O peixe simboliza o signo de Peixes e também o legendário Rei da Babilônia, Nimrod, que era descrito como um peixe. A pomba simboliza a parceira dele, a Rainha Semiramis, e isto é mais simbolismo reverso. Enquanto a pomba significa paz para a maioria das pessoas, simboliza morte e destruição para a Irmandade. Essas reversões permitem que eles usem seus símbolos em público de uma maneira que ninguém entenda. O Sinn Fein, o braço político do IRA na Irlanda do Norte, tem uma pomba como seu símbolo por esta razão.
A Pomba
Os romanos adoravam uma deidade que eles chamavam de Vênus Columba, Vênus a Pomba. Vênus e pomba são associados com a Rainha Semiramis na Babilônia. A palavra pomba em francês ainda hoje é Colombe. Columba também é uma deusa "Aphrodite" que simboliza o negativo, morte e destruição, aspectos da energia feminina.
A Cruz Maltesa
A cruz alargada ou Maltesa foi achada em cavernas nas antigas terras Fenícias da Cappadocia, agora Turquia, datando pelo menos muitos milhares de anos antes da ocupação Fenícia e se tornou a cruz dos Cavaleiros Hospitaller de St John de Jerusalém (Cavaleiros de Malta), dos Cavaleiros Templários, e dos Nazistas.
Eu sou sua Grande-Mãe, ÍSIS
Ísis, ou Aset, da mitologia egípcia foi a mulher de Osíris, filha do deus da terra, Geb ou Gueb, e da deusa ou rainha do céu ou deusa dos mares e polularmente conhecida como mae de deus
Conhecida como a divina mãe e esposa de Osiris, mãe de Horus; Isis é uma das quatro grandes Deusas protetoras (Bast, Nephytes e Hathor) guardiã de túmulos e urnas mortuárias. Isis é irmã de Nephytes com quem atuava em conjunto como carpidora divina para o morto, e divinamente é representada pela Cruz .No ultimo período Pilasse foi seu principal centro de culto. Ela é conhecida também com Rainha do Céu (similarmente a Astarte) e rege sobre todos os assuntos que concernem a vida, a maternidade e a bruxaria.(curanderismos)
tambem conhecida como grande Diana dos efésios.
o culto à deusa Diana, tão popular na região da Ásia Menor, nos primórdios da Era Cristã. Como podemos conferir, qualquer semelhança com os cultos modernos às chamadas “Nossas Senhoras” não é mera coincidência, mas perpetuação de uma milenar tradição de culto a deusas, hoje disfarçada com matriz cristã. E não estamos falando de uma pequena seita obscura, existente em algum povo atrasado em um país exótico, mas de uma religião que possui milhões de adeptos, com uma força de devoção que chega à beira da loucura: o “marianismo”. culto a maria
ou a imanja ou a fatima dos mulculmanos e outros nomes em outra culturas e o MESMO SER DEMONIACO.
No Ocidente, algumas acabaram associadas à Virgem Maria, mãe do Deus dos cristãos, outras se transformaram em santas... Nos primeiros séculos cristãos, Ísis passou a ser identificada com Maria”. O historiador Will Durant em sua História da Civilização diz: “O povo adorava-a (Isis) com especial ternura e erguia-lhe imagens, consideravam-na Mãe de Deus; seus tonsurados sacerdotes exaltavam-na em sonoros cantos...e mostravam-na num estábulo, amamentando um bebê miraculosamente concebido...Os primitivos cristãos muitas vezes se curvavam diante das estátuas de Ísis com o pequeno Hórus ao seio, vendo nelas outra forma do velho e nobre mito pelo qual a mulher , criando todas as coisas, tornou-se por fim a Mãe de Deus
No Brasil, a chamada “Senhora Aparecida” possui traços raciais negros e seu culto está muito ligado à cultura afro. Seu santuário, na cidade de Aparecida, chega a receber 6,5 milhões de visitantes por ano. Em Portugal, a deusa Maria, conhecida como “Senhora de Fátima”, assume características raciais européias, bem como a “Senhora de Lourdes”, na França. Elas recebem, respectivamente, cerca de 4,2 milhões e 5,5 milhões de visitas por ano. Entre outras divindades nacionais, ainda podemos citar a “Senhora de Guadalupe”, no México, e a “Senhora da Estrela da Manhã”, no Japão.
Não é óbvio presumirmos que as antigas divindades tutelares reverenciadas no passado apenas mudaram de nome? Diana para os efésios, Nun para os ninivitas, Ishtar para os babilônios, Kali para os hindus e, assim, continuam sendo cultuadas por meio de um cristianismo
Curiosa é a descrição da deusa Diana feita por R.N. Champlin. Esse renomado teólogo diz que a deusa Diana e a deusa Maria se confundem, o que torna difícil encontrar a diferença entre a “Diana dos efésios” e a “Maria dos efésios”. Em 431 d.C., a idolatria tornava a entrar pela porta de onde saíra: “Em Éfeso ela recebeu as mais altas honrarias. De acordo com uma inscrição existente no local, ela trazia estes títulos: Grande Mãe da Natureza, Patrocinadora dos Banquetes, Protetora dos Suplicantes, Governanta, Santíssima, Nossa Senhora, Rainha, a Grande, Primeira Líder, Ouvidora...” Mitra - conhecido como
deus de salvação, distribuidor de energia vital, soberano dos exércitos, chamado de deus ou de Sol invicto (Sol invictus). Associado ao deus do Tempo infinito, ele se encontra na origem do universo dos vivos e o dirige. o primeiro ser vivo, cujo sangue disperso fará nascer os vegetais e os animais; era cultualdo na epoca romana largamente pelos soldados romanos largamente pelo imperio
romano , tambem cultuado pelos gregos
data de nacimento 25 de dezembro
O rito principal era um banquete ritual, que aparentemente tinha algumas semelhanças com a eucaristia do cristianismo. Segundo Justino, os alimentos oferecidos no banquete eram o pão e a água, mas alguns achados arqueológicos revelaram que se tratava de pão e vinho. Esta cerimónia era realizada na parte central do mithreum, onde existiam dois bancos onde os participantes se deitavam, conforme o costume romano de comer deitado
Um dos mithraeum mais destacados, que conserva o altar e os bancos de pedra, foi construído por debaixo de uma casa romana e sobrevive na cripta sobre a qual se contruiu a Basílica de S. Clemente em Roma.
As estátuas dos "deuses" de Pânteon são agora encontrados no Museu do Vaticano, com a excepção da grande estátua de Júpiter que foi modificada com um novo título e assentada num trono na Basílica de São Pedro em Roma. Milhares de peregrinos beijam os pés de Júpiter pensando que seja a estátua de Pedro.
Seguindo a conquista da Mesopotâmia pelos Persas, o sacerdócio babilónico se deslocou para Pérgamo na Ásia Menor. Construíram templos nas acrópoles de Pérgamo em honra ao deus Grego Pânteon, mas continuaram a adorar o misterioso deus Babilónico sob o nome de Saturnus.
Os mistérios de Babilónia foram preservados no templo de Zeus em Pérgamo e
transferidos a Roma em 133 A. C. A penetração da religião de Babilónia se tornou tão generalizada que Roma foi chamada de "A Nova Babilónia." espalhada pelo mundo ,
em troca da pompa e orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e em lugar das ordenanças-mitvot de D-us colocou teorias e tradições humanas. Progredia rapidamente a obra de corrupção afastando se da Torah . O paganismo, conquanto parecesse suplantado, tornou-se o vencedor.
O seu "espírito" domina a igreja. As suas doutrinas, cerimónias e superstições incorporaram-se na fé e no culto dos seguidores de MASHIACH, pois os gentios ou seja os crist~aos se afastaram das raizes judaicas da fe messianica e dos judeus e Israel
O egípcio deus-sol Osiris e mais tarde Serapis, deus da morte, era comido em forma de uma hóstia circular, um símbolo do sol. O deus sol dos Persas Mitra e o Attis Romano eram adorados e comidos em forma de uma hóstia. O sumo (suco) de uva era pensado ser o sangue de Bacchus, deus do vinho e rebeldia. A missa Romana teve sua origem, não na comunhão dos crentes da judeia ou seja no kidish HASHEM , mas nos ritos iniciados nos mistérios antigos da religião pelo qual se envolviam a si próprios nos cultos à fertilidade e no mistério das cerimonias Babilónicas.
Alcançou a sua máxima expansão geográfica nos séculos III e IV d.C, tendo se tornado um forte concorrente do cristianismo. O mitraísmo recebeu particular aderência dos soldados romanos.
A doutrina da "transubstanciação" ou seja, o "poder mágico" que torna a hóstia no corpo de Cristo literalmente, teve sua origem em Babilónia. A sigla encontrada em muitas hóstias católicas lê-se, I. H. S. o que para um cristão significa Iesus Hominum Salvator, Jesus Salvador do Homem. Contudo as mesmas siglas são encontradas em Babilónia e Egipto, por exemplo, como leria um adorador de Isis que vivesse em Roma?
(na época dos imperadores haviam inúmeros adoradores de Isis em Roma) "Isis, Horus,
O culto de Mitra simboliza a regeneração física e psíquica pela energia do sangue, em seguida pela energia solar, e, por fim, pela energia divina.
Cruz Copta (Egipto Etiópia), adoptada do paganismo pela Igreja primitiva Copta.
Cruz egípcia (ankh), símbolo da vida que vem do sol. ?
Fleur-de-lis (Flor de Lis) era usada na cabeça de Isis, deusa da fertilidade do Egipto. Usada também na Tiara do neo-assírio deus com asas (721-705). Muito usada nos desenhos arquitectónicos, roupas e estátuas católicas. Lúcifer é uma palavra latina que significa portador da luz, ou aquele que traz a luz onde ela se faz necessária. Por isso mesmo foi associado ao planeta Vênus, a "estrela matutina" que aparece ao horizonte antes do nascer do Sol.
A confusão começou quando fizeram a versão popular da Bíblia, a chamada Vulgata Romana. Foi feita a mando do Papa por Jerônimo, por volta de 400 d.C, para fazer uma versão simplificada, vulgar e em latim para o povão poder ler. Pela propria definição, não é a bíblia original.
Lúcifer foi o nome usado na tradução da palavra hebraica hêlîl (como era chamado o planeta Vênus), que aparece em Isaías 14:12. Daí para associar Lúcifer aos anjos caídos foi um passo. Ele também foi associado a Samael (o anjo da morte, adversário de Michael), marido de Lilith e líder dos anjos que foram banidos.
A palavra "Diabo" deriva do grego diabolos, que significa o acusador ou agressor. É o equivalente a Satan, que no hebraico significa simplesmente adversário, o que testa. Já em sânscrito Satana quer dizer Causar a queda ou desabamento. "Belzebu" veio do nome do Deus babilônico Baal Zebub, que significa Senhor das moscas. Não por acaso, os babilônios eram inimigos dos Judeus, que consideravam seus deuses demoníacos. Já a descrição do "capeta" (vermelho, com asas e chifres) é criação de Dante Alighieri, na sua Divina Comédia (pág. 121).
A idéia de seres muito avançados que, seja por punição ou por vontade própria são os fundadores da humanidade está bem presente na nossa História. Na lenda (se é que é lenda) da Atlântida; na expulsão do Paraíso e o aparecimento dos gigantes, em Gênesis; Nos anjos Veladores que vieram à Terra para ensinar a vida perfeita e se deixaram seduzir pelas mulheres da Terra, no Livro de Enoque; Nas lendas mexicanas, gregas, japonesas, e nepalesas; Na tradição hindu, revelada por Blavatsky em A doutrina secreta; e nos escritos babilônicos e sumérios.
OBS: Em todas as outras tradições vemos deuses que desceram à Terra, menos no Livro de Enoque. Claro, afinal, como pode uma lenda judia tratar da guerra de deuses se só há um Deus? Então substituíram os deuses por anjos. E o tal anjo jamais poderia se chamar Lúcifer, pois foi escrito em hebraico (Lúcifer é latiBolo de aniversário
PARECE ter surgido na Grécia antiga, em homenagem à deusa da caça, Ártemis, que era reverenciada no dia 6 de todos os meses. Acredita-se que as velas representavam o luar. Segundo a mitologia, era a forma pela qual Ártemis protegia a Terra. O costume permaneceu restrito à Grécia até o século XIII, quando surgiu na Alemanha ( O QUE FAZEMOS NOS DIAS DE HJ). Os camponeses alemães inventaram a moda da Kinderfeste (festa infantil), que começava ao raiar do dia, quando as velas eram acesas e a criança acordada com a chegada do bolo. Havia sempre uma vela a mais do que a idade da criança, que significava a luz da vida. O aniversariante devia apagar as velinhas de uma vez só, fazendo um pedido, que só se realizaria se permanecesse em segredo.m). Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pesach(páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o historiador inglês do século VII, Beda.
Ishtar é a deusa dos acádios, herança dos seus antecessores sumérios, cognata da deusa Asterote dos filisteus, de Isis dos egipcios, Inanna dos sumérios e da Astarte dos Gregos. Mais tarde esta deusa foi assumida também na mitologia Nórdica como Easter - a deusa da fertilidade e da primavera.
Esta deusa era irmã gémea de Shamash e filha do importante deus lua - Sin.
Esta deusa é representada pelo planeta Vénus.
Considerados uma das maravilhas do mundo, os Portões de Ishtar, na Babilónia, foram transportados para um museu na Europa -Museu de Berlim. Uma réplica encontra-se no Iraque.
Todo o culto aos deuses é feito através de rituais. Ishtar tinha alguns rituais de carater sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.
Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milénio depois de cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa. Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de pascoa mantém-se um pouco por todo o mundo nesta festa, na altura do equinocio da primavera. Shalom amados foristas !!!
Vcs conhecem a origem dos nomes dos dias da semana ?
Por que os dias da semana tem "feira" no nome ?
"Feira" vem de feria, que, em latim, significa descanso.
O termo passou a ser empregado no ano de 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade portuguesa de Braga - daí a explicação para a presença do termo somente na língua portuguesa. Na ocasião, o bispo Martinho de Braga decidiu que os nomes dos dias da semana usados até então, em homenagem a deuses pagãos, deveriam mudar. Mas espera aí: se féria é dia de descanso, por que se usa "feira" apenas nos dias úteis ? Isso acontece porque, no início, a ordem do bispo valia apenas para os dias da semana santa (aquela que antecede o domingo de Páscoa), em que todo bom cristão deveria descansar. Depois acabou sendo adotada para o ano inteiro, mas só pelos portugueses - no espanhol, no francês e no italiano, os deuses continuam batendo ponto dia após dia. As única exceções assumidas pelos portugueses - e depois incorporadas nas colônias portuguesas - foram sábado e domingo (Prima Feria, na semana santa), que derivam, respectivamente, do hebreu shabbat, o dia de descanso dos judeus, e do latim Dies Dominicius, o "dia do Senhor". Desde 321 os calendários ocidentais começam a semana pelo domingo. A regra foi imposta naquele ano pelo imperador romano, Constantino, que, além disso, estabeleceu definitivamente que as semanas teriam sete dias. A ordem não foi aleatória: embora na época os romanos adotassem semanas de oito dias, a Bíblia já dizia que D'us havoa criado a terra em seis dias e descançado no sétimo e, ao que tudo indica, os babailônios também já dividiam o ano em conjuntos de sete dias.
Espanhol:
Domingo = Dia do Senhor
Lunes = Dia da Lua
Martes = Dia de Marte
Miércoles = Dia de Mercúrio
Jueves = Dia de Júpter
Vierne = Dia de Vênus
Sábado = Dia do Shabbat
Sueco:
Söndag = Dia do Sol
Mandag = Dia da Lua
Tisdag = Dia de Tyr, deus nórdico da guerra
Onsdag = Dia de Woden ou Odin, deus supremo dos nórdicos e pai de Tyr
Torsdag = Dia de Thor, deus nórdico do trovão
Fredag = Dia de Freyja, mulher de Woden e deusa da beleza
Lördag = Dia do Banho (!!!!!)
Alemão:
Sonntag = Dia do Sol
Montag = Dia da Lua
Dienstag = Dia de Tyr
Mittwoch = Média semana
Donnerstag = Dia do trovão
Freitag = Dia de Freyja
Samstag = Dia do Shabbat
Inglês:Sunday = Dia do Sol
Monday = Dia da Lua
Tuesday = Dia de Tyr
Wednesday = Dia de Woden
Thursday = Dia de Thor
Friday = Dia de Freyja
Saturday = Dia de Saturno
Fonte: Revista Mundo Estranho.
Algumas coisas precisam ser ajustadas, mas o texto é bom...
Shalom !!!!! ensina às crianças o caminho por onde andar e quando forem velhas não se desviarão dele..."
"Eu vos digo que qualquer que escandalizar um desses pequeninos melhor seria que se amarrasse uma pedra de mó no pescoço e se jogasse ao mar".....
Mentirinha ou mentirona?
Está na hora de salvarmos nossas crianças dessas mentiras todas...
Será que temos o direito de fechar os olhos para a realidade e deixar nossas crianças conviverem com papai noel, ceias,árvores de natal, "espírito natalino''?
É realmente difícil romper com tradições...mas já rompemos com tantas....
Vc levaria seu filho para uma festa dedicada ao deus sol? faria as vezes de um idolo católico usando o seu artifício de trazer presentes?
Que tal sermos Luz de uma vez por todas?
Nossas crianças pedem socorro.....
Este artigo foi retirado da página principal do UOL. Não foi retirado de site religioso.
Shalom!
A verdadeira história do Natal
A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à Noite Feliz
Texto Thiago Minami e Alexandre Versignassi
Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o "renascimento" do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. "O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes", dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome ("Religiões de Roma", sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.
Solstício cristão
As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. "Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade", diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. "Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural", afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.
Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.
Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.
Nasce o Papai Noel
Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, "profissional". Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.
Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.
Natal fora-da-lei
Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.
Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.
Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de "Christmas" (Christ's mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que "missa" é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.
A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo. Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.
Tio Patinhas
Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam "para acabar com o crescimento da população", dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.
Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial. Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do "espírito natalino" que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal da Xuxa, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.
Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam. Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.
Quem Somos Somos judeus e efraimitas nazarenos, observantes da Torá e crentes no Mashiach Yeshua, vivendo a fé do primeiro século. * Não somos cristãos * Não somos missionários * Não convertemos judeus * Não somos judeus tradicionais ou ortodoxos * Não nos preocupamos em agradar a homens * Somos 100% pró-Israel * Pregamos o amor entre os povos, e a adoração a YHWH, o Único e Verdadeiro Elohim
terça-feira, 24 de maio de 2011
O NOME JESUS E SUA ORIGEM ANT-SEMITA
4.1. A Septuaginta, tradução dos livros do Antigo Testamento do hebraico para o grego, feita no terceiro século antes de Cristo, tornou os escritos bíblicos acessíveis não só aos judeus da diáspora -- que viviam fora de Israel e já não falavam nem entendiam o hebraico nem o aramaico --, mas também a todos os cidadãos do mundo greco-romano de então. Por outro lado, diminuiu a força dos nomes bíblicos, porque, pela transliteração, retirou deles o poder de seu significado.As genealogias, por exemplo, perderam toda a sua importância, a ponto de muitos de nós, hoje, fazermos apenas uma leitura superficial delas, ou mesmo saltá-las, quando realizamos o chamado Ano Bíblico. Mas veja que jóias preciosas podem ser encontradas em listas de nomes que não parecem ter importância alguma:Na genealogia de Adão a Noé, que encontramos em Gênesis 5, cada nome tem um significado e a seqüência destes nomes constitui uma profecia incrivelmente minuciosa acerca da Salvação Divina.
Adão = Homem, feito de barro
Sete = é apontado como
Enos = mortal
Cainã = triste e infeliz
Maalalel = o Deus bendito
Jarede = irá descer
Enoque = ensinar
Metusalém = em sua morte irá trazer
Lameque = aos desesperados
Noé = conforto e descanso. Quando você lê o significado desses nomes, você descobre que eles formam a seguinte frase: "O homem, feito de barro, é pontado como mortal, triste e infeliz. O Deus bendito irá descer e ensina e, em sua morte, irá trazer aos desesperados, conforto e descanso." O Evangelho em uma genealogia! Essa preciosidade foi descoberta por uma judia chamada Sharon Allen. Quando percebeu essa mensagem divina oculta numa genealogia, ela imediatamente se converteu ao cristianismo e aceitou Yehoshua como o Messias prometido e seu Salvador pessoal. 4.2. A transliteração do nome Yehoshua (reduzida para "Yeshua") ou Josué, para (Iesous, em grego), embora já fosse comum no terceiro século antes de Cristo, permitiu que o nome Iesous fosse ridicularizado, uma vez que sua sonoridade da palavra em grego associada ao significado hebraico de suas sílabas possibilitava o trocadilho Iê (Deus)+Sus (Cavalo). Os romanos não faziam diferença entre judeus e cristãos. Para eles, o cristianismo era apenas uma ramificação do judaísmo. Por isso, para ridicularizar os cristãos, faziam piada com eles, afirmando que adoravam a um deus-cavalo! Como evidência disto, podemos citar a inscrição de zombaria contra um cristão chamado Alexamenos, que viveu no segundo século. Foi encontrada em 1857, na cidade de Roma, no muro de um dos palácios dos Césares na colina Palatina.
Essa caricatura maldita mostra um homem ajoelhado diante de uma cruz, em que se vê alguém com cabeça de cavalo (burro ou asno) crucificado! E logo abaixo, a frase: "Alexamenos adora o seu deus!"
Os romanos, que, segundo os historiadores, zombavam dos judeus, dizendo que haviam fugido do Egito seguindo um burrico de nome Moisés, agora ridicularizavam também os cristãos, afirmando que adoravam a um deus, metade homem, metade cavalo, que morreu crucificado.A calúnia da onolatria ou culto-ao-asno, atribuída por Tácito e outros escritores aos judeus foi assim trasferida posteriormente aos cristãos (Tac., I, v, 3, 4; Tert., Apol., xvi; "Ad nationes", I, 14).Tertuliano conta que, por volta do ano 197, um judeu apóstata desfilou pelas ruas de Cartago carregando um boneco, com orelhas e cascos de burro, vestido com um roupão. E ele dizia que aquela monstruosidade era o Deus Christianorum Onocoetes (o deus dos cristãos, gerado por um burro.) "E as pessoas acreditavam na infâmia desse judeu", diz Tertuliano.4.3. Zombarias desse tipo somadas a medidas repressivas contra o cristianismo por conta de sua associação com o judaísmo levaram cristãos do primeiro e segundo séculos a trocar definitivamente o nome Yehoshua com toda a sua significação pelo equivalente greco-latino ou Iesus.Como revela o pesquisador Samuele Bacchiocchi, as freqüentes revoltas judaicas que explodiram em muitas partes do império, a partir do ano 66, provocadas pelo ressurgimento de suas expectativas messiânicas, levaram o governo romano a impor graves medidas repressivas de natureza militar, política e fiscal, contra os judeus."Essas medidas repressivas foram intensamente sentidas em Roma, conforme indicam comentários antijudaicos sarcásticos de escritores como Sêneca (morto em 65 AD), Pérsio (34-62 AD), Petrônio (ca. 66 AD), Quintiliano (ca. 35-100 A.D ), Marcial (ca. 40-104 AD ), Plutarco (ca. 46-119 AD), Juvenal (125 AD) e Tácito (ca. 55-120 AD), todos eles habitantes de Roma na maior parte da vida profissional," informa Bacchiocchi. Esses homens zombavam dos judeus racial e culturalmente, citando a observância do sábado e a circuncisão como exemplos de desprezíveis superstições, e, como já vimos, por causa também do suposto culto judaico-cristão a um deus-cavalo, ou deus-asno.As medidas repressivas antijudaicas atingiram seu clímax durante o reinado do Imperiador Adriano, que foi do ano 117 a 138. "Após três anos de sangrentas lutas (132-135 AD), a fim de esmagar a segunda grande rebelião judaica palestina — chamada segundo o seu líder, a revolta de Barcocheba — o Imperador Adriano em 135 AD adotou as medidas mais repressivas contra os judeus. Ele não só destruiu a cidade de Jerusalém e proibiu que os judeus entrassem na cidade, como também pôs fora da lei categoricamente a prática da religião judaica em geral", conta Bacchiocchi."Para evitar a repressiva legislação romana antijudaica, muitos cristãos seguiram a liderança do bispo de Roma em mudar o tempo e o modo de observar as duas instituições associadas ao judaísmo, ou seja, o sábado e a Páscoa. O sábado foi mudado para o domingo, e a Páscoa para o Domingo de Páscoa." Além disso, gradualmente foi também abandonado o uso do nome hebraico Yehoshua para referir-se ao Salvador. "O que facilitou essas mudanças históricas foi o desenvolvimento na época de uma teologia 'cristã' de desprezo pelos judeus. Todo um corpo de literatura cristã Adversus Judaeos ('Contra todos os judeus') começou a aparecer nesse tempo. Seguindo o rumo de escritores pagãos, autores cristãos desenvolveram uma teologia 'cristã' de separação dos judeus e desprezo a eles", esclarece Bacchiocchi.As motivações antijudaicas são claramente expressas por Constantino em sua carta aos bispos cristãos no Concílio de Nicéia (325 AD), revela Bacchiocchi. Nesse documento, "o Imperador insta todos os cristãos a seguirem o exemplo da Igreja de Roma por adotar o Domingo de Páscoa, porque, escreveu ele, 'não devemos portanto ter nada em comum com os judeus, pois o Salvador nos mostrou outro caminho. ... Ao unanimemente adotarmos esta maneira desejamos, queridíssimos irmãos, separar-nos da detestável companhia dos judeus'."A adoção definitiva no nome Iesous (grego) ou Iesus (latim) em substituição ao hebraico Yehoshua resulta, portanto, da mesma apostasia que deu origem à observância do domingo em lugar do sábado. 4.4. O uso do nome Jesus de maneira exclusiva pela Igreja Cristã revela uma tentativa de ruptura de nossos laços com o judaísmo. É como se prentendêssemos que o Novo Testamento nada tenha a ver com o Antigo Testamento, uma tentativa de descontinuidade do Plano da Salvação, que se desenvolve desde a queda no Éden.
Continua.
Adão = Homem, feito de barro
Sete = é apontado como
Enos = mortal
Cainã = triste e infeliz
Maalalel = o Deus bendito
Jarede = irá descer
Enoque = ensinar
Metusalém = em sua morte irá trazer
Lameque = aos desesperados
Noé = conforto e descanso. Quando você lê o significado desses nomes, você descobre que eles formam a seguinte frase: "O homem, feito de barro, é pontado como mortal, triste e infeliz. O Deus bendito irá descer e ensina e, em sua morte, irá trazer aos desesperados, conforto e descanso." O Evangelho em uma genealogia! Essa preciosidade foi descoberta por uma judia chamada Sharon Allen. Quando percebeu essa mensagem divina oculta numa genealogia, ela imediatamente se converteu ao cristianismo e aceitou Yehoshua como o Messias prometido e seu Salvador pessoal. 4.2. A transliteração do nome Yehoshua (reduzida para "Yeshua") ou Josué, para (Iesous, em grego), embora já fosse comum no terceiro século antes de Cristo, permitiu que o nome Iesous fosse ridicularizado, uma vez que sua sonoridade da palavra em grego associada ao significado hebraico de suas sílabas possibilitava o trocadilho Iê (Deus)+Sus (Cavalo). Os romanos não faziam diferença entre judeus e cristãos. Para eles, o cristianismo era apenas uma ramificação do judaísmo. Por isso, para ridicularizar os cristãos, faziam piada com eles, afirmando que adoravam a um deus-cavalo! Como evidência disto, podemos citar a inscrição de zombaria contra um cristão chamado Alexamenos, que viveu no segundo século. Foi encontrada em 1857, na cidade de Roma, no muro de um dos palácios dos Césares na colina Palatina.
Essa caricatura maldita mostra um homem ajoelhado diante de uma cruz, em que se vê alguém com cabeça de cavalo (burro ou asno) crucificado! E logo abaixo, a frase: "Alexamenos adora o seu deus!"
Os romanos, que, segundo os historiadores, zombavam dos judeus, dizendo que haviam fugido do Egito seguindo um burrico de nome Moisés, agora ridicularizavam também os cristãos, afirmando que adoravam a um deus, metade homem, metade cavalo, que morreu crucificado.A calúnia da onolatria ou culto-ao-asno, atribuída por Tácito e outros escritores aos judeus foi assim trasferida posteriormente aos cristãos (Tac., I, v, 3, 4; Tert., Apol., xvi; "Ad nationes", I, 14).Tertuliano conta que, por volta do ano 197, um judeu apóstata desfilou pelas ruas de Cartago carregando um boneco, com orelhas e cascos de burro, vestido com um roupão. E ele dizia que aquela monstruosidade era o Deus Christianorum Onocoetes (o deus dos cristãos, gerado por um burro.) "E as pessoas acreditavam na infâmia desse judeu", diz Tertuliano.4.3. Zombarias desse tipo somadas a medidas repressivas contra o cristianismo por conta de sua associação com o judaísmo levaram cristãos do primeiro e segundo séculos a trocar definitivamente o nome Yehoshua com toda a sua significação pelo equivalente greco-latino ou Iesus.Como revela o pesquisador Samuele Bacchiocchi, as freqüentes revoltas judaicas que explodiram em muitas partes do império, a partir do ano 66, provocadas pelo ressurgimento de suas expectativas messiânicas, levaram o governo romano a impor graves medidas repressivas de natureza militar, política e fiscal, contra os judeus."Essas medidas repressivas foram intensamente sentidas em Roma, conforme indicam comentários antijudaicos sarcásticos de escritores como Sêneca (morto em 65 AD), Pérsio (34-62 AD), Petrônio (ca. 66 AD), Quintiliano (ca. 35-100 A.D ), Marcial (ca. 40-104 AD ), Plutarco (ca. 46-119 AD), Juvenal (125 AD) e Tácito (ca. 55-120 AD), todos eles habitantes de Roma na maior parte da vida profissional," informa Bacchiocchi. Esses homens zombavam dos judeus racial e culturalmente, citando a observância do sábado e a circuncisão como exemplos de desprezíveis superstições, e, como já vimos, por causa também do suposto culto judaico-cristão a um deus-cavalo, ou deus-asno.As medidas repressivas antijudaicas atingiram seu clímax durante o reinado do Imperiador Adriano, que foi do ano 117 a 138. "Após três anos de sangrentas lutas (132-135 AD), a fim de esmagar a segunda grande rebelião judaica palestina — chamada segundo o seu líder, a revolta de Barcocheba — o Imperador Adriano em 135 AD adotou as medidas mais repressivas contra os judeus. Ele não só destruiu a cidade de Jerusalém e proibiu que os judeus entrassem na cidade, como também pôs fora da lei categoricamente a prática da religião judaica em geral", conta Bacchiocchi."Para evitar a repressiva legislação romana antijudaica, muitos cristãos seguiram a liderança do bispo de Roma em mudar o tempo e o modo de observar as duas instituições associadas ao judaísmo, ou seja, o sábado e a Páscoa. O sábado foi mudado para o domingo, e a Páscoa para o Domingo de Páscoa." Além disso, gradualmente foi também abandonado o uso do nome hebraico Yehoshua para referir-se ao Salvador. "O que facilitou essas mudanças históricas foi o desenvolvimento na época de uma teologia 'cristã' de desprezo pelos judeus. Todo um corpo de literatura cristã Adversus Judaeos ('Contra todos os judeus') começou a aparecer nesse tempo. Seguindo o rumo de escritores pagãos, autores cristãos desenvolveram uma teologia 'cristã' de separação dos judeus e desprezo a eles", esclarece Bacchiocchi.As motivações antijudaicas são claramente expressas por Constantino em sua carta aos bispos cristãos no Concílio de Nicéia (325 AD), revela Bacchiocchi. Nesse documento, "o Imperador insta todos os cristãos a seguirem o exemplo da Igreja de Roma por adotar o Domingo de Páscoa, porque, escreveu ele, 'não devemos portanto ter nada em comum com os judeus, pois o Salvador nos mostrou outro caminho. ... Ao unanimemente adotarmos esta maneira desejamos, queridíssimos irmãos, separar-nos da detestável companhia dos judeus'."A adoção definitiva no nome Iesous (grego) ou Iesus (latim) em substituição ao hebraico Yehoshua resulta, portanto, da mesma apostasia que deu origem à observância do domingo em lugar do sábado. 4.4. O uso do nome Jesus de maneira exclusiva pela Igreja Cristã revela uma tentativa de ruptura de nossos laços com o judaísmo. É como se prentendêssemos que o Novo Testamento nada tenha a ver com o Antigo Testamento, uma tentativa de descontinuidade do Plano da Salvação, que se desenvolve desde a queda no Éden.
Continua.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A BESTA
O “MISTÉRIO” DA INIQUIDADE
Vítor Quinta
Março 2010
“Porque já o mistério da injustiça opera”
“For the mystery of iniquity doth already work”
2. Tessalonicenses 2:7a
Optámos por transcrever esta breve passagem da carta de Paulo dirigida à
comunidade de crentes em Tessalónica em duas línguas. O propósito é demonstrar, de
forma clara, que quando Paulo nos fala em injustiça está a apontar-nos o conceito de
iniquidade. O mesmo é dizer:
• pecado, como nos diz em 1.João 5:17 – “Toda a iniquidade é pecado”. Ora,
como sabemos também, iniquidade significa transgressão da Lei de YHWH, a
Torá dada a Israel através do Seu servo Moisés.
• sem Lei (anomia, no grego); sem Torá (oposição à Lei de YHWH); por outras
palavras, “o mistério da iniquidade” traduz todo o esforço de Satanás e seus
servidores para torcerem ou tentarem anular a eterna Lei do Altíssimo, o que
será mais visível nos últimos dias, nos dias do anti-Cristo do tempo do fim, o
tempo da apostasia completa de muitos.
O oposto de injustiça/iniquidade/pecado, é justiça/obediência. A melhor ilustração que
podemos encontrar sobre o efeito que a prática da justiça opera nos fiéis, através da
obediência a toda a vontade de Deus contida nos Seus preceitos eternos, está
reflectida nas palavras que foram pronunciadas em relação ao modo de vida dos pais
de João, o Batista, e que se encontram em Lucas 1:5-6 – “Existiu, no tempo de
2
Herodes, rei da Judeia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e
cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel [prima de Maria, mãe
de Yeshua]. E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em
todos os mandamentos e preceitos do Senhor”. Na realidade, só pode ser
considerado justo aos olhos do Altíssimo aquele(s) que vivem em obediência à Sua Lei
eterna, i.e. aquele(s) que pratica(m) a justiça de Deus.
Ora, também sabemos que o mistério da iniquidade (ou da injustiça) começou a operar
muito cedo, desde os tempos de Nimrod e Babel. Depois, com maior ênfase, a partir da
morte dos apóstolos de Yeshua, quando muitos dos chamados “pais da igreja”, que
não foram mais do que religiosos eivados das filosofias gregas, começaram a distorcer
a verdade e a afastar-se da raiz dos ensinamentos hebraicos…que rejeitaram. Por
desejo de hegemonia, vaidade e domínio sobre o povo de Deus, passaram a rejeitar
todo o ensinamento que tivesse alguma coisa a ver com os ensinamentos hebraicos.
Esta tendência apareceu cedo, mas acentuou-se a partir do século IV, desde
Constantino, quando a igreja se “casou” com o poder terreno e o bispo de Roma
chamou a si o domínio sobre as restantes congregações e bispados. Tal teve maior
expressão nas conclusões do Concílio de Nicéia, no ano 325 d.C.
Nos nossos dias, a grande maioria dos que professam o cristianismo cresceram sem
qualquer entendimento e estudo do conteúdo das Escrituras e do que verdadeiramente
significa “a Lei de YHWH”, aquela que O Altíssimo entregou a Israel através de Moisés
no Monte do Sinai. E, a menos que se arrependam da sua condição de ignorância e
voltem para a “instrução/ensino” de YHWH – a Sua Torá, abandonando todo o
conhecimento herdado da filosofia greco-romana e passando a abraçar os conceitos
hebraicos (as “veredas antigas” – Jeremias 6:16; 18:15), não entrarão no Reino de
Deus.
Poderão argumentar alguns (como de resto o fazem): “a Lei é para os judeus”. Não é
verdade, pois a Lei é universal (para todos os povos) e já era guardada pelos fiéis
antes de existir a descendência de Abraão (Génesis 26:5). Ela é uma peça central da
fé daqueles que foram enxertados na boa oliveira que é Israel, como nos é ensinado
em Romanos 11. Responde Paulo em Romanos 9:4-5 – “Que são israelitas, dos
quais é a adopção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as
promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual
é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém”. Todos os que fomos enxertados
na “boa oliveira”, que é a Israel de Deus, cuja raiz é Cristo, passámos a ser filhos de
Israel e, herdeiros conforme a promessa dada a Abraão, como nos é ensinado em
Gálatas 3:27-29 – “Porque todos quantos fostes baptizados em Cristo já vos
revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não
há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de
Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”.
Desde os tempos antigos Deus lamentou a falta de entendimento e de obediência do
Seu povo à Sua Lei, aos Seus ensinamentos e conselhos: Salmo 81:13 – “Oh! se o
meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos!” O Senhor
YHWH esclarece a razão porque sobrevieram castigos tão grandes sobre Israel ao
3
longo do tempo: Jeremias 16:10-11 – “E será que, quando anunciares a este povo
todas estas palavras, e eles te disserem: Por que pronuncia YHWH sobre nós
todo este grande mal? E qual é a nossa iniquidade, e qual é o nosso pecado, que
cometemos contra YHWH nosso Deus? Então lhes dirás: Porquanto vossos pais
me deixaram, diz YHWH, e se foram após outros deuses, e os serviram, e se
inclinaram diante deles, e a mim me deixaram, e a minha lei não a guardaram”.
Ora Deus não muda: Ele É O mesmo ontem, hoje e eternamente. Do mesmo modo a
Sua Lei não foi abrogada (anulada), como O próprio Yeshua confirmou.
“Errais, não conhecendo as Escrituras” disse Yeshua aos responsáveis do Seu
tempo que não souberam ver Nele O Cristo há muito anunciado e não souberam
reconhecer o tempo da sua visitação (por YHWH). Assim estão muitos responsáveis
religiosos dos nossos dias que, ao rejeitarem a Sua Lei eterna (ou parte dela) estão a
rejeitar também O Autor dessa mesma Lei. Estão a rejeitar a Lei que deveria reger as
suas vidas para que fossem abençoados, como Israel o era quando andava em
obediência ao seu Deus.
Vivemos num mundo curioso, mas virado de pernas para o ar em todos os campos da
vida em sociedade. Onde deveria haver respeito aos preceitos de Deus e obediência
baseada no amor a Deus e ao próximo, há completa falta de ambos. E isto é obra de
Satanás e da fraqueza humana que se deixou inquinar pelos artifícios desviantes de
Satanás. O homem tem toda a culpa neste processo de abandono da verdade. Ser-lheá
exigido o pagamento de uma factura para a qual não tem recursos, pois recusou o
único meio de saldar essa dívida: o sangue gracioso do Senhor Yeshua.
No campo religioso, que é primordialmente aquele que nos interessa analisar nesta
tribuna de liberdade e de verdade bíblica, fala-se muitas vezes em falsos profetas,
naqueles que, falando em nome do Cristo Yeshua, se desviam dos Seus ensinamentos
e desviam outros da verdade que Esse mesmo Cristo veio ensinar há 2.000 anos atrás.
E, o que é curioso, é que nenhum desses falsos profetas que abundam no chamado
“cristianismo” dos nossos dias, ou no meio evangélico em geral, se vê a si próprio
como um falso profeta, apesar de negar a Cristo quando nega a Sua Lei eterna. São
prevaricadores contumazes e condutores cegos. E nem têm consciência da sua
condição. Por isso Pedro lhes diz que eles são como “Estes são fontes sem água,
nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas
eternamente se reserva” – 2.Pedro 2:17.
E porquê? Porque falam em nome de um “cristo” que não é Aquele que nos é revelado
nas Escrituras e nos escritos apostólicos, e que em tudo foi obediente aos preceitos de
Seu Pai: O verdadeiro Filho do Altíssimo, Senhor Yeshua.
Isto não deve constituir surpresa, pois Yeshua disse-nos antecipadamente em Mateus
24:11 – “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos”. A estes,
chamou-lhes “condutores cegos”.
4
Muitos continuam hoje a usar os escritos de Paulo (um fiel obreiro do Senhor que, pela
fé e pela graça que sobre ele foram derramadas do Alto, andou em estrita obediência à
Lei de YHWH, à Sua Torá), para os distorcer, negando a perenidade da Lei do Senhor,
e a sua validade para os fiéis de todos os tempos. Segundo 2.Pedro 3:16 – “Falando
disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de
entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras
Escrituras, para sua própria perdição”. O apóstolo Pedro não poderia ser mais claro
acerca dos métodos que estes usariam…para sua própria destruição e daqueles que
acreditam nos seus ensinamentos.
Muitos dizem:
• Cristo “cumpriu” a Lei por nós (já não é preciso guardar a Lei), ou
• “A Lei e os profetas “duraram” até João”, como se encontra em Mateus 11:13;
Lucas 16:16. A palavra “duraram” foi acrescentada pelo tradutor, distorcendo
assim a Palavra de Deus. O que esta passagem nos quer transmitir é que “até
João existiram a Lei e os profetas” para anunciarem a vinda do Reino de Deus,
dando a sua visão profética do que estava para vir. Porém, em aditamento a
estes testemunhos antigos, veio João, o Batista, e depois Yeshua e os Seus
apóstolos, para anunciarem a proximidade do Reino ou, até, que o Reino de
Deus estava entre nós: ver verso 31; João 5:46; Romanos 3:21, como também
nos é dito em Mateus 3:1-2 por João e depois por Yeshua em Mateus 4:17;
Marcos 1:15, tendo como resultado que todos fazem força para entrar no Reino
dos céus: Mateus 11:12. Se na realidade a Lei e os profetas tivessem vigorado
só até João, o Batista, onde caberiam então os ensinamentos de Yeshua e dos
Seus apóstolos que são, todos eles, posteriores a João, o Batista? Como se vê
é fácil desmontar este erro. E as profecias que ainda não foram cumpridas,
como, por exemplo, as dos últimos dias de Daniel? Também estas ficariam
anuladas? De maneira nenhuma, como diria Paulo.
• Etc., etc.
A contrapor a este tipo de argumentos errados, Paulo responde-lhes desta forma
categórica em Romanos 3:31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira
nenhuma, antes estabelecemos a lei”. Permanecendo na carta aos Romanos
reparemos, com atenção, no que Paulo nos diz em Romanos 2:13 – “Porque os que
ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser
justificados”. Estas palavras corroboram o que lemos em Lucas 1:5-6.
“Aquele que tem os meus mandamentos (e, como sabemos, Yeshua veio magnificar
a Lei do Pai, cumprindo-a exemplarmente na Sua vida terrena) e os guarda esse é o
que me ama”, diz-nos Yeshua em Mateus 14:21.
Não nos esqueçamos de um ponto capital nesta matéria: o “mistério da iniquidade” terá
como consequência a morte, pois “o salário do pecado é a morte”. Se este “mistério”
da iniquidade já operava no tempo de Paulo, que diremos então hoje?
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Outra questão que deve ser equacionada, pois liga-se a todo este tema da iniquidade
mas em oposição a esta, é a questão da “graça de Deus”. A “graça de Deus” com a
qual os responsáveis religiosos dos nossos dias enchem a boca nas suas pregações
inflamadas, ao mesmo tempo que negam a validade da Lei/Torá de YHWH (ou parte
dela, como já se disse), ditará a morte daqueles que os seguem, pois seguem os seus
discursos vãos (vazios de conteúdo de verdade – muitos ficam só pela rama), negando
a eficácia da graça de Deus que é a obediência à Lei/Torá de YHWH e ao Seu Cristo.
De resto, conhecemos que a “graça de Deus” é a Torá viva, isto é, ela é,
simultaneamente, Yeshua e a Torá, Tito 2:11 – “Porque a graça de Deus
[Yeshua/Torá] se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”.
Paulo também nos revela em Romanos 6:1-2 – “Que diremos pois?
Permaneceremos no pecado [na iniquidade, na desobediência, na rebeldia para
com a Lei/Torá de YHWH], para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que
estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”, existir uma total
oposição entre graça e pecado/iniquidade/desobediência/rebeldia. A “graça de Deus” é
bem visível desde Génesis, na vida de todos aqueles que, ao longo de todos os
tempos, andaram em obediência perante os preceitos do Altíssimo. Tomemos o
exemplo de Noé, que “achou graça” aos olhos de YHWH.
De resto, vale a pena perguntar: pode a graça de Deus ser derramada sobre aqueles
que andam em desobediência à vontade do Altíssimo contida na Sua Lei? A resposta é
óbvia: Não!
Por isso Yeshua dirá aos rebeldes no dia do Seu juízo: Mateus 7:21-24 – “Nem todo o
que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a
vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor,
Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos
demónios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi
abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a
iniquidade. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica,
assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”.
Todos eles conhecem bem estas palavras de condenação, mas nenhum se revê nesta
situação. Recusam-se a “ouvir” e “praticar” os conselhos de Deus.
Como nos ensina o aposto Tiago em Tiago 1:22, 25 – “E sede cumpridores da
palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos…Aquele,
porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade [a Lei eterna de YHWH
dada por Moisés], e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas
fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito”. Dúvidas? Só se for na
mente daqueles que torcem as palavras de Paulo e as Escrituras para sua própria
perdição. Esta “lei perfeita da liberdade” é aquela com a qual todo o ser humano será
julgado pelo Justo Juiz.
Estes seres humanos estão destinados à destruição, pois preferiram a mentira à
verdade. Os que praticam a iniquidade (transgressores da Lei de YHWH) serão
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destruídos para sempre: Salmos 92:7; 101:8; Provérbios 10:29; 21:15. Desvanecem-se
em seus discursos vãos. Isaías 30:9 lembra-nos: “Porque este é um povo rebelde,
filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei de YHWH”. Eis o busílis da
questão. Como também Paulo escreveu em 1.Timóteo 1:8-10 – “Sabemos, porém,
que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; sabendo isto, que a lei não é
feita para o justo [porque esse já vive por ela], mas para os injustos e
obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os
parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas,
para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o
que for contrário à sã doutrina [para que o injusto se arrependa, ou seja
condenado por ela, caso não haja arrependimento]. A estes mentirosos está
reservado o fogo da destruição da segunda morte como nos é dito em Apocalipse 21:8.
Aqueles que dizem que O conhecem e não guardam os Seus mandamentos são
mentirosos: 1.João 2:3-7 – “E nisto sabemos que o conhecemos [a Yeshua]: se
guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda
os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que
guarda a sua palavra [a Sua Lei eterna], o amor de Deus está nele
verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que
diz que está nele, também deve andar como ele andou. Irmãos, não vos escrevo
mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes.
Este mandamento antigo é a palavra [a Lei/Torá] que desde o princípio ouvistes”.
Notemos assim que todos os que ensinam que a Lei (ou parte dela) não é para
cumprir, tal como Deus a instituiu para que nos vá bem, é mentiroso! E, o destino de
todos os mentirosos é a destruição – a segunda morte.
Olhemos agora para o comportamento de YHWH quando vier o tempo da aflição
destes falsos mestres: Provérbios 1:24-31 – “Entretanto, porque eu [O EU SOU,
YHWH] clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse
atenção, antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha
repreensão, também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei,
em vindo o vosso temor. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa
perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia. Então clamarão
a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me
acharão. Porquanto odiaram o conhecimento [a Minha Lei]; e não preferiram o
temor de YHWH: Não aceitaram o meu conselho [a Minha Lei]; e desprezaram
toda a minha repreensão. Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-seão
dos seus próprios conselhos”. Este mesmo livro de Provérbios que fala também,
com exaltação, da grandeza da sabedoria de YHWH – a Sua Lei, a Sua Torá eterna.
A repreensão/correcção do Senhor manifesta-se de Génesis a Apocalipse. Só os
obstinados e de dura cerviz (condutores cegos) não entendem. YHWH, através dos
Seus profetas mandou “selar a Lei entre os Seus discípulos” e disse-lhes mais, que “se
eles não falassem segundo esta Palavra – a Lei e o testemunho, é porque não havia
luz/verdade neles; nunca veriam a Alva”, ”Isaías 8:16, 20.
7
Lembremos ainda as palavras de David no Salmo 19:7-11 – “A lei de YHWH é
perfeita, e refrigera a alma; o testemunho de YHWH é fiel, e dá sabedoria aos
símplices. Os preceitos de YHWH são rectos e alegram o coração; o
mandamento de YHWH é puro, e ilumina os olhos. O temor de YHWH é limpo, e
permanece eternamente; os juízos de YHWH são verdadeiros e justos
juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e
mais doces do que o mel e o licor dos favos. Também por eles é admoestado o
teu servo; e em os guardar há grande recompensa”. Estas palavras são eternas,
pois foram inspiradas pelo Espírito de YHWH.
Mas, será que a fraqueza da Igreja não provém disto mesmo? Da nossa falta de
aplicação nas coisas de Deus? Da nossa falta de entrega? Selámos um compromisso
individual no baptismo, mas depois pensámos que já tínhamos feito tudo. Errado. A
nossa vida cristã de entrega começou naquele momento. Senão, corremos o risco de
voltar a cair. Se Deus não tomar conta de nós (pela nossa entrega), então o diabo
cuidará de nós (devido à nossa negligência para com Deus).
Exemplo: Deus estabeleceu as Suas festas anuais, aos tempos por Ele determinados e
por estatuto perpétuo (Levítico 23). Que fazem muitos? Assobiam para o lado, como se
a Palavra da Justiça não fosse para os tempos actuais ou como se os estatutos de
Deus não tivessem importância para as suas vidas e para a sua salvação! Tornam-se
negligentes – são maus servos! Mesmo alguns que já hoje aceitam celebrar as Festas
Santas de YHWH e vêem nelas o Plano de Deus para a humanidade, chegam ao
ponto de marcar as datas das celebrações através de um calendário judaico errado.
Errado porque não respeita as determinações de YHWH, e os Seus sinais como o
aparecimento da Lua Nova em conjunto com o anúncio da maturação da cevada em
Israel, quando esta se encontra no estado de Abib (maturação). Erram na marcação
das Solenidades de YHWH devido à sua teimosia, teimosia essa que lhes pode sair
muito cara, pois demonstram que continuam “agarrados” às tradições e preceitos dos
homens. O diabo cegou-lhes o entendimento! Não têm conhecimento da Palavra de
YHWH, como nos aponta em Oséias 4:6 – “O meu povo foi destruído, porque lhe
faltou o conhecimento [da Lei de YHWH; porque se desviaram dos Seus
preceitos]; porque tu rejeitaste o conhecimento [a minha Lei/Torá], também eu te
rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste
da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”. Deus repreende e
castiga aqueles a quem ama. O pior é se o homem na sua auto-suficiência não quer
ouvir a Palavra de Deus e acaba por rejeitar a Sua repreensão.
Os que rejeitam a repreensão ficam entregues aos seus próprios conselhos. Se não se
deixam guiar pelo Espírito Santo de YHWH, então Deus os abandona aos seus
próprios caminhos; então o diabo tomará conta deles. Mesmo muito antes de Yeshua
nos ter dito para circuncidarmos o nosso coração, já O mesmo Senhor nos dizia em
Deuteronómio 10:16 – “Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração [mente;
centro do seu raciocínio e decisões], e não mais endureçais a vossa cerviz”. Eis
o grande problema do homem.
8
Todos teremos que comparecer perante o tribunal de Cristo, e todos havemos de ser
julgados pela Lei perfeita da liberdade, precisamente aquela que temos por dever
guardar nos nossos corações e por ela viver. E o julgamento de Deus começa pela
Sua própria casa. Leiam e inspirem-se nos 176 versículos do Salmo 119! O homem
viverá de TODA a palavra que sai da boca de Deus!
Não poderíamos encerrar este estudo sem relembrar as palavras de Yeshua que se
encontram em Mateus 5:17-19 – “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas:
não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e
a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja
cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que
seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus;
aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos
céus”. Se O Senhor Yeshua faz estas afirmações tão claras, como pode o homem
ignorá-las? Ao fazê-lo, está a ditar a sua própria condenação.
Esta Lei eterna estando já hoje gravada no coração dos fiéis (como virá a estar no
coração de todos os que viverem no Milénio de MASHIAH – Jeremias 31:31-33; Hebreus
8:10; 10:16) é, conjuntamente com o Sábado santo (o 7º dia), o sinal que identifica o
povo do Altíssimo desde o princípio dos tempos até que tudo se cumpra.
Hoje vemos o resultado dos esforços de Satanás em confundir o homem, levando-o a
que se desvie da santa e justa Lei de YHWH. Nem a própria Palavra parece convencer
alguns (muitos) que a Lei está totalmente em vigor e que Yeshua não a veio abrogar –
nem mesmo as palavras de Yeshua os convence. Pior para eles.
O tempo em que o “mistério da iniquidade” se manifestará de forma mais forte e
notória, é precisamente nos dias actuais e nos vindouros, quando muitos abandonam a
fé e a sã doutrina dos profetas, de Yeshua e dos apóstolos de Yeshua. Ou que torcem
as palavras destes servos do Altíssimo para sua própria perdição. Em breve se
manifestará o anti-Cristo do tempo do fim, aquele que é apelidado na Bíblia como
“homem do pecado”. Esses serão dias de apostasia total. Paulatinamente, os
mandamentos de YHWH têm vindo a ser erradicados das congregações e dos
corações dos crentes. A sua fé esfria a olhos vistos. O reinado do anti-Cristo (o homem
que é contra a Lei de YHWH), pautar-se-á por um recrudescimento da apostasia. Este
será um reinado breve mas fatal para muitos.
Como se disse antes, a animosidade contra a Torá dada por Deus, tem sido manifesta
sobretudo nestes últimos 2.000 anos. Esta animosidade (o “mistério da iniquidade”)
culminará em novas perseguições dos fiéis que viverem nos tempos do fim, tal como
sucedeu com as perseguições que ocorreram ao longo destes dois milénios e que
levou à tortura e à morte muitos milhões de fiéis. Muitos não reputaram a sua vida por
valiosa porque viviam pela fé nas promessas de Yeshua e da Palavra de YHWH numa
pátria celestial vindoura, vivendo assim pela obediência.
Vejamos o que o apóstolo Paulo nos ensina em Romanos 8:10 – “E, se Cristo está
em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado [da desobediência
9
à Lei], mas o espírito vive por causa da justiça [na fé de Yeshua e na vivência da
Lei de YHWH]”, de forma a que cheguemos assim, à estatura de varão perfeito, à
imagem de Yeshua, pelo que ambicionamos vir a estar entre a grande multidão dos
salvos, aqueles que adquiram “a paciência dos santos; aqui estão os que guardam
os mandamentos de HELOHIM e a fé em YESHUA”.
“Nunca vos conheci!”, Dirá Yeshua, O Justo Juiz, aos que se deixarem
enredar nas malhas do “mistério da iniquidade” promovido por Satanás.
Arrependamo-nos, pois!
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
Vítor Quinta
Março 2010
“Porque já o mistério da injustiça opera”
“For the mystery of iniquity doth already work”
2. Tessalonicenses 2:7a
Optámos por transcrever esta breve passagem da carta de Paulo dirigida à
comunidade de crentes em Tessalónica em duas línguas. O propósito é demonstrar, de
forma clara, que quando Paulo nos fala em injustiça está a apontar-nos o conceito de
iniquidade. O mesmo é dizer:
• pecado, como nos diz em 1.João 5:17 – “Toda a iniquidade é pecado”. Ora,
como sabemos também, iniquidade significa transgressão da Lei de YHWH, a
Torá dada a Israel através do Seu servo Moisés.
• sem Lei (anomia, no grego); sem Torá (oposição à Lei de YHWH); por outras
palavras, “o mistério da iniquidade” traduz todo o esforço de Satanás e seus
servidores para torcerem ou tentarem anular a eterna Lei do Altíssimo, o que
será mais visível nos últimos dias, nos dias do anti-Cristo do tempo do fim, o
tempo da apostasia completa de muitos.
O oposto de injustiça/iniquidade/pecado, é justiça/obediência. A melhor ilustração que
podemos encontrar sobre o efeito que a prática da justiça opera nos fiéis, através da
obediência a toda a vontade de Deus contida nos Seus preceitos eternos, está
reflectida nas palavras que foram pronunciadas em relação ao modo de vida dos pais
de João, o Batista, e que se encontram em Lucas 1:5-6 – “Existiu, no tempo de
2
Herodes, rei da Judeia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e
cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel [prima de Maria, mãe
de Yeshua]. E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em
todos os mandamentos e preceitos do Senhor”. Na realidade, só pode ser
considerado justo aos olhos do Altíssimo aquele(s) que vivem em obediência à Sua Lei
eterna, i.e. aquele(s) que pratica(m) a justiça de Deus.
Ora, também sabemos que o mistério da iniquidade (ou da injustiça) começou a operar
muito cedo, desde os tempos de Nimrod e Babel. Depois, com maior ênfase, a partir da
morte dos apóstolos de Yeshua, quando muitos dos chamados “pais da igreja”, que
não foram mais do que religiosos eivados das filosofias gregas, começaram a distorcer
a verdade e a afastar-se da raiz dos ensinamentos hebraicos…que rejeitaram. Por
desejo de hegemonia, vaidade e domínio sobre o povo de Deus, passaram a rejeitar
todo o ensinamento que tivesse alguma coisa a ver com os ensinamentos hebraicos.
Esta tendência apareceu cedo, mas acentuou-se a partir do século IV, desde
Constantino, quando a igreja se “casou” com o poder terreno e o bispo de Roma
chamou a si o domínio sobre as restantes congregações e bispados. Tal teve maior
expressão nas conclusões do Concílio de Nicéia, no ano 325 d.C.
Nos nossos dias, a grande maioria dos que professam o cristianismo cresceram sem
qualquer entendimento e estudo do conteúdo das Escrituras e do que verdadeiramente
significa “a Lei de YHWH”, aquela que O Altíssimo entregou a Israel através de Moisés
no Monte do Sinai. E, a menos que se arrependam da sua condição de ignorância e
voltem para a “instrução/ensino” de YHWH – a Sua Torá, abandonando todo o
conhecimento herdado da filosofia greco-romana e passando a abraçar os conceitos
hebraicos (as “veredas antigas” – Jeremias 6:16; 18:15), não entrarão no Reino de
Deus.
Poderão argumentar alguns (como de resto o fazem): “a Lei é para os judeus”. Não é
verdade, pois a Lei é universal (para todos os povos) e já era guardada pelos fiéis
antes de existir a descendência de Abraão (Génesis 26:5). Ela é uma peça central da
fé daqueles que foram enxertados na boa oliveira que é Israel, como nos é ensinado
em Romanos 11. Responde Paulo em Romanos 9:4-5 – “Que são israelitas, dos
quais é a adopção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as
promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual
é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém”. Todos os que fomos enxertados
na “boa oliveira”, que é a Israel de Deus, cuja raiz é Cristo, passámos a ser filhos de
Israel e, herdeiros conforme a promessa dada a Abraão, como nos é ensinado em
Gálatas 3:27-29 – “Porque todos quantos fostes baptizados em Cristo já vos
revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não
há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de
Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”.
Desde os tempos antigos Deus lamentou a falta de entendimento e de obediência do
Seu povo à Sua Lei, aos Seus ensinamentos e conselhos: Salmo 81:13 – “Oh! se o
meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos!” O Senhor
YHWH esclarece a razão porque sobrevieram castigos tão grandes sobre Israel ao
3
longo do tempo: Jeremias 16:10-11 – “E será que, quando anunciares a este povo
todas estas palavras, e eles te disserem: Por que pronuncia YHWH sobre nós
todo este grande mal? E qual é a nossa iniquidade, e qual é o nosso pecado, que
cometemos contra YHWH nosso Deus? Então lhes dirás: Porquanto vossos pais
me deixaram, diz YHWH, e se foram após outros deuses, e os serviram, e se
inclinaram diante deles, e a mim me deixaram, e a minha lei não a guardaram”.
Ora Deus não muda: Ele É O mesmo ontem, hoje e eternamente. Do mesmo modo a
Sua Lei não foi abrogada (anulada), como O próprio Yeshua confirmou.
“Errais, não conhecendo as Escrituras” disse Yeshua aos responsáveis do Seu
tempo que não souberam ver Nele O Cristo há muito anunciado e não souberam
reconhecer o tempo da sua visitação (por YHWH). Assim estão muitos responsáveis
religiosos dos nossos dias que, ao rejeitarem a Sua Lei eterna (ou parte dela) estão a
rejeitar também O Autor dessa mesma Lei. Estão a rejeitar a Lei que deveria reger as
suas vidas para que fossem abençoados, como Israel o era quando andava em
obediência ao seu Deus.
Vivemos num mundo curioso, mas virado de pernas para o ar em todos os campos da
vida em sociedade. Onde deveria haver respeito aos preceitos de Deus e obediência
baseada no amor a Deus e ao próximo, há completa falta de ambos. E isto é obra de
Satanás e da fraqueza humana que se deixou inquinar pelos artifícios desviantes de
Satanás. O homem tem toda a culpa neste processo de abandono da verdade. Ser-lheá
exigido o pagamento de uma factura para a qual não tem recursos, pois recusou o
único meio de saldar essa dívida: o sangue gracioso do Senhor Yeshua.
No campo religioso, que é primordialmente aquele que nos interessa analisar nesta
tribuna de liberdade e de verdade bíblica, fala-se muitas vezes em falsos profetas,
naqueles que, falando em nome do Cristo Yeshua, se desviam dos Seus ensinamentos
e desviam outros da verdade que Esse mesmo Cristo veio ensinar há 2.000 anos atrás.
E, o que é curioso, é que nenhum desses falsos profetas que abundam no chamado
“cristianismo” dos nossos dias, ou no meio evangélico em geral, se vê a si próprio
como um falso profeta, apesar de negar a Cristo quando nega a Sua Lei eterna. São
prevaricadores contumazes e condutores cegos. E nem têm consciência da sua
condição. Por isso Pedro lhes diz que eles são como “Estes são fontes sem água,
nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas
eternamente se reserva” – 2.Pedro 2:17.
E porquê? Porque falam em nome de um “cristo” que não é Aquele que nos é revelado
nas Escrituras e nos escritos apostólicos, e que em tudo foi obediente aos preceitos de
Seu Pai: O verdadeiro Filho do Altíssimo, Senhor Yeshua.
Isto não deve constituir surpresa, pois Yeshua disse-nos antecipadamente em Mateus
24:11 – “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos”. A estes,
chamou-lhes “condutores cegos”.
4
Muitos continuam hoje a usar os escritos de Paulo (um fiel obreiro do Senhor que, pela
fé e pela graça que sobre ele foram derramadas do Alto, andou em estrita obediência à
Lei de YHWH, à Sua Torá), para os distorcer, negando a perenidade da Lei do Senhor,
e a sua validade para os fiéis de todos os tempos. Segundo 2.Pedro 3:16 – “Falando
disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de
entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras
Escrituras, para sua própria perdição”. O apóstolo Pedro não poderia ser mais claro
acerca dos métodos que estes usariam…para sua própria destruição e daqueles que
acreditam nos seus ensinamentos.
Muitos dizem:
• Cristo “cumpriu” a Lei por nós (já não é preciso guardar a Lei), ou
• “A Lei e os profetas “duraram” até João”, como se encontra em Mateus 11:13;
Lucas 16:16. A palavra “duraram” foi acrescentada pelo tradutor, distorcendo
assim a Palavra de Deus. O que esta passagem nos quer transmitir é que “até
João existiram a Lei e os profetas” para anunciarem a vinda do Reino de Deus,
dando a sua visão profética do que estava para vir. Porém, em aditamento a
estes testemunhos antigos, veio João, o Batista, e depois Yeshua e os Seus
apóstolos, para anunciarem a proximidade do Reino ou, até, que o Reino de
Deus estava entre nós: ver verso 31; João 5:46; Romanos 3:21, como também
nos é dito em Mateus 3:1-2 por João e depois por Yeshua em Mateus 4:17;
Marcos 1:15, tendo como resultado que todos fazem força para entrar no Reino
dos céus: Mateus 11:12. Se na realidade a Lei e os profetas tivessem vigorado
só até João, o Batista, onde caberiam então os ensinamentos de Yeshua e dos
Seus apóstolos que são, todos eles, posteriores a João, o Batista? Como se vê
é fácil desmontar este erro. E as profecias que ainda não foram cumpridas,
como, por exemplo, as dos últimos dias de Daniel? Também estas ficariam
anuladas? De maneira nenhuma, como diria Paulo.
• Etc., etc.
A contrapor a este tipo de argumentos errados, Paulo responde-lhes desta forma
categórica em Romanos 3:31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira
nenhuma, antes estabelecemos a lei”. Permanecendo na carta aos Romanos
reparemos, com atenção, no que Paulo nos diz em Romanos 2:13 – “Porque os que
ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser
justificados”. Estas palavras corroboram o que lemos em Lucas 1:5-6.
“Aquele que tem os meus mandamentos (e, como sabemos, Yeshua veio magnificar
a Lei do Pai, cumprindo-a exemplarmente na Sua vida terrena) e os guarda esse é o
que me ama”, diz-nos Yeshua em Mateus 14:21.
Não nos esqueçamos de um ponto capital nesta matéria: o “mistério da iniquidade” terá
como consequência a morte, pois “o salário do pecado é a morte”. Se este “mistério”
da iniquidade já operava no tempo de Paulo, que diremos então hoje?
5
Outra questão que deve ser equacionada, pois liga-se a todo este tema da iniquidade
mas em oposição a esta, é a questão da “graça de Deus”. A “graça de Deus” com a
qual os responsáveis religiosos dos nossos dias enchem a boca nas suas pregações
inflamadas, ao mesmo tempo que negam a validade da Lei/Torá de YHWH (ou parte
dela, como já se disse), ditará a morte daqueles que os seguem, pois seguem os seus
discursos vãos (vazios de conteúdo de verdade – muitos ficam só pela rama), negando
a eficácia da graça de Deus que é a obediência à Lei/Torá de YHWH e ao Seu Cristo.
De resto, conhecemos que a “graça de Deus” é a Torá viva, isto é, ela é,
simultaneamente, Yeshua e a Torá, Tito 2:11 – “Porque a graça de Deus
[Yeshua/Torá] se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”.
Paulo também nos revela em Romanos 6:1-2 – “Que diremos pois?
Permaneceremos no pecado [na iniquidade, na desobediência, na rebeldia para
com a Lei/Torá de YHWH], para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que
estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”, existir uma total
oposição entre graça e pecado/iniquidade/desobediência/rebeldia. A “graça de Deus” é
bem visível desde Génesis, na vida de todos aqueles que, ao longo de todos os
tempos, andaram em obediência perante os preceitos do Altíssimo. Tomemos o
exemplo de Noé, que “achou graça” aos olhos de YHWH.
De resto, vale a pena perguntar: pode a graça de Deus ser derramada sobre aqueles
que andam em desobediência à vontade do Altíssimo contida na Sua Lei? A resposta é
óbvia: Não!
Por isso Yeshua dirá aos rebeldes no dia do Seu juízo: Mateus 7:21-24 – “Nem todo o
que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a
vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor,
Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos
demónios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi
abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a
iniquidade. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica,
assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”.
Todos eles conhecem bem estas palavras de condenação, mas nenhum se revê nesta
situação. Recusam-se a “ouvir” e “praticar” os conselhos de Deus.
Como nos ensina o aposto Tiago em Tiago 1:22, 25 – “E sede cumpridores da
palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos…Aquele,
porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade [a Lei eterna de YHWH
dada por Moisés], e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas
fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito”. Dúvidas? Só se for na
mente daqueles que torcem as palavras de Paulo e as Escrituras para sua própria
perdição. Esta “lei perfeita da liberdade” é aquela com a qual todo o ser humano será
julgado pelo Justo Juiz.
Estes seres humanos estão destinados à destruição, pois preferiram a mentira à
verdade. Os que praticam a iniquidade (transgressores da Lei de YHWH) serão
6
destruídos para sempre: Salmos 92:7; 101:8; Provérbios 10:29; 21:15. Desvanecem-se
em seus discursos vãos. Isaías 30:9 lembra-nos: “Porque este é um povo rebelde,
filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei de YHWH”. Eis o busílis da
questão. Como também Paulo escreveu em 1.Timóteo 1:8-10 – “Sabemos, porém,
que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; sabendo isto, que a lei não é
feita para o justo [porque esse já vive por ela], mas para os injustos e
obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os
parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas,
para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o
que for contrário à sã doutrina [para que o injusto se arrependa, ou seja
condenado por ela, caso não haja arrependimento]. A estes mentirosos está
reservado o fogo da destruição da segunda morte como nos é dito em Apocalipse 21:8.
Aqueles que dizem que O conhecem e não guardam os Seus mandamentos são
mentirosos: 1.João 2:3-7 – “E nisto sabemos que o conhecemos [a Yeshua]: se
guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda
os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que
guarda a sua palavra [a Sua Lei eterna], o amor de Deus está nele
verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que
diz que está nele, também deve andar como ele andou. Irmãos, não vos escrevo
mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes.
Este mandamento antigo é a palavra [a Lei/Torá] que desde o princípio ouvistes”.
Notemos assim que todos os que ensinam que a Lei (ou parte dela) não é para
cumprir, tal como Deus a instituiu para que nos vá bem, é mentiroso! E, o destino de
todos os mentirosos é a destruição – a segunda morte.
Olhemos agora para o comportamento de YHWH quando vier o tempo da aflição
destes falsos mestres: Provérbios 1:24-31 – “Entretanto, porque eu [O EU SOU,
YHWH] clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse
atenção, antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha
repreensão, também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei,
em vindo o vosso temor. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa
perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia. Então clamarão
a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me
acharão. Porquanto odiaram o conhecimento [a Minha Lei]; e não preferiram o
temor de YHWH: Não aceitaram o meu conselho [a Minha Lei]; e desprezaram
toda a minha repreensão. Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-seão
dos seus próprios conselhos”. Este mesmo livro de Provérbios que fala também,
com exaltação, da grandeza da sabedoria de YHWH – a Sua Lei, a Sua Torá eterna.
A repreensão/correcção do Senhor manifesta-se de Génesis a Apocalipse. Só os
obstinados e de dura cerviz (condutores cegos) não entendem. YHWH, através dos
Seus profetas mandou “selar a Lei entre os Seus discípulos” e disse-lhes mais, que “se
eles não falassem segundo esta Palavra – a Lei e o testemunho, é porque não havia
luz/verdade neles; nunca veriam a Alva”, ”Isaías 8:16, 20.
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Lembremos ainda as palavras de David no Salmo 19:7-11 – “A lei de YHWH é
perfeita, e refrigera a alma; o testemunho de YHWH é fiel, e dá sabedoria aos
símplices. Os preceitos de YHWH são rectos e alegram o coração; o
mandamento de YHWH é puro, e ilumina os olhos. O temor de YHWH é limpo, e
permanece eternamente; os juízos de YHWH são verdadeiros e justos
juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e
mais doces do que o mel e o licor dos favos. Também por eles é admoestado o
teu servo; e em os guardar há grande recompensa”. Estas palavras são eternas,
pois foram inspiradas pelo Espírito de YHWH.
Mas, será que a fraqueza da Igreja não provém disto mesmo? Da nossa falta de
aplicação nas coisas de Deus? Da nossa falta de entrega? Selámos um compromisso
individual no baptismo, mas depois pensámos que já tínhamos feito tudo. Errado. A
nossa vida cristã de entrega começou naquele momento. Senão, corremos o risco de
voltar a cair. Se Deus não tomar conta de nós (pela nossa entrega), então o diabo
cuidará de nós (devido à nossa negligência para com Deus).
Exemplo: Deus estabeleceu as Suas festas anuais, aos tempos por Ele determinados e
por estatuto perpétuo (Levítico 23). Que fazem muitos? Assobiam para o lado, como se
a Palavra da Justiça não fosse para os tempos actuais ou como se os estatutos de
Deus não tivessem importância para as suas vidas e para a sua salvação! Tornam-se
negligentes – são maus servos! Mesmo alguns que já hoje aceitam celebrar as Festas
Santas de YHWH e vêem nelas o Plano de Deus para a humanidade, chegam ao
ponto de marcar as datas das celebrações através de um calendário judaico errado.
Errado porque não respeita as determinações de YHWH, e os Seus sinais como o
aparecimento da Lua Nova em conjunto com o anúncio da maturação da cevada em
Israel, quando esta se encontra no estado de Abib (maturação). Erram na marcação
das Solenidades de YHWH devido à sua teimosia, teimosia essa que lhes pode sair
muito cara, pois demonstram que continuam “agarrados” às tradições e preceitos dos
homens. O diabo cegou-lhes o entendimento! Não têm conhecimento da Palavra de
YHWH, como nos aponta em Oséias 4:6 – “O meu povo foi destruído, porque lhe
faltou o conhecimento [da Lei de YHWH; porque se desviaram dos Seus
preceitos]; porque tu rejeitaste o conhecimento [a minha Lei/Torá], também eu te
rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste
da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”. Deus repreende e
castiga aqueles a quem ama. O pior é se o homem na sua auto-suficiência não quer
ouvir a Palavra de Deus e acaba por rejeitar a Sua repreensão.
Os que rejeitam a repreensão ficam entregues aos seus próprios conselhos. Se não se
deixam guiar pelo Espírito Santo de YHWH, então Deus os abandona aos seus
próprios caminhos; então o diabo tomará conta deles. Mesmo muito antes de Yeshua
nos ter dito para circuncidarmos o nosso coração, já O mesmo Senhor nos dizia em
Deuteronómio 10:16 – “Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração [mente;
centro do seu raciocínio e decisões], e não mais endureçais a vossa cerviz”. Eis
o grande problema do homem.
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Todos teremos que comparecer perante o tribunal de Cristo, e todos havemos de ser
julgados pela Lei perfeita da liberdade, precisamente aquela que temos por dever
guardar nos nossos corações e por ela viver. E o julgamento de Deus começa pela
Sua própria casa. Leiam e inspirem-se nos 176 versículos do Salmo 119! O homem
viverá de TODA a palavra que sai da boca de Deus!
Não poderíamos encerrar este estudo sem relembrar as palavras de Yeshua que se
encontram em Mateus 5:17-19 – “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas:
não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e
a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja
cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que
seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus;
aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos
céus”. Se O Senhor Yeshua faz estas afirmações tão claras, como pode o homem
ignorá-las? Ao fazê-lo, está a ditar a sua própria condenação.
Esta Lei eterna estando já hoje gravada no coração dos fiéis (como virá a estar no
coração de todos os que viverem no Milénio de MASHIAH – Jeremias 31:31-33; Hebreus
8:10; 10:16) é, conjuntamente com o Sábado santo (o 7º dia), o sinal que identifica o
povo do Altíssimo desde o princípio dos tempos até que tudo se cumpra.
Hoje vemos o resultado dos esforços de Satanás em confundir o homem, levando-o a
que se desvie da santa e justa Lei de YHWH. Nem a própria Palavra parece convencer
alguns (muitos) que a Lei está totalmente em vigor e que Yeshua não a veio abrogar –
nem mesmo as palavras de Yeshua os convence. Pior para eles.
O tempo em que o “mistério da iniquidade” se manifestará de forma mais forte e
notória, é precisamente nos dias actuais e nos vindouros, quando muitos abandonam a
fé e a sã doutrina dos profetas, de Yeshua e dos apóstolos de Yeshua. Ou que torcem
as palavras destes servos do Altíssimo para sua própria perdição. Em breve se
manifestará o anti-Cristo do tempo do fim, aquele que é apelidado na Bíblia como
“homem do pecado”. Esses serão dias de apostasia total. Paulatinamente, os
mandamentos de YHWH têm vindo a ser erradicados das congregações e dos
corações dos crentes. A sua fé esfria a olhos vistos. O reinado do anti-Cristo (o homem
que é contra a Lei de YHWH), pautar-se-á por um recrudescimento da apostasia. Este
será um reinado breve mas fatal para muitos.
Como se disse antes, a animosidade contra a Torá dada por Deus, tem sido manifesta
sobretudo nestes últimos 2.000 anos. Esta animosidade (o “mistério da iniquidade”)
culminará em novas perseguições dos fiéis que viverem nos tempos do fim, tal como
sucedeu com as perseguições que ocorreram ao longo destes dois milénios e que
levou à tortura e à morte muitos milhões de fiéis. Muitos não reputaram a sua vida por
valiosa porque viviam pela fé nas promessas de Yeshua e da Palavra de YHWH numa
pátria celestial vindoura, vivendo assim pela obediência.
Vejamos o que o apóstolo Paulo nos ensina em Romanos 8:10 – “E, se Cristo está
em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado [da desobediência
9
à Lei], mas o espírito vive por causa da justiça [na fé de Yeshua e na vivência da
Lei de YHWH]”, de forma a que cheguemos assim, à estatura de varão perfeito, à
imagem de Yeshua, pelo que ambicionamos vir a estar entre a grande multidão dos
salvos, aqueles que adquiram “a paciência dos santos; aqui estão os que guardam
os mandamentos de HELOHIM e a fé em YESHUA”.
“Nunca vos conheci!”, Dirá Yeshua, O Justo Juiz, aos que se deixarem
enredar nas malhas do “mistério da iniquidade” promovido por Satanás.
Arrependamo-nos, pois!
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
LXX UMA GRANDE MENTIRA
Prova de que a LXX foi copiada do Novo Testamento
Salmo 14 com Romanos 3:10-18
Na Epístola aos Romanos [3:10-18], o apóstolo
Paulo faz uma lista de citações do Velho Testamento
que declaram a [total] depravação do homem e sua
rebelião contra Deus. Estas citações são tomadas de
vários livros do Velho Testamento. Em local NENHUM os
textos em hebraico contêm estes nove versos listados
um logo a seguir do outro. Ao invés disto, eles estão
espalhados através de todo o livro dos Salmos e no
livro de Isaías.
Rom 3:10-18 "10 Como está escrito: Não há um justo,
nem um sequer.
11 Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que
busque a Deus.
12 Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram
inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.
13 A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas
línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está
debaixo de seus lábios;
14 Cuja boca está cheia de maldição e amargura.
15 Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.
16 Em seus caminhos há destruição e miséria;
17 E não conheceram o caminho da paz.
18 Não há temor de Deus diante de seus olhos." (Rm
3:10-18 ACF)
Rom 3:10-12 (citação de Salmo 14:1-3 e Salmo 53:1-3.)
Rom 3:13 é citação de Salmo 5:9 e Salmo 140:3;
Rom 3:14 é citação de Salmo 10:7;
Rom 3:15 é citação de Isaías 59:7;
Rom 3:16 é citação de Isaías 59:7;
Rom 3:17 é citação de Isaías 59:8; e
Rom 3:18 é citação de Salmo 36:1.
No texto em Hebraico [em todos os manuscritos
Hebraicos de que que já se teve conhecimento], ambos
os Salmos 14 e 53 têm seus 3 primeiros versos
praticamente iguais, e então o resto de cada um destes
dois Salmos difere consideravelmente um do outro. Eles
são dois Salmos diferentes.
Nos textos em Hebraico [em todos os
manuscritos Hebraicos de que que já se teve
conhecimento], Salmo 14 está exatamente conforme sua
tradução na Almeida Corrigida Fiel, da SBTB. Os
primeiros 3 versos são como se segue:
Salmo 14:1-3 "1 Disse o néscio no seu coração: Não há
Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas
obras, não há ninguém que faça o bem.
2 O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos
homens, para ver se havia algum que tivesse
entendimento e buscasse a Deus.
3 Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos:
não há quem faça o bem, não há sequer um." (Sl 14:1-3
ACF)
No entanto, a fraudulenta versão grega
conhecida como Septuaginta (LXX) grandemente expande
Salmo 14 verso 3, e ADICIONA 6 (SEIS!) VERSOS
INTEIROS, PALAVRA POR PALAVRA RETIRADOS DO LIVRO DE
ROMANOS 3:13-18, NO NOVO TESTAMENTO.
SE os tradutores que confeccionaram a
Septuaginta (LXX) original realmente a confeccionaram
lá atrás no ano 300 ANTES de Cristo (como todos os
promotores da Septuaginta alegam),
ENTÃO de que fonte eles obtiveram estes inteiros 6
(seis!) versos que eles colocaram palavra por palavra
na tradução que fizeram do Salmo 14, quando NENHUM
texto em Hebraico nem remotamente tem nada remotamente
parecido com isto, dentro deste Salmo?
A resposta é muito simples e só pode ser uma: eles
obtiveram estes 6 (seis!) versos diretamente de
Romanos 3:10-18, DEPOIS que o Novo Testamento já havia
sido completado.
Escrito por Teno Groppi, adaptado de artigo de Will Kinney.
Traduzido por Hélio de M. Silva.
Mitos Sobre a Septuaginta e Traduções Modernas
por Dr. Larry Spargimino
Traduzido para o português por W. Janzen
Não tudo o que as pessoas acreditam sobre as novas traduções, e a denominada erudição usou em suas produções, passa o teste de escrutínio. De fato, não tudo que as pessoas acreditam sobre erudição Bíblica moderna passa o teste de escrutínio. Por favor não pense que eu sou contra a erudição, porque eu não sou. Mas quando os estudiosos falam sobre coisas que não existem como se elas existissem, eu tenho que registrar um protesto.
Achando o que não Existe
Durante os últimos 100 anos os estudiosos europeus reivindicaram que Mateus, Marcos, Lucas, e João realmente não contaram a verdade sobre Jesus de Nazaré. Supostamente escritores dos Evangelhos fabricaram “histórias de milagres" e "mitos" que fizeram o real Jesus parecer como o eterno Filho de Deus. A verdade sobre Jesus foi perdida? Bem, realmente não. Segundo os estudiosos, a verdade sobre Jesus poderia ser achada em um documento que eles chamaram de "Q". “Q" é a primeira letra no alemão de Quelle, que quer dizer "fonte". Supostamente, “Q" é o documento mais antigo e mais fidedigno que dá a verdade sobre Jesus. Porém, ninguém jamais viu "Q"! só existe nas imaginações vívidas de peritos que não gostam do Jesus dos Evangelhos.
Ao redor da mesma época em que os estudiosos do Novo Testamento falavam sobre "Q”, os estudiosos do Velho Testamento falavam sobre JEDP. Estes são os nomes de quatro documentos antigos nos quais o Velho Testamento é supostamente baseado. Os editores antigos levaram pedaço por pedaço de informação destes quatro documentos e de alguma maneira colaram tudo junto para conseguir o nosso presente Velho Testamento. Acreditar em JEDP significa, entre outras coisas, que Moisés não era o autor humano do Pentateuco, e se isso é verdade, Jesus Cristo ensinou erro. Isto também significa que as escrituras de Velho Testamento não são mais fidedignas que lendas populares. Mas, como era o caso com "Q", ninguém também viu alguma vez estes quatro alegados documentos. Eu sei por que. Eles não existem.
Então nós devemos mencionar os alegados 18 anos que Jesus estudou debaixo dos gurus no Oriente. Os evangelhos dizem nada sobre aquele período de tempo entre o décimo segundo ano de vida de nosso Senhor e quando Ele começou o seu ministério terrestre aos 30 anos de idade. Os “New Agers” adoram construir o caso deles sobre a suposta estada de 18 anos do nosso Senhor na Índia. O Jesus real, eles dizem, acreditara como um guru e cantara para as suas devoções matutinas um ummm profundo "..., ummmm..". qual é a prova para estas reivindicações surpreendentes? Durante os recentes anos de 1800 um homem conhecido pelo nome de Nicholas Notovitch, enquanto viajava pelo Tibet, foi informado pelo lamas do Tibete que havia um documento de registro da visita de Jesus no Oriente, e que este documento teria sido achado em um monastério do Himalaia. Porém, como é verdade com "Q" e JEDP, nenhum tal documento jamais foi achado! Se a Bíblia estivesse baseado em nenhuma evidência melhor do que isto, ela teria sido esmagada há muitos anos atrás - e por justa causa.
Mas o que então da Septuaginta?
Muitas reivindicações foram feitas para a Septuaginta. O prefácio da Bíblia NIV, primeira data 1978 e revisada em 1983, afirma:
Os tradutores. . . consultaram as versões mais antigas e importantes - a Septuaginta; Aquila, Symmachus e Teodócio. ... Leituras destas versões foram ocasionalmente seguidas onde o Texto Masorético parecia duvidoso e onde princípios de crítica textual apontaram para tal... estas testemunhas textuais pareciam prover a leitura correta.
Outros alegam que a Septuaginta nos "dá vislumbres da vida de comunidades judaicas no Egito nos séculos imediatamente pré-cristãos, e no pensamento dos primeiros cristãos, para quem esta era a primeira Bíblia.
Embora houvesse um pouco de relutância por parte dos tradutores de Bíblia pôr muita ênfase na Septuaginta, isto está mudando depressa. "Considerando que quase todos reconhecem a corrupção generalizada da LXX e assim normalmente favoressem o hebraico, a maioria acredita agora que eles podem escolher a dedo entre os dois para estabelecer o “texto correto”.2 Mas há a possibilidade de a Septuaginta ser aproximadamente tão real quanto “Q"? Pode a existência da Septuaginta ser uma fabricação usada contra a Palavra de Deus e ser outro exemplo da agressão satânica de longa data contra as Escrituras? Este é um assunto importante que merece estudo. Em um documento lido em uma reunião da prestigiosa Deacan Society de Burgon, 10-11 de julho de 1996, Dr. Kirk D. DiVietro focaliza afiadamente o assunto:
Você pode perguntar, "Por que, afinal, você está trilhando por esta estrada? O que ela significa para mim?” Ela significa muito para você. A própria autoridade de sua Bíblia está em jogo. A Septuaguinta não é uma tradução literal. Utiliza freqüentemente a teoria de "equivalência dinâmica" de tradução. Às vezes passa malabarismos fantásticos, não-literais, inexatos do hebraico. Se nós aceitamos a alegação de que a LXX foi aceita por Jesus e os escritores das Sagradas Escrituras como a Palavra autorizada de Deus, então nós temos que dissolver esta sociedade, e nos unir ao clube de semana da Bíblia moderna. . . Se Jesus e os escritores de Escritura aceitaram esta como Escritura autorizada então a inspiração plena, verbal da Escritura é irrelevante. Se Jesus e os escritores de Escritura aceitassem esta como Escritura autorizada então a doutrina de preservação é um vexame.3
O que é a Septuaginta ou LXX?
Enns afirma que a “Septuaginta é uma tradução grega do Velho Testamento hebraico. . . .Ela foi traduzida peça por peça em Alexandria, Egito, entre o anos de 250 e 150 AC. . . . Escritores do Novo Testamento citaram às vezes da Septuaginta”. 4
Mas que prova temos de tal tradução grega antiga do Velho Testamento estava disponível a Jesus e aos apóstolos? Não muita, como a seguinte citação indica:
“A tradução foi realizada indubitavelmente durante o 3º e 2º séculos A.C., e é pretendido ter sido acabada já no tempo de Ptolemy II Philadelphus, de acordo com a denominada Carta de Aristeas para Philocrates (c. 130 - 100 A.C.). De acordo com a Carta de Aristeas, o bibliotecário da Alexandria persuadiu Ptolemy II Philadelphus para traduzir a Torá para o grego para uso pelos judeus da Alexandria. A carta menciona que foram selecionados seis tradutores de cada uma das 12 tribos e que eles completaram a tradução em apenas 72 dias. Enquanto os detalhes desta história são indubitavelmente fictícios, o núcleo de fato contido nisto parece ser que o Pentateuco foi traduzido para o grego em algum dia durante a primeira metade do 3º século A.C. Durante os próximos dois séculos o remanescente do VT foi traduzido, como também algum livro apócrifo e não-canônico.”5
Isto é uma admissão espantosa. A única prova de origem da Septuaginta na era pré-Cristã é a Carta de Aristeas que, de acordo com a citação acima, dá detalhes que são “incontestavelmente fictícios"! Isto é duro de tragar. Nos seminário nós ouvimos muitos pronunciamentos autorizados relativos à grande antigüidade da Septuaginta. Nossos professores, e os livros de ensino que eles nos fizeram ler, não poderiam estar errados. Seguramente, nós raciocinamos, deve haver alguma evidência definitiva de manuscritos. Bem, há alguma evidência de manuscritos, mas esta não apóia as origens pre-cristãs da Septuaginta.
Unger escreve: "Os mais velhos e mais importantes manuscritos da Septuaginta são os seguintes: (a) Códice Vaticanus (b) Códice Alexandrinus. . . (c) Códice Sinaiticus. ".6 Duas coisas golpearão o leitor perspicaz imediatamente. Estes são manuscritos que não são mais antigos do que o quarto século D.C. Além disso, eles são os manuscritos corruptos nos quais o Texto notório de Westcott-Hort é baseado. Se estes são "os mais velhos e mais importante dos manuscritos" da Septuaginta, nós temos que concluir que os mesmos não são muito velhos e eles não são muito bons. Como professor de seminário, eu tenho ensinado a “linha tradicional" sobre a Septuaginta. Eu já não farei mais assim.
A afirmação de que o Vaticanus e o Sinaiticus são "os mais velhos e, portanto, os manuscritos mais confiáveis" da Septuaguinta não deve ser ignorado. Jones traz o quadro em aguçado enfoque ao escrever:
Constantemente nos é falado que Vaticanus... e Sinaiticus são os mais velhos manuscritos gregos existentes, conseqüentemente os mais fidedignos e os melhores; que eles são de fato a Bíblia. Ainda o Novo Texto Grego que substituiu o Textus Receptus representa nas mentes da vasta maioria dos estudiosos o empreendimento privado de apenas dois homens, dois muito religiosos embora homens não convertidos, Westcott e Hort. Estes homens fundaram a “Bíblia” deles baseada quase que exclusivamente na quinta coluna do Velho Testamento de Orígenes e no Novo Testamento editado pelo mesmo. As leituras do Novo Testamento deles é derivado quase que exclusivamente sobre apenas cinco manuscritos, principalmente sobre apenas um só - Vaticanus B. Além disso, deve ser visto que o testemunho destes dois manuscritos corrompidos é (sic) quase que o único responsável para todos os erros introduzidos nas Sagradas Escrituras em ambos os testamentos isto através dos críticos modernos!7
Moorman dá dois exemplos de escritores que discutem sobre que não há nenhuma era pre-cristã da Septuaguinta. Uma pessoa era Paul Kahle. Ele desenvolveu a teoria que a LXX teve sua origem nas muitas traduções orais gregas do Velho Testamento que posteriormente foi escrito para uso nos cultos depois da leitura do original hebraico. Peter Ruckman manteve uma posição semelhante. Enquanto Kahle chama a "Carta de Aristeas" de propaganda, Ruckman taxa ela de uma "mera fabricação" e lembra que ninguém produziu uma cópia grega da Septuaginta que data de antes D.C. 300. Em vez de Jesus e os apóstolos citarem da Septuaginta, a Septuaginta cita deles.8
A Reivindicação Que Jesus Usou a Septuaginta
D. A. Waite desafia a contenção que Jesus citou da Septuaginta. Em Mateus 5:18 Jesus falou sobre a Lei e disse: "Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido." Nosso Senhor falou do "i" e do "til", as menores partes das letras hebraicas. Quão pequeno? Bem, o "i" se refere à letra hebraica “yodh” que é do tamanho de uma apóstrofe. Esta é um terço da altura das outras letras hebraicas. O "til" se refere aos chifres, ou extensões minúsculas, de algumas letras hebraicas, como o “daleth”, algo parecido com o golpe vertical do lábio em nosso “m” ou “n". Isto excluiria uma Bíblia grega. Além disso, o Novo Testamento se refere a uma divisão tripartite do Velho Testamento - lei, profetas e salmos (Lucas 24:27, 44). Os manuscritos do Velho Testamento grego são, porém, entremeados com escritos apócrifos, nunca reconhecidas como "escritura". pelos rabinos, ou por Cristo ou pelos apóstolos.
Waite também nos refere para Mateus 23:35 como sendo apropriada à esta discussão: “para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que mataste entre o santuário e o altar".
Ele escreve:
Por esta referência, o Senhor pretendeu responsabilizar os Escribas e os Fariseus por todo o sangue de pessoas inocentes derramado do VT inteiro. Abel se acha em Gênese, mas Zacarias se acha em II Crônicas 24:20-22. Se você olha sua Bíblia hebraica, você achará II. Crônicas no último livro (i.é, o último livro na terceira seção, os escritos). Se, por outro lado, você olha em sua edição da Septuaginta, tal como publicada pela Sociedade Bíblica Americana, 1949, Terceira Edição, editada por Alfred Rahlfs, você vê que ela termina com Daniel seguida por "Bel e o Dragão"!! Isto é prova clara que Nosso Salvador usava o Velho Testamento hebraico e não o grego.9
Esta é uma observação significante. A frase, "Abel até Zacarias," é apenas outro modo de declarar, " do início ao fim ". Jesus não disse, "de Abel até Bel e o Dragão".
A Hexapla de Orígenes
Orígenes compilou a Hexapla, uma edição das escrituras do Velho Testamento com texto hebraico, transliteração para o grego, e as traduções gregas disponíveis, tudo em seis colunas paralelas. A terceira coluna é a versão grega de Aquila seguida pela revisão de Symmachus. A quinta coluna é a revisão pessoal de Orígenes da LXX, seguida por uma revisão por Teodócio. Orígenes estava evidentemente preocupado que, até mesmo nos dias dele, havia já várias versões do Velho Testamento grego. Orígenes foi creditado por produzir "a primeira, realmente excelente, tentativa de crítica textual."10 Ruckman combate a idéia de que a “quinta coluna" de Orígenes é a Septuaginta de erudição moderna.
Aquila, Symmachus, e Teodócio não eram seus melhores tipos de tradutores de Bíblia. Aquila (D.C. 80-l35) converteu ao Judaísmo, depois para Cristianismo, e então de volta para o Judaísmo. Enquanto um "Cristão," ele foi excomungado da comunidade por insistentemente se recusar a deixar da astrologia, magia, e necromância. Ele afirmou que Jesus era o "filho bastardo de Maria e um soldado romano loiro de descendência germânica". Igualmente Symmachus e Teodócio tiveram um pouco de visões menos-que-ortodoxas e, junto com Aquila, mexeram com profecia messiânica. Eles substituíram parthenos (“virgem") por neanis (“mulher jovem”) e buscaram distorcer as Escrituras de forma que isto seria mais compatível com a visão Ebionita deles. 12
Então, é óbvio que o Velho Testamento grego teve uma história longa e variada. Este processo de se mexer e revisar continuou, porque nós achamos que após o quarto século houve vários recensos adicionais, i.é., revisões críticas do texto.
Nix escreve:
“No início daquele século (o quarto D.C.) Eusebius e Pamphilius cada um publicou a sua própria edição da quinta coluna da Hexapla de ... O bispo egípcio Heschius (d. 311) tentou o seu recenso próprio da LXX, mas este só sobreviveu em citações feitas por escritores egípcios como Cyril de Alexandria (d.444). Luciano de Samosata e Antioch (d. 311) fizeram outro recenso da LXX que foi preservada em porções citadas nos trabalhos de João Crisóstomo (d. 407) e Theodoret (d. 457).13
Isto é um pedaço espantoso de informação. Mostra que até que Jerome começasse o trabalho com a Vulgata já haviam várias edições de versões do Velho Testamento grego em circulação cada uma das quais era uma "melhoria crítica" da precedente. O grande número de mudanças e variantes na tradução grega do Velho Testamento torna duro de se acreditar que esta tradução é a preservada Palavra de Deus. Realmente, a pessoa é compelida a concordar com Jones quando ele escreve: Tentar reconstruir o Texto hebraico (como muitos ligados às versões modernas estão tentando fazer) de versões tão soltas, deficientes, e de tradução inaceitável seria análogo à tentativa de reconstruir o texto grego do Novo Testamento a partir da Biblia Viva."14
Alexandria - A Cidade de Textos e Pessoas Corruptas
Nós não deveríamos esquecer o fato que, como mostrado nas citações acima que dão uma definição da Septuaguinta, que elas tem suas raízes na antiga cidade egípcia de Alexandria. Orígenes (ca. 185-254) era um dos professores daquela cidade e, até mesmo segundo as palavras ardentes de um admirador, era obviamente um tipo estranho de companheiro:
"Na sua fusão de pensamento grego com exposição bíblica, Orígenes era o maior teólogo da Igreja grega primordial. A famosa escola catequética da Alexandria alcançou seu zênite debaixo da tutela dele. Filho de um mártir, ele tomou literalmente Mateus 19:12 e se castrou para instruir, sem medo de escândalo, as estudantes femininas dele.”15
A cidade antiga de Alexandria, localizada no Delta do Nilo, teve uma reputação pelos seus hereges. Philip Schaff, famoso historiador da igreja e presidente do comitê da American Standard Version (1901) reconheceu que a Alexandria era a fonte de "uma teologia" peculiar baseada nos escritos de Clemente e Orígenes que desenvolveram "uma forma Cristã regenerada da filosofia religiosa judaica Alexandrina de Philo"16. A tradição corrupta dos manuscritos, encarnado nos códices Vaticanus e Sinaiticus, as principais fontes para o notório texto de Westcott e Hort, são textos de Alexandria. Embora alguns indivíduos orientados eclecticamente poderiam discordar, professores de Alexandria, como Orígenes, Clemente, e Philo, foram alguns dos mais árduos corruptores do Cristianismo bíblico. Eles não acharam nada de errado com espiritualizar as Escrituras para fazer a mensagem da Bíblia mais saborosa para os cultos Alexandrinos. Como Grady afirma:
“Ao igualar espiritualidade com intelectualismo religioso, a faculdade Bíblica típica venerará uma multidão de hereges egípcios de Clemente até Orígenes."17
"A Septuaginta" como uma Tradução
Como uma tradução, a Septuaginta é pobre. Freqüentemente se afasta do hebraico e torce doutrinas importantes. Isaías 9:6 da JFA lê: " Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. ". A divindade desta Criança Maravilhosa é claramente evidente, mas é completamente obliterada na Septuaginta: " Porque uma criança nos nasceu, e um filho é dado a nós, cujo governo está nos seus ombros: e o nome dele é chamado o Mensageiro de grande deliberação; porque eu trarei paz aos príncipes, e saúde para ele". Um texto tal como encontrado em Bíblias produzidas pelas seitas.
Até mesmo estudiosos que não quereriam ser classificados como Fundamentalistas têm reservas sérias contra a Septuaginta. Blaiklock afirma que a Septuaginta mostra precisão incorreta e fidelidade questionável ao original hebraico. Como um todo, ele acredita que a retribuição do Pentateuco é uma "tradução razoável", mas II.Reis evidência “considerável evidência de erudição hebraica inadequada”. Como uma tradução, a LXX "é arruinada por interpolação piedosa e paráfrases que refletem pressa, ignorância, ou descuido, e às vezes todos os três."18
Mas o Novo Testamento não cita da LXX? Uma citação no NT de uma passagem do VT que não é automaticamente uma citação literal do Texto Masorético não implica necessariamente que o escritor de Novo Testamento estava usando uma versão diferente do Texto Masorético. Em Ef.4:8, por exemplo, o apóstolo Paulo cita Salmo 68:18 (67:18 na LXX), mas a citação não concorda nem com o Texto Masorético nem com a LXX.
Quando citações no NT variam do Texto Masorético hebraico do VT não implica necessariamente o uso da LXX. Os escritores do NT, escrevendo debaixo da inspiração do Espírito Santo, sentiram-se livre para levar a passagem de VT a dar um significado mais completo a eles revelado pelo Espírito Santo.
Conclusões Sobre a Septuaginta
DiVietro examinou os três livros do Novo Testamento nos quais os estudiosos liberais reivindicam mais freqüentemente que há citações da Septuaginta - João, Atos, e Hebreus - e achou nenhuma prova que a Septuaginta foi citada. Foram examinadas mais de noventa passagens que os editores do Novo Testamento Grego da Sociedade Bíblica Unida, 3ª Edição, tinham marcado como citações do Velho Testamento e foram descobertos fatos que contradizem as conclusões dos estudiosos textuais favoráveis à Septuaginta. Até mesmo pequenas citações, de uma única frase, na qual o Textus Receptus e a Septuaginta às vezes concordam, "este acordo nunca está em variação com o sentido hebraico da frase."19 Isto, certamente, não deveria surpreender porque não existe nenhuma evidência clara ou que até mesmo apenas sugerisse que a Septuaginta tivesse uma origem pre-cristã.
DiVietro afirma:
Seria errado pressumir que Jesus usou a Septuaginta. Qualquer liberdade que Ele praticou com o texto das Escrituras hebraicas, Ele o fez como seu autor, não como seu crítico. Estaria, também, errado pressumir que os escritores do Novo Testamento usaram a Septuaginta como o Velho Testamento autorizado deles. Suas formas características de tradução fornecem nenhuma defesa da prática moderna de tradução de paráfrase e ou equivalência dinâmica. As leituras aberrantes da LXX não deveriam ser elevadas sobre as leituras do Texto Masorético.20
Conclusões Sobre a Bíblia King James
Ignorância nunca é uma condição feliz, mas se nós aprendemos de nossos enganos, como eu aprendi de minhas noções errôneas relativas à LXX, nós estamos fazendo progresso na direção certa. Me pasmo quando vejo quantos escritores Cristãos bons e bons professores assumem automaticamente coisas sobre os textos bíblicos defendidos pelos estudiosos. Por exemplo, Dr. Charles Ryrie que fez uma tremenda contribuição para a nossa compreensão das Escrituras, não obstante aceitou o texto de Westcott-Hort (WHT). A Bíblia Estudo de Ryrie tem uma nota em Marcos 16:9-20 que declara: "Estes versículos não constam de dois dos mss mais fidedignos do NT....". Como Vaticanus e Sinaiticus podem ser "fidedignos" quando eles discordam mais de 3.000 vezes entre si?
Traduções modernas baseadas no texto corrupto de Wescott e Hort tem nota de rodapé em João7:53-8:11, que conta da mulher pega em adultério, e declara que "estes versículos não constam nos melhores e mais antigos manuscritos” ou que "eles podem ser autênticos, mas não eram originalmente parte do Evangelho" de João. Mas o que eles não contam a você é que alguns dos pais de igreja, isto é Augustinho e Ambrosio, reconhecem que a passagem em questão é autêntica, mas foi omitida deliberadamente por alguns escribas por temerem que a passagem possa promover imoralidade!21 Este pedaço de informação muda dramaticamente o quadro. É tempo de os cristãos perceberem que nem tudo o que eles leram em comentários e ou dicionários bíblicos é necessariamente verdadeiro.
End Notes
1. Ira Maurice Price, The Ancestry of Our English Bible, 3rd revised edition by William Irwin and Allen Wikgren (New York: Harper and Brothers, 1956), p. 71.
2. Floyd Jones, The Septuagint (Collingswood, NJ: The Bible for Today, 1995), p. 25.
3. Kirk DiVielro, Did Jesus and the Aposiles Quote from thd Septuagint (DO()? (Collingswood, NJ: The Bible for Today
1996), p. 7.
4. Paul Enns, The Moody Handbook of Theology (Chicago: Mood
Bible Institute, 1989), pp. 173-174.
5. Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, and John Rhea. editors. Wycliff Bible Encyclopedia, vol. 2 (Chicago: Moody Press, 1975), "Ver-
sions, Ancient And Medieval," by William E. Nix.
6. Merrill F. Unger, Unger's Bible Dictionary (Chicago: Moody Press
1957),p.1149f.
7. Jones, p. 50.
8. Jack Moorman, Forever Settled: A Survey of the Documents and
History of the Bible (Collingswood, NJ: The Dean Burgon Society Press, 1999), pp. 17-18.
9. Ibid., pp. 22-23.
10. Nix.
11. Peter 5. Ruckman, The Christian's Handbook of Manuscript Evidence (Palatka, FL: Pensacola Bible Press, 1970), p. 60.
12. Jones, pp. 15-16.
13. Nix
14. Jones, p. 14.
15. Walter A. ElweIl, ed. Evangelical Dictionary of Theology (Gran Rapids: Baker Book House, 1984). "Orígenes," by C. C. Kroeger.
16. William P. Grady, Final Authority: The Chnstian's Guide to th King James Bible (Knoxville: Grady Publications, 1993), p. 82.
17. Ibid.,p.73.
18. Merrill C. Tenney, ed. The Zondervan Pictorial Encyclopedia of The Bible, vol. 5 (Grand Rapids: Zondervan, 1975). "Septuagint, by E.M. Blaiklock.
19. DiVietro, p. 51.
20. Ibid., p. 53.
21. Dean Burgon, The Causes of Corruption in the Traditional Text
vol. II (Collingswood, NJ: Dean Burgon Society Press, 1998),
PP 251-252, 259.
Salmo 14 com Romanos 3:10-18
Na Epístola aos Romanos [3:10-18], o apóstolo
Paulo faz uma lista de citações do Velho Testamento
que declaram a [total] depravação do homem e sua
rebelião contra Deus. Estas citações são tomadas de
vários livros do Velho Testamento. Em local NENHUM os
textos em hebraico contêm estes nove versos listados
um logo a seguir do outro. Ao invés disto, eles estão
espalhados através de todo o livro dos Salmos e no
livro de Isaías.
Rom 3:10-18 "10 Como está escrito: Não há um justo,
nem um sequer.
11 Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que
busque a Deus.
12 Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram
inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.
13 A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas
línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está
debaixo de seus lábios;
14 Cuja boca está cheia de maldição e amargura.
15 Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.
16 Em seus caminhos há destruição e miséria;
17 E não conheceram o caminho da paz.
18 Não há temor de Deus diante de seus olhos." (Rm
3:10-18 ACF)
Rom 3:10-12 (citação de Salmo 14:1-3 e Salmo 53:1-3.)
Rom 3:13 é citação de Salmo 5:9 e Salmo 140:3;
Rom 3:14 é citação de Salmo 10:7;
Rom 3:15 é citação de Isaías 59:7;
Rom 3:16 é citação de Isaías 59:7;
Rom 3:17 é citação de Isaías 59:8; e
Rom 3:18 é citação de Salmo 36:1.
No texto em Hebraico [em todos os manuscritos
Hebraicos de que que já se teve conhecimento], ambos
os Salmos 14 e 53 têm seus 3 primeiros versos
praticamente iguais, e então o resto de cada um destes
dois Salmos difere consideravelmente um do outro. Eles
são dois Salmos diferentes.
Nos textos em Hebraico [em todos os
manuscritos Hebraicos de que que já se teve
conhecimento], Salmo 14 está exatamente conforme sua
tradução na Almeida Corrigida Fiel, da SBTB. Os
primeiros 3 versos são como se segue:
Salmo 14:1-3 "1 Disse o néscio no seu coração: Não há
Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas
obras, não há ninguém que faça o bem.
2 O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos
homens, para ver se havia algum que tivesse
entendimento e buscasse a Deus.
3 Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos:
não há quem faça o bem, não há sequer um." (Sl 14:1-3
ACF)
No entanto, a fraudulenta versão grega
conhecida como Septuaginta (LXX) grandemente expande
Salmo 14 verso 3, e ADICIONA 6 (SEIS!) VERSOS
INTEIROS, PALAVRA POR PALAVRA RETIRADOS DO LIVRO DE
ROMANOS 3:13-18, NO NOVO TESTAMENTO.
SE os tradutores que confeccionaram a
Septuaginta (LXX) original realmente a confeccionaram
lá atrás no ano 300 ANTES de Cristo (como todos os
promotores da Septuaginta alegam),
ENTÃO de que fonte eles obtiveram estes inteiros 6
(seis!) versos que eles colocaram palavra por palavra
na tradução que fizeram do Salmo 14, quando NENHUM
texto em Hebraico nem remotamente tem nada remotamente
parecido com isto, dentro deste Salmo?
A resposta é muito simples e só pode ser uma: eles
obtiveram estes 6 (seis!) versos diretamente de
Romanos 3:10-18, DEPOIS que o Novo Testamento já havia
sido completado.
Escrito por Teno Groppi, adaptado de artigo de Will Kinney.
Traduzido por Hélio de M. Silva.
Mitos Sobre a Septuaginta e Traduções Modernas
por Dr. Larry Spargimino
Traduzido para o português por W. Janzen
Não tudo o que as pessoas acreditam sobre as novas traduções, e a denominada erudição usou em suas produções, passa o teste de escrutínio. De fato, não tudo que as pessoas acreditam sobre erudição Bíblica moderna passa o teste de escrutínio. Por favor não pense que eu sou contra a erudição, porque eu não sou. Mas quando os estudiosos falam sobre coisas que não existem como se elas existissem, eu tenho que registrar um protesto.
Achando o que não Existe
Durante os últimos 100 anos os estudiosos europeus reivindicaram que Mateus, Marcos, Lucas, e João realmente não contaram a verdade sobre Jesus de Nazaré. Supostamente escritores dos Evangelhos fabricaram “histórias de milagres" e "mitos" que fizeram o real Jesus parecer como o eterno Filho de Deus. A verdade sobre Jesus foi perdida? Bem, realmente não. Segundo os estudiosos, a verdade sobre Jesus poderia ser achada em um documento que eles chamaram de "Q". “Q" é a primeira letra no alemão de Quelle, que quer dizer "fonte". Supostamente, “Q" é o documento mais antigo e mais fidedigno que dá a verdade sobre Jesus. Porém, ninguém jamais viu "Q"! só existe nas imaginações vívidas de peritos que não gostam do Jesus dos Evangelhos.
Ao redor da mesma época em que os estudiosos do Novo Testamento falavam sobre "Q”, os estudiosos do Velho Testamento falavam sobre JEDP. Estes são os nomes de quatro documentos antigos nos quais o Velho Testamento é supostamente baseado. Os editores antigos levaram pedaço por pedaço de informação destes quatro documentos e de alguma maneira colaram tudo junto para conseguir o nosso presente Velho Testamento. Acreditar em JEDP significa, entre outras coisas, que Moisés não era o autor humano do Pentateuco, e se isso é verdade, Jesus Cristo ensinou erro. Isto também significa que as escrituras de Velho Testamento não são mais fidedignas que lendas populares. Mas, como era o caso com "Q", ninguém também viu alguma vez estes quatro alegados documentos. Eu sei por que. Eles não existem.
Então nós devemos mencionar os alegados 18 anos que Jesus estudou debaixo dos gurus no Oriente. Os evangelhos dizem nada sobre aquele período de tempo entre o décimo segundo ano de vida de nosso Senhor e quando Ele começou o seu ministério terrestre aos 30 anos de idade. Os “New Agers” adoram construir o caso deles sobre a suposta estada de 18 anos do nosso Senhor na Índia. O Jesus real, eles dizem, acreditara como um guru e cantara para as suas devoções matutinas um ummm profundo "..., ummmm..". qual é a prova para estas reivindicações surpreendentes? Durante os recentes anos de 1800 um homem conhecido pelo nome de Nicholas Notovitch, enquanto viajava pelo Tibet, foi informado pelo lamas do Tibete que havia um documento de registro da visita de Jesus no Oriente, e que este documento teria sido achado em um monastério do Himalaia. Porém, como é verdade com "Q" e JEDP, nenhum tal documento jamais foi achado! Se a Bíblia estivesse baseado em nenhuma evidência melhor do que isto, ela teria sido esmagada há muitos anos atrás - e por justa causa.
Mas o que então da Septuaginta?
Muitas reivindicações foram feitas para a Septuaginta. O prefácio da Bíblia NIV, primeira data 1978 e revisada em 1983, afirma:
Os tradutores. . . consultaram as versões mais antigas e importantes - a Septuaginta; Aquila, Symmachus e Teodócio. ... Leituras destas versões foram ocasionalmente seguidas onde o Texto Masorético parecia duvidoso e onde princípios de crítica textual apontaram para tal... estas testemunhas textuais pareciam prover a leitura correta.
Outros alegam que a Septuaginta nos "dá vislumbres da vida de comunidades judaicas no Egito nos séculos imediatamente pré-cristãos, e no pensamento dos primeiros cristãos, para quem esta era a primeira Bíblia.
Embora houvesse um pouco de relutância por parte dos tradutores de Bíblia pôr muita ênfase na Septuaginta, isto está mudando depressa. "Considerando que quase todos reconhecem a corrupção generalizada da LXX e assim normalmente favoressem o hebraico, a maioria acredita agora que eles podem escolher a dedo entre os dois para estabelecer o “texto correto”.2 Mas há a possibilidade de a Septuaginta ser aproximadamente tão real quanto “Q"? Pode a existência da Septuaginta ser uma fabricação usada contra a Palavra de Deus e ser outro exemplo da agressão satânica de longa data contra as Escrituras? Este é um assunto importante que merece estudo. Em um documento lido em uma reunião da prestigiosa Deacan Society de Burgon, 10-11 de julho de 1996, Dr. Kirk D. DiVietro focaliza afiadamente o assunto:
Você pode perguntar, "Por que, afinal, você está trilhando por esta estrada? O que ela significa para mim?” Ela significa muito para você. A própria autoridade de sua Bíblia está em jogo. A Septuaguinta não é uma tradução literal. Utiliza freqüentemente a teoria de "equivalência dinâmica" de tradução. Às vezes passa malabarismos fantásticos, não-literais, inexatos do hebraico. Se nós aceitamos a alegação de que a LXX foi aceita por Jesus e os escritores das Sagradas Escrituras como a Palavra autorizada de Deus, então nós temos que dissolver esta sociedade, e nos unir ao clube de semana da Bíblia moderna. . . Se Jesus e os escritores de Escritura aceitaram esta como Escritura autorizada então a inspiração plena, verbal da Escritura é irrelevante. Se Jesus e os escritores de Escritura aceitassem esta como Escritura autorizada então a doutrina de preservação é um vexame.3
O que é a Septuaginta ou LXX?
Enns afirma que a “Septuaginta é uma tradução grega do Velho Testamento hebraico. . . .Ela foi traduzida peça por peça em Alexandria, Egito, entre o anos de 250 e 150 AC. . . . Escritores do Novo Testamento citaram às vezes da Septuaginta”. 4
Mas que prova temos de tal tradução grega antiga do Velho Testamento estava disponível a Jesus e aos apóstolos? Não muita, como a seguinte citação indica:
“A tradução foi realizada indubitavelmente durante o 3º e 2º séculos A.C., e é pretendido ter sido acabada já no tempo de Ptolemy II Philadelphus, de acordo com a denominada Carta de Aristeas para Philocrates (c. 130 - 100 A.C.). De acordo com a Carta de Aristeas, o bibliotecário da Alexandria persuadiu Ptolemy II Philadelphus para traduzir a Torá para o grego para uso pelos judeus da Alexandria. A carta menciona que foram selecionados seis tradutores de cada uma das 12 tribos e que eles completaram a tradução em apenas 72 dias. Enquanto os detalhes desta história são indubitavelmente fictícios, o núcleo de fato contido nisto parece ser que o Pentateuco foi traduzido para o grego em algum dia durante a primeira metade do 3º século A.C. Durante os próximos dois séculos o remanescente do VT foi traduzido, como também algum livro apócrifo e não-canônico.”5
Isto é uma admissão espantosa. A única prova de origem da Septuaginta na era pré-Cristã é a Carta de Aristeas que, de acordo com a citação acima, dá detalhes que são “incontestavelmente fictícios"! Isto é duro de tragar. Nos seminário nós ouvimos muitos pronunciamentos autorizados relativos à grande antigüidade da Septuaginta. Nossos professores, e os livros de ensino que eles nos fizeram ler, não poderiam estar errados. Seguramente, nós raciocinamos, deve haver alguma evidência definitiva de manuscritos. Bem, há alguma evidência de manuscritos, mas esta não apóia as origens pre-cristãs da Septuaginta.
Unger escreve: "Os mais velhos e mais importantes manuscritos da Septuaginta são os seguintes: (a) Códice Vaticanus (b) Códice Alexandrinus. . . (c) Códice Sinaiticus. ".6 Duas coisas golpearão o leitor perspicaz imediatamente. Estes são manuscritos que não são mais antigos do que o quarto século D.C. Além disso, eles são os manuscritos corruptos nos quais o Texto notório de Westcott-Hort é baseado. Se estes são "os mais velhos e mais importante dos manuscritos" da Septuaginta, nós temos que concluir que os mesmos não são muito velhos e eles não são muito bons. Como professor de seminário, eu tenho ensinado a “linha tradicional" sobre a Septuaginta. Eu já não farei mais assim.
A afirmação de que o Vaticanus e o Sinaiticus são "os mais velhos e, portanto, os manuscritos mais confiáveis" da Septuaguinta não deve ser ignorado. Jones traz o quadro em aguçado enfoque ao escrever:
Constantemente nos é falado que Vaticanus... e Sinaiticus são os mais velhos manuscritos gregos existentes, conseqüentemente os mais fidedignos e os melhores; que eles são de fato a Bíblia. Ainda o Novo Texto Grego que substituiu o Textus Receptus representa nas mentes da vasta maioria dos estudiosos o empreendimento privado de apenas dois homens, dois muito religiosos embora homens não convertidos, Westcott e Hort. Estes homens fundaram a “Bíblia” deles baseada quase que exclusivamente na quinta coluna do Velho Testamento de Orígenes e no Novo Testamento editado pelo mesmo. As leituras do Novo Testamento deles é derivado quase que exclusivamente sobre apenas cinco manuscritos, principalmente sobre apenas um só - Vaticanus B. Além disso, deve ser visto que o testemunho destes dois manuscritos corrompidos é (sic) quase que o único responsável para todos os erros introduzidos nas Sagradas Escrituras em ambos os testamentos isto através dos críticos modernos!7
Moorman dá dois exemplos de escritores que discutem sobre que não há nenhuma era pre-cristã da Septuaguinta. Uma pessoa era Paul Kahle. Ele desenvolveu a teoria que a LXX teve sua origem nas muitas traduções orais gregas do Velho Testamento que posteriormente foi escrito para uso nos cultos depois da leitura do original hebraico. Peter Ruckman manteve uma posição semelhante. Enquanto Kahle chama a "Carta de Aristeas" de propaganda, Ruckman taxa ela de uma "mera fabricação" e lembra que ninguém produziu uma cópia grega da Septuaginta que data de antes D.C. 300. Em vez de Jesus e os apóstolos citarem da Septuaginta, a Septuaginta cita deles.8
A Reivindicação Que Jesus Usou a Septuaginta
D. A. Waite desafia a contenção que Jesus citou da Septuaginta. Em Mateus 5:18 Jesus falou sobre a Lei e disse: "Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido." Nosso Senhor falou do "i" e do "til", as menores partes das letras hebraicas. Quão pequeno? Bem, o "i" se refere à letra hebraica “yodh” que é do tamanho de uma apóstrofe. Esta é um terço da altura das outras letras hebraicas. O "til" se refere aos chifres, ou extensões minúsculas, de algumas letras hebraicas, como o “daleth”, algo parecido com o golpe vertical do lábio em nosso “m” ou “n". Isto excluiria uma Bíblia grega. Além disso, o Novo Testamento se refere a uma divisão tripartite do Velho Testamento - lei, profetas e salmos (Lucas 24:27, 44). Os manuscritos do Velho Testamento grego são, porém, entremeados com escritos apócrifos, nunca reconhecidas como "escritura". pelos rabinos, ou por Cristo ou pelos apóstolos.
Waite também nos refere para Mateus 23:35 como sendo apropriada à esta discussão: “para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que mataste entre o santuário e o altar".
Ele escreve:
Por esta referência, o Senhor pretendeu responsabilizar os Escribas e os Fariseus por todo o sangue de pessoas inocentes derramado do VT inteiro. Abel se acha em Gênese, mas Zacarias se acha em II Crônicas 24:20-22. Se você olha sua Bíblia hebraica, você achará II. Crônicas no último livro (i.é, o último livro na terceira seção, os escritos). Se, por outro lado, você olha em sua edição da Septuaginta, tal como publicada pela Sociedade Bíblica Americana, 1949, Terceira Edição, editada por Alfred Rahlfs, você vê que ela termina com Daniel seguida por "Bel e o Dragão"!! Isto é prova clara que Nosso Salvador usava o Velho Testamento hebraico e não o grego.9
Esta é uma observação significante. A frase, "Abel até Zacarias," é apenas outro modo de declarar, " do início ao fim ". Jesus não disse, "de Abel até Bel e o Dragão".
A Hexapla de Orígenes
Orígenes compilou a Hexapla, uma edição das escrituras do Velho Testamento com texto hebraico, transliteração para o grego, e as traduções gregas disponíveis, tudo em seis colunas paralelas. A terceira coluna é a versão grega de Aquila seguida pela revisão de Symmachus. A quinta coluna é a revisão pessoal de Orígenes da LXX, seguida por uma revisão por Teodócio. Orígenes estava evidentemente preocupado que, até mesmo nos dias dele, havia já várias versões do Velho Testamento grego. Orígenes foi creditado por produzir "a primeira, realmente excelente, tentativa de crítica textual."10 Ruckman combate a idéia de que a “quinta coluna" de Orígenes é a Septuaginta de erudição moderna.
Aquila, Symmachus, e Teodócio não eram seus melhores tipos de tradutores de Bíblia. Aquila (D.C. 80-l35) converteu ao Judaísmo, depois para Cristianismo, e então de volta para o Judaísmo. Enquanto um "Cristão," ele foi excomungado da comunidade por insistentemente se recusar a deixar da astrologia, magia, e necromância. Ele afirmou que Jesus era o "filho bastardo de Maria e um soldado romano loiro de descendência germânica". Igualmente Symmachus e Teodócio tiveram um pouco de visões menos-que-ortodoxas e, junto com Aquila, mexeram com profecia messiânica. Eles substituíram parthenos (“virgem") por neanis (“mulher jovem”) e buscaram distorcer as Escrituras de forma que isto seria mais compatível com a visão Ebionita deles. 12
Então, é óbvio que o Velho Testamento grego teve uma história longa e variada. Este processo de se mexer e revisar continuou, porque nós achamos que após o quarto século houve vários recensos adicionais, i.é., revisões críticas do texto.
Nix escreve:
“No início daquele século (o quarto D.C.) Eusebius e Pamphilius cada um publicou a sua própria edição da quinta coluna da Hexapla de ... O bispo egípcio Heschius (d. 311) tentou o seu recenso próprio da LXX, mas este só sobreviveu em citações feitas por escritores egípcios como Cyril de Alexandria (d.444). Luciano de Samosata e Antioch (d. 311) fizeram outro recenso da LXX que foi preservada em porções citadas nos trabalhos de João Crisóstomo (d. 407) e Theodoret (d. 457).13
Isto é um pedaço espantoso de informação. Mostra que até que Jerome começasse o trabalho com a Vulgata já haviam várias edições de versões do Velho Testamento grego em circulação cada uma das quais era uma "melhoria crítica" da precedente. O grande número de mudanças e variantes na tradução grega do Velho Testamento torna duro de se acreditar que esta tradução é a preservada Palavra de Deus. Realmente, a pessoa é compelida a concordar com Jones quando ele escreve: Tentar reconstruir o Texto hebraico (como muitos ligados às versões modernas estão tentando fazer) de versões tão soltas, deficientes, e de tradução inaceitável seria análogo à tentativa de reconstruir o texto grego do Novo Testamento a partir da Biblia Viva."14
Alexandria - A Cidade de Textos e Pessoas Corruptas
Nós não deveríamos esquecer o fato que, como mostrado nas citações acima que dão uma definição da Septuaguinta, que elas tem suas raízes na antiga cidade egípcia de Alexandria. Orígenes (ca. 185-254) era um dos professores daquela cidade e, até mesmo segundo as palavras ardentes de um admirador, era obviamente um tipo estranho de companheiro:
"Na sua fusão de pensamento grego com exposição bíblica, Orígenes era o maior teólogo da Igreja grega primordial. A famosa escola catequética da Alexandria alcançou seu zênite debaixo da tutela dele. Filho de um mártir, ele tomou literalmente Mateus 19:12 e se castrou para instruir, sem medo de escândalo, as estudantes femininas dele.”15
A cidade antiga de Alexandria, localizada no Delta do Nilo, teve uma reputação pelos seus hereges. Philip Schaff, famoso historiador da igreja e presidente do comitê da American Standard Version (1901) reconheceu que a Alexandria era a fonte de "uma teologia" peculiar baseada nos escritos de Clemente e Orígenes que desenvolveram "uma forma Cristã regenerada da filosofia religiosa judaica Alexandrina de Philo"16. A tradição corrupta dos manuscritos, encarnado nos códices Vaticanus e Sinaiticus, as principais fontes para o notório texto de Westcott e Hort, são textos de Alexandria. Embora alguns indivíduos orientados eclecticamente poderiam discordar, professores de Alexandria, como Orígenes, Clemente, e Philo, foram alguns dos mais árduos corruptores do Cristianismo bíblico. Eles não acharam nada de errado com espiritualizar as Escrituras para fazer a mensagem da Bíblia mais saborosa para os cultos Alexandrinos. Como Grady afirma:
“Ao igualar espiritualidade com intelectualismo religioso, a faculdade Bíblica típica venerará uma multidão de hereges egípcios de Clemente até Orígenes."17
"A Septuaginta" como uma Tradução
Como uma tradução, a Septuaginta é pobre. Freqüentemente se afasta do hebraico e torce doutrinas importantes. Isaías 9:6 da JFA lê: " Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. ". A divindade desta Criança Maravilhosa é claramente evidente, mas é completamente obliterada na Septuaginta: " Porque uma criança nos nasceu, e um filho é dado a nós, cujo governo está nos seus ombros: e o nome dele é chamado o Mensageiro de grande deliberação; porque eu trarei paz aos príncipes, e saúde para ele". Um texto tal como encontrado em Bíblias produzidas pelas seitas.
Até mesmo estudiosos que não quereriam ser classificados como Fundamentalistas têm reservas sérias contra a Septuaginta. Blaiklock afirma que a Septuaginta mostra precisão incorreta e fidelidade questionável ao original hebraico. Como um todo, ele acredita que a retribuição do Pentateuco é uma "tradução razoável", mas II.Reis evidência “considerável evidência de erudição hebraica inadequada”. Como uma tradução, a LXX "é arruinada por interpolação piedosa e paráfrases que refletem pressa, ignorância, ou descuido, e às vezes todos os três."18
Mas o Novo Testamento não cita da LXX? Uma citação no NT de uma passagem do VT que não é automaticamente uma citação literal do Texto Masorético não implica necessariamente que o escritor de Novo Testamento estava usando uma versão diferente do Texto Masorético. Em Ef.4:8, por exemplo, o apóstolo Paulo cita Salmo 68:18 (67:18 na LXX), mas a citação não concorda nem com o Texto Masorético nem com a LXX.
Quando citações no NT variam do Texto Masorético hebraico do VT não implica necessariamente o uso da LXX. Os escritores do NT, escrevendo debaixo da inspiração do Espírito Santo, sentiram-se livre para levar a passagem de VT a dar um significado mais completo a eles revelado pelo Espírito Santo.
Conclusões Sobre a Septuaginta
DiVietro examinou os três livros do Novo Testamento nos quais os estudiosos liberais reivindicam mais freqüentemente que há citações da Septuaginta - João, Atos, e Hebreus - e achou nenhuma prova que a Septuaginta foi citada. Foram examinadas mais de noventa passagens que os editores do Novo Testamento Grego da Sociedade Bíblica Unida, 3ª Edição, tinham marcado como citações do Velho Testamento e foram descobertos fatos que contradizem as conclusões dos estudiosos textuais favoráveis à Septuaginta. Até mesmo pequenas citações, de uma única frase, na qual o Textus Receptus e a Septuaginta às vezes concordam, "este acordo nunca está em variação com o sentido hebraico da frase."19 Isto, certamente, não deveria surpreender porque não existe nenhuma evidência clara ou que até mesmo apenas sugerisse que a Septuaginta tivesse uma origem pre-cristã.
DiVietro afirma:
Seria errado pressumir que Jesus usou a Septuaginta. Qualquer liberdade que Ele praticou com o texto das Escrituras hebraicas, Ele o fez como seu autor, não como seu crítico. Estaria, também, errado pressumir que os escritores do Novo Testamento usaram a Septuaginta como o Velho Testamento autorizado deles. Suas formas características de tradução fornecem nenhuma defesa da prática moderna de tradução de paráfrase e ou equivalência dinâmica. As leituras aberrantes da LXX não deveriam ser elevadas sobre as leituras do Texto Masorético.20
Conclusões Sobre a Bíblia King James
Ignorância nunca é uma condição feliz, mas se nós aprendemos de nossos enganos, como eu aprendi de minhas noções errôneas relativas à LXX, nós estamos fazendo progresso na direção certa. Me pasmo quando vejo quantos escritores Cristãos bons e bons professores assumem automaticamente coisas sobre os textos bíblicos defendidos pelos estudiosos. Por exemplo, Dr. Charles Ryrie que fez uma tremenda contribuição para a nossa compreensão das Escrituras, não obstante aceitou o texto de Westcott-Hort (WHT). A Bíblia Estudo de Ryrie tem uma nota em Marcos 16:9-20 que declara: "Estes versículos não constam de dois dos mss mais fidedignos do NT....". Como Vaticanus e Sinaiticus podem ser "fidedignos" quando eles discordam mais de 3.000 vezes entre si?
Traduções modernas baseadas no texto corrupto de Wescott e Hort tem nota de rodapé em João7:53-8:11, que conta da mulher pega em adultério, e declara que "estes versículos não constam nos melhores e mais antigos manuscritos” ou que "eles podem ser autênticos, mas não eram originalmente parte do Evangelho" de João. Mas o que eles não contam a você é que alguns dos pais de igreja, isto é Augustinho e Ambrosio, reconhecem que a passagem em questão é autêntica, mas foi omitida deliberadamente por alguns escribas por temerem que a passagem possa promover imoralidade!21 Este pedaço de informação muda dramaticamente o quadro. É tempo de os cristãos perceberem que nem tudo o que eles leram em comentários e ou dicionários bíblicos é necessariamente verdadeiro.
End Notes
1. Ira Maurice Price, The Ancestry of Our English Bible, 3rd revised edition by William Irwin and Allen Wikgren (New York: Harper and Brothers, 1956), p. 71.
2. Floyd Jones, The Septuagint (Collingswood, NJ: The Bible for Today, 1995), p. 25.
3. Kirk DiVielro, Did Jesus and the Aposiles Quote from thd Septuagint (DO()? (Collingswood, NJ: The Bible for Today
1996), p. 7.
4. Paul Enns, The Moody Handbook of Theology (Chicago: Mood
Bible Institute, 1989), pp. 173-174.
5. Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, and John Rhea. editors. Wycliff Bible Encyclopedia, vol. 2 (Chicago: Moody Press, 1975), "Ver-
sions, Ancient And Medieval," by William E. Nix.
6. Merrill F. Unger, Unger's Bible Dictionary (Chicago: Moody Press
1957),p.1149f.
7. Jones, p. 50.
8. Jack Moorman, Forever Settled: A Survey of the Documents and
History of the Bible (Collingswood, NJ: The Dean Burgon Society Press, 1999), pp. 17-18.
9. Ibid., pp. 22-23.
10. Nix.
11. Peter 5. Ruckman, The Christian's Handbook of Manuscript Evidence (Palatka, FL: Pensacola Bible Press, 1970), p. 60.
12. Jones, pp. 15-16.
13. Nix
14. Jones, p. 14.
15. Walter A. ElweIl, ed. Evangelical Dictionary of Theology (Gran Rapids: Baker Book House, 1984). "Orígenes," by C. C. Kroeger.
16. William P. Grady, Final Authority: The Chnstian's Guide to th King James Bible (Knoxville: Grady Publications, 1993), p. 82.
17. Ibid.,p.73.
18. Merrill C. Tenney, ed. The Zondervan Pictorial Encyclopedia of The Bible, vol. 5 (Grand Rapids: Zondervan, 1975). "Septuagint, by E.M. Blaiklock.
19. DiVietro, p. 51.
20. Ibid., p. 53.
21. Dean Burgon, The Causes of Corruption in the Traditional Text
vol. II (Collingswood, NJ: Dean Burgon Society Press, 1998),
PP 251-252, 259.
domingo, 22 de maio de 2011
As Línguas do Novo Testamento – Parte II
As Línguas do Novo Testamento – Parte II
Por Sha'ul Bentsion
Baseado em estudos de diversas fontes
1 - INTRODUÇÃO
Neste artigo, continuaremos a provar que o Aramaico é de fato o idioma no qual o Brit Hadasha
(Novo Testamento) foi originalmente escrito. Futuramente, pretendo complementar este trabalho
com número ainda maior de evidências.
2 - POLISEMIA – O GRANDE `TRUNFO'
A Polisemia é um indício linguístico tão forte, mas tão forte, que somente ele já seria suficiente para
provar que o grego não é o texto original. Mas, em que consiste a polisemia? Um pequeno exemplo
simples ajudará a entender este conceito. Considere que estamos pesquisando manuscritos em
português e em inglês para verificarmos qual é o original. Considere que temos três manuscritos:
- Um manuscrito em português possui a frase "É uma gravata"
- Outro manuscrito em português, ao invés disto, diz: "É um empate"
- O manuscrito em inglês diz: "It´s a tie"
Qual deles é o manuscrito original? Posso afirmar sem medo de errar que é o manuscrito em inglês.
Por que? Porque a palavra `tie' pode ser traduzida tanto como `gravata' quanto como `empate',
dependendo do contexto. Se um dos manuscritos em português fosse o original, não haveria como
explicar a existência da variante. A única possibilidade plausível é a de que o original em inglês foi
traduzido por uma pessoa como `gravata' e por outra como `tie'. Este é o conceito da POLISEMIA:
uma palavra que gera diferentes traduções dependendo do manuscrito.
Isto posto, é importante ressaltar que exitem DEZENAS de exemplos de polisemia do aramaico para
o grego. Principalmente pelo fato das línguas semitas possuírem como característica o ter poucas
palavras com muitos significados diferentes. Em alguns casos, chegamos a ter mais de cinco
diferentes manuscritos no grego, e a palavra na Peshitta aramaica poderia ser traduzida como
qualquer uma das cinco, tornando-se portanto evidente a originalidade do aramaico. Vejamos
alguns exemplos de polisemia:
1) Em 1 Coríntios 13:3, em alguns manuscritos no grego encontramos a palavra `queimar', em outros
a palavra `vangloriar'. No Aramaico, a raiz é a mesma para ambas as palavras.
2) Em Mateus 16:16, os manuscritos gregos Bizantino e de Alexandria ambos dizem `D-us da vida',
enquanto o Codex Bezea diz `D-us da salvação'. No Aramaico, a palavra `vida' é também usada no
sentido de salvação
3) Em 1 Pedro 3:13, alguns manuscritos do grego trazem `zelosos' enquanto outros trazem
`imitadores'. A raiz no Aramaico é a mesma para ambas as palavras.
4) Em Apocalipse 2:20, alguns manuscritos do grego trazem `tolerar' enquanto outros trazem `sofrer'.
A raiz no Aramaico é a mesma para ambas as palavras.
5) Em Efésios 1:18, alguns manuscritos do grego (Alexandrinos) trazem `coração' enquanto outros
(Bizantinos) trazem `entendimento'. A razão é uma expressão idiomática do Aramaico, pois a
expressão `olhos do coração' quer dizer `entendimento'.
6) Em Lucas 11:49, a maioria dos manuscritos do grego trazem `expulsar' enquanto o Textus
Receptus traz `perseguir'. A palavra no Aramaico possui ambos significados.
3 - POESIA, QUIASMOS E TROCADILHOS NO TEXTO
Outro indício forte da origem semita do Novo Testamento são as estruturas poéticas presentes nos
textos bíblicos. Alguns trechos evidenciam nítidamente poesias e trocadilhos. Como exemplo de
poesia temos (não será explicitado aqui porque demandaria muito trabalho). Um exemplo
interessantíssimo de trocadilho é o de Atos 9:33-34. Neste texto, um homem chamado Aneas é
curado. Ora, `Aneas' vem da raiz do Aramaico `anah' que quer dizer `afligido'. Quando Pedro fala
com ele, não repete o nome, mas sim diz `Homem aflito, Yeshua HaMashiach te cura'. Este
trocadilho é completamente perdido no grego, que traduz ambas as ocasiões como sendo o nome do
homem em questão.
4 - ERROS TEOLÓGICOS NO GREGO, INEXISTENTES NO ARAMAICO:
Alguns trechos no texto grego possuem erros teológicos sérios, que resultam da tradução errada do
Aramaico. Como exemplo, podemos citar:
1) Nos evangelhos, encontramos uma menção a Simão, o Leproso (???) no texto grego (Mt. 26:6 e
Mc. 14:3). O problema é que seria impossível um leproso viver dentro de Betânia. A explicação está
no Aramaico. As palavras que indicam `leproso' e `fabricante de jarros' são semelhantes no Aramaico
(Gar'ba = leproso e Garaba = fabricante de jarros). Uma vez que o Aramaico é escrito sem vogais, as
duas palavras são escritas de forma idêntica. Repare que logo na sequência há uma mulher trazendo
um jarro. A conclusão é óbvia: Simão era fabricante de jarros, e não leproso.
2) O livro de Atos (8:27) no grego fala da história de Filipe e um eunuco. Ora, o problema é que o tal
eunuco está à caminho de Jerusalém, para adorar a D-us. Ou seja: estava indo ao Templo. Ora, um
eunuco não só não seria aceito como prosélito do Judaísmo, como jamais seria permitido entrar no
Templo. Mais uma vez, a resposta está no Aramaico: a palavra usada para `eunuco' pode também
significar `crente em D-us' (no Aramaico: M'Haimna). Ou seja, o "eunuco" em questão não era um
eunuco, mas sim uma pessoa que temia ao D-us de Israel.
5 - ERROS HISTÓRICOS DO GREGO, INEXISTENTES NO ARAMAICO:
1) Um grande erro histórico que há nos manuscritos gregos é chamar de `mar' alguns lagos de Israel,
como o de Galil (conhecido popularmente como `mar da Galiléia'). Este erro é motivo de piada entre
os ateus, que questionam uma possível falta de conhecimento de geografia da parte de D-us. No
Aramaico, a palavra `Yamah' pode ser usada tanto para mares quanto para lagos ou grandes porções
de água, tais como o lago de Galil em questão.
2) Outro grave erro histórico está na genealogia de Yeshua. A genealogia em Mateus (no grego) não
só difere da de Lucas, como diz terem havido 14 gerações após Bavel e cita apenas 13 (???). Isto é
facilmente resolvido pelos manuscritos no Aramaico, que não contém este erro. A explanação em
detalhes será feita em outro artigo, visto que é um tanto o quanto extensa.
3) O livro de Atos, capítulo 11 cita uma fome no mundo inteiro, a qual motiva os líderes da igreja a
pedir ajuda em Antioquia aos seguidores da região de Yehudah (Judá). Ora, se a fome era mundial,
isso não faz o menor sentido, pois como poderiam os de Antioquia ajudar? A resposta está no
aramaico, pois a palavra `Era' (em hebraico `Eretz') é usada nas Escrituras tanto para denotar o
mundo todo quanto para denotar a terra prometida. Portanto, a fome era em Israel e não no mundo.
6 - CONTRADIÇÕES NO GREGO, D-US NÃO CONHECE SUA PRÓPRIA PALAVRA?
Uma evidência bem grave contra os manuscritos gregos é o fato de haverem contradições entre os
mesmos e o Tanach (Primeiro Testamento): detalhes pequenos que poderiam até passar
desapercebidos aos olhos da grande maioria, mas que fazem diferença. Embora tenham havido
tentativas, ninguém é capaz de explicar de forma convincente os dois erros abaixo, que NÃO
aparecem no Aramaico:
1) Mateus 27:9 cita Zacarías 11:12-13 mas diz que o texto é de Jeremias. Que gafe! Será que D-us
não conhece a própria palavra? O Aramaico diz apenas algo do tipo `assim disse o profeta', sem citar
nomes.
2) Marcos 2:26 no grego cita a `Abiatar' como sendo o sumo sacerdote nos tempos do rei David.
Contudo, 1 Samuel 21:1 e 22:20 dizem que Aimeleque, pai de Abiatar, é que era o sumo sacerdote.
Furo de quem traduziu para o grego, pois o Aramaico não contém este problema!
7 - ERROS CAUSADOS POR TRADUÇÃO ERRADA DO ARAMAICO:
Algumas frases no Novo Testamento no grego chegam a ser cômicas, de tão estranhas. Quando
analisamos a raiz da palavra no aramaico, vemos nitidamente a razão de tal confusão. Eis alguns
exemplos:
1) Você já tentou passar um camelo por uma agulha? Pois é, acontece que nosso tradutor para o
grego fez uma grande confusão em (Mt. 19:24, Mk. 10:25 e Lc. 18:25). A palavra em questão, no
aramaico, é `Gamla'. Da forma como é escrita (sem vogais pois o Aramaico não possui vogal), pode
tanto indicar `camelo' quanto `corda'. A última opção é obviamente a melhor: `mais fácil passar uma
corda por uma agulha… '
2) Você já salgou alguma coisa com fogo? No entanto, Marcos 9:49 no grego fala em `salgar com
fogo' (???). O problema é que a palavra que é usada para `salgar' também pode ser usada para
`pulverizar (no sentido de destruir)', que obviamente faz muito mais sentido neste caso. O tradutor do
grego foi influenciado pelo texto sobre o sal da terra, que vem logo a seguir mas que nada tem de
relação com esta frase.
Por Sha'ul Bentsion
Baseado em estudos de diversas fontes
1 - INTRODUÇÃO
Neste artigo, continuaremos a provar que o Aramaico é de fato o idioma no qual o Brit Hadasha
(Novo Testamento) foi originalmente escrito. Futuramente, pretendo complementar este trabalho
com número ainda maior de evidências.
2 - POLISEMIA – O GRANDE `TRUNFO'
A Polisemia é um indício linguístico tão forte, mas tão forte, que somente ele já seria suficiente para
provar que o grego não é o texto original. Mas, em que consiste a polisemia? Um pequeno exemplo
simples ajudará a entender este conceito. Considere que estamos pesquisando manuscritos em
português e em inglês para verificarmos qual é o original. Considere que temos três manuscritos:
- Um manuscrito em português possui a frase "É uma gravata"
- Outro manuscrito em português, ao invés disto, diz: "É um empate"
- O manuscrito em inglês diz: "It´s a tie"
Qual deles é o manuscrito original? Posso afirmar sem medo de errar que é o manuscrito em inglês.
Por que? Porque a palavra `tie' pode ser traduzida tanto como `gravata' quanto como `empate',
dependendo do contexto. Se um dos manuscritos em português fosse o original, não haveria como
explicar a existência da variante. A única possibilidade plausível é a de que o original em inglês foi
traduzido por uma pessoa como `gravata' e por outra como `tie'. Este é o conceito da POLISEMIA:
uma palavra que gera diferentes traduções dependendo do manuscrito.
Isto posto, é importante ressaltar que exitem DEZENAS de exemplos de polisemia do aramaico para
o grego. Principalmente pelo fato das línguas semitas possuírem como característica o ter poucas
palavras com muitos significados diferentes. Em alguns casos, chegamos a ter mais de cinco
diferentes manuscritos no grego, e a palavra na Peshitta aramaica poderia ser traduzida como
qualquer uma das cinco, tornando-se portanto evidente a originalidade do aramaico. Vejamos
alguns exemplos de polisemia:
1) Em 1 Coríntios 13:3, em alguns manuscritos no grego encontramos a palavra `queimar', em outros
a palavra `vangloriar'. No Aramaico, a raiz é a mesma para ambas as palavras.
2) Em Mateus 16:16, os manuscritos gregos Bizantino e de Alexandria ambos dizem `D-us da vida',
enquanto o Codex Bezea diz `D-us da salvação'. No Aramaico, a palavra `vida' é também usada no
sentido de salvação
3) Em 1 Pedro 3:13, alguns manuscritos do grego trazem `zelosos' enquanto outros trazem
`imitadores'. A raiz no Aramaico é a mesma para ambas as palavras.
4) Em Apocalipse 2:20, alguns manuscritos do grego trazem `tolerar' enquanto outros trazem `sofrer'.
A raiz no Aramaico é a mesma para ambas as palavras.
5) Em Efésios 1:18, alguns manuscritos do grego (Alexandrinos) trazem `coração' enquanto outros
(Bizantinos) trazem `entendimento'. A razão é uma expressão idiomática do Aramaico, pois a
expressão `olhos do coração' quer dizer `entendimento'.
6) Em Lucas 11:49, a maioria dos manuscritos do grego trazem `expulsar' enquanto o Textus
Receptus traz `perseguir'. A palavra no Aramaico possui ambos significados.
3 - POESIA, QUIASMOS E TROCADILHOS NO TEXTO
Outro indício forte da origem semita do Novo Testamento são as estruturas poéticas presentes nos
textos bíblicos. Alguns trechos evidenciam nítidamente poesias e trocadilhos. Como exemplo de
poesia temos (não será explicitado aqui porque demandaria muito trabalho). Um exemplo
interessantíssimo de trocadilho é o de Atos 9:33-34. Neste texto, um homem chamado Aneas é
curado. Ora, `Aneas' vem da raiz do Aramaico `anah' que quer dizer `afligido'. Quando Pedro fala
com ele, não repete o nome, mas sim diz `Homem aflito, Yeshua HaMashiach te cura'. Este
trocadilho é completamente perdido no grego, que traduz ambas as ocasiões como sendo o nome do
homem em questão.
4 - ERROS TEOLÓGICOS NO GREGO, INEXISTENTES NO ARAMAICO:
Alguns trechos no texto grego possuem erros teológicos sérios, que resultam da tradução errada do
Aramaico. Como exemplo, podemos citar:
1) Nos evangelhos, encontramos uma menção a Simão, o Leproso (???) no texto grego (Mt. 26:6 e
Mc. 14:3). O problema é que seria impossível um leproso viver dentro de Betânia. A explicação está
no Aramaico. As palavras que indicam `leproso' e `fabricante de jarros' são semelhantes no Aramaico
(Gar'ba = leproso e Garaba = fabricante de jarros). Uma vez que o Aramaico é escrito sem vogais, as
duas palavras são escritas de forma idêntica. Repare que logo na sequência há uma mulher trazendo
um jarro. A conclusão é óbvia: Simão era fabricante de jarros, e não leproso.
2) O livro de Atos (8:27) no grego fala da história de Filipe e um eunuco. Ora, o problema é que o tal
eunuco está à caminho de Jerusalém, para adorar a D-us. Ou seja: estava indo ao Templo. Ora, um
eunuco não só não seria aceito como prosélito do Judaísmo, como jamais seria permitido entrar no
Templo. Mais uma vez, a resposta está no Aramaico: a palavra usada para `eunuco' pode também
significar `crente em D-us' (no Aramaico: M'Haimna). Ou seja, o "eunuco" em questão não era um
eunuco, mas sim uma pessoa que temia ao D-us de Israel.
5 - ERROS HISTÓRICOS DO GREGO, INEXISTENTES NO ARAMAICO:
1) Um grande erro histórico que há nos manuscritos gregos é chamar de `mar' alguns lagos de Israel,
como o de Galil (conhecido popularmente como `mar da Galiléia'). Este erro é motivo de piada entre
os ateus, que questionam uma possível falta de conhecimento de geografia da parte de D-us. No
Aramaico, a palavra `Yamah' pode ser usada tanto para mares quanto para lagos ou grandes porções
de água, tais como o lago de Galil em questão.
2) Outro grave erro histórico está na genealogia de Yeshua. A genealogia em Mateus (no grego) não
só difere da de Lucas, como diz terem havido 14 gerações após Bavel e cita apenas 13 (???). Isto é
facilmente resolvido pelos manuscritos no Aramaico, que não contém este erro. A explanação em
detalhes será feita em outro artigo, visto que é um tanto o quanto extensa.
3) O livro de Atos, capítulo 11 cita uma fome no mundo inteiro, a qual motiva os líderes da igreja a
pedir ajuda em Antioquia aos seguidores da região de Yehudah (Judá). Ora, se a fome era mundial,
isso não faz o menor sentido, pois como poderiam os de Antioquia ajudar? A resposta está no
aramaico, pois a palavra `Era' (em hebraico `Eretz') é usada nas Escrituras tanto para denotar o
mundo todo quanto para denotar a terra prometida. Portanto, a fome era em Israel e não no mundo.
6 - CONTRADIÇÕES NO GREGO, D-US NÃO CONHECE SUA PRÓPRIA PALAVRA?
Uma evidência bem grave contra os manuscritos gregos é o fato de haverem contradições entre os
mesmos e o Tanach (Primeiro Testamento): detalhes pequenos que poderiam até passar
desapercebidos aos olhos da grande maioria, mas que fazem diferença. Embora tenham havido
tentativas, ninguém é capaz de explicar de forma convincente os dois erros abaixo, que NÃO
aparecem no Aramaico:
1) Mateus 27:9 cita Zacarías 11:12-13 mas diz que o texto é de Jeremias. Que gafe! Será que D-us
não conhece a própria palavra? O Aramaico diz apenas algo do tipo `assim disse o profeta', sem citar
nomes.
2) Marcos 2:26 no grego cita a `Abiatar' como sendo o sumo sacerdote nos tempos do rei David.
Contudo, 1 Samuel 21:1 e 22:20 dizem que Aimeleque, pai de Abiatar, é que era o sumo sacerdote.
Furo de quem traduziu para o grego, pois o Aramaico não contém este problema!
7 - ERROS CAUSADOS POR TRADUÇÃO ERRADA DO ARAMAICO:
Algumas frases no Novo Testamento no grego chegam a ser cômicas, de tão estranhas. Quando
analisamos a raiz da palavra no aramaico, vemos nitidamente a razão de tal confusão. Eis alguns
exemplos:
1) Você já tentou passar um camelo por uma agulha? Pois é, acontece que nosso tradutor para o
grego fez uma grande confusão em (Mt. 19:24, Mk. 10:25 e Lc. 18:25). A palavra em questão, no
aramaico, é `Gamla'. Da forma como é escrita (sem vogais pois o Aramaico não possui vogal), pode
tanto indicar `camelo' quanto `corda'. A última opção é obviamente a melhor: `mais fácil passar uma
corda por uma agulha… '
2) Você já salgou alguma coisa com fogo? No entanto, Marcos 9:49 no grego fala em `salgar com
fogo' (???). O problema é que a palavra que é usada para `salgar' também pode ser usada para
`pulverizar (no sentido de destruir)', que obviamente faz muito mais sentido neste caso. O tradutor do
grego foi influenciado pelo texto sobre o sal da terra, que vem logo a seguir mas que nada tem de
relação com esta frase.
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