam
de todas as terríveis maldições que viriam como consequência disto. Certamente encontraríamos no Primeiro
Século, e até mesmo hoje em dia, muitos rabinos que dariam sua vida para salvar a alguém.
No entanto, nenhum rabino que se preze aceitaria tomar sobre si todas as horríveis maldições que a
Torá descreve como sendo conseqüência da transgressão. Certamente que não aceitariam nem mesmo a
metade. Yeshua, como rabino, conhecia bem a Torá. Sabia de todas as horríveis maldições, tanto físicas
quanto espirituais, que estaria para sofrer, em nosso lugar. E em Seu grande amor, Yeshua decidiu nos salvar.
O maior rabino de todos os tempos também demonstrou o maior amor de todos os tempos, ao tomar sobre si
algo que todos os outros rabinos julgavam e ainda julgam impensável.
IV.6 – O RABINO QUE VOLTOU DOS MORTOS
Yeshua também foi o único rabino a ressurgir de dentre os mortos. Nenhum outro rabino na história
jamais fez, e jamais fará tal coisa. Se você ainda tem dúvidas sobre isto, imagine a seguinte situação: após a
sua morte, os seus talmidim (discípulos) estavam dispersos e completamente desnorteados. Eram pobres, sem
as doações que eram feitas ao ministério de Yeshua, não tinham como se sustentar. Estavam desapontados,
pois esperavam ver o seu rabino coroado como rei em Yerushalayim (Jerusalém), e no entanto seu rabino foi
preso, torturado, morto e nada fez para impedir. A grande maioria das multidões que o seguiam agora também
estavam desapontadas, se sentindo desiludidas pois também esperavam que Yeshua os libertasse de Roma.
Sem dinheiro, sem as multidões, sem rumo, sem o seu pastor, confusos, desiludidos, amedrontados,
dispersos, perseguidos por Roma e por muitos moradores da região de Yehudá: este era o quadro dos
talmidim (discípulos) de Yeshua. E no entanto, algo acontecesse. Eles passam de adolescentes amedrontados
a intrépidos proclamadores do Reino dos
Céus, ao ponto de levarem adiante a mensagem de Yeshua até os confins da Terra, dispostos a darem
suas vidas por esta mensagem. O que mudou? Justamente o fato de que Yeshua ressurgiu dos mortos, e
apareceu para eles. Sem isto seria impossível imaginar que os talmidim (discípulos) seriam capazes de
levarem sozinhos uma mentira adiante.
IV.7 – SEGUINDO O RABINO YESHUA
Uma coisa é saber que Yeshua foi um rabino e até chamá-lo de rabino Yeshua. Outra coisa bem
diferente fazer dEle o seu rabino. Tal como no Primeiro Século, até os dias de hoje existe uma grande
diferença entre aqueles que são curados ou salvos por Yeshua, e aqueles que decidem serem seus talmidim
(discípulos). Para realmente aprendermos de Yeshua como os primeiros talmidim (discípulos) faziam, temos
que entender como Ele vivia, e procurar viver da mesma forma, e seguí-lo. Pois o chamado de Yeshua é para
que nós o sigamos. Se desejamos conhecê-Lo como Ele realmente é, devemos experimentá-Lo não apenas
como Salvador, mas também como Mestre e S-nhor, e devemos dedicar nossas vidas ao discipulado dEle.
Assim como ocorria no contexto do Primeiro Século, devemos entender que ser discípulo de Yeshua
é estar aprendendo constantemente dEle. É um processo de uma vida inteira. O mesmo chamado de Yeshua
está disponível até hoje.

O que é Iniquidade - Anomia? O fardo dos fariseus era a “Lei de Elohim”!?

O Eterno sabia _ através da Sua Onisciência, Onipresença e Onipotência _ que o inimigo de nossas almas se utilizaria de grupos que viriam ap...